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Os Poetas Carlos Dala Stella & Iriene Borges!



Poesia de Dois a Três por Quatro!
por Altair de Oliveira


Neste último dia 24 de setembro (sábado) tive a feliz idéia de ir assistir ao primeiro recital de poesia da poeta e artista plástica curitibana Iriene Borges, da qual, apesar de até então não conhecê-la pessoalmente, tenho grande admiração pelo seu trabalho. Lá descobri, por uma deliciosa coincidência, que a poeta não se apresentaria sozinha, mas que dividiria o palco com o poeta e artista plástico Carlos Dala Stella, outro artista curitibano do qual há anos sou também um grande fã.


O evento chamado "Café, Leite Quente e Poesia!" é promovido pelo SESC quinzenalmente no Café que a instituição mantém no Paço da Liberdade, situado à praça Generoso Marques, no centro antigo da cidade e proporciona que 2 poetas façam leitura de seus poemas para reunir seus públicos em torno da poesia nos sábados à tarde. Para quem gostar de poesia e estiver na capital paranaense duma dessas ocasiões, fica aqui a dica: vale muito a pena ir até lá conferir.

Acho desnecessário dizer aqui o tanto que eu gostei da apresentação da poesia destes dois. Por isto não pude deixar de trazer aqui, para compartilhar com vocês, um pouco da poesia de Carlos Dala Stella e de Iriene Borges, grandes representantes da boa poesia que está sendo escrita em Curitiba em nossos dias. A todos uma boa leitura e uma semana grandiosa!


***


Dois Poemas de Iriene Borges:



INSTANTÂNEO


Há quem diga cisne
há quem diga borboleta
e há ainda quem aponte
a exuberânciaprestes à implosão
e ávida por existir- ainda-
que há quem diga cinza
e há quem diga alma

Talvez eu conte da metáfora
que veste bem, e fascine
a carapuça delicada
do sujeito à gente errada
se aferir privilégio maior
do que o engano
e a metamorfose

Talvez desponte o fio
do escuro que seda
e eu não corra
só me enrole e durma
significando despertar
sem corpo mole ...amanhã.

Inconsistente
o meu papel medíocre
pede grafite macio
e adia tudo

Já perdi a hora e o prumo
em mensagens cifradas
sem demandar resposta
a minha melhor proposta
veio da última visagem
“escrever para a posteridade”

Mas ainda estudo.





***


UMBRA



Não me ocupes
Vago em luminescências
e rotaciono aluada



Para manter a linha
da mediatriz até o complexo
da cerviz até o sexo
fui sitiada
pelo remorso de existir



No entanto, irrompes a rir
e eu singular e asceta

projeto uma sombra completa

que me intercepta o senso

bem aqui na minha rua

quando alcanço a calçada

sob o primeiro poste

à esquerda




A persigo, e não me desgoste,
não por isso, que ela é tudo
tem o talhe do teu desejo
Pisa o asfalto como meu hálito
roça teus lábios sem beijar
Tem um contorno movediço
que me traga no molejo
e danço
entre o pudor e o vestido
feito pipa no ar.



Nos amamos em teu nome
em cada canto da vila
e inventamos a saudade
de conluio com cada esquina
só assim ela me arrasta pra casa
em êxtase
e some no clarão da porta
que amanhã tem volta
e reprise.



Não me ocupes
para a distância do sorriso
se vago em luminescências
rotaciono aluada



e só me sei sitiada.



Poemas de: Iriene Borges

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Dois Poemas de Carlos Dala Stella:


 Os poemas foram retirados por solicitação do próprio autor.











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Poemas de: Carlos Dala Stella.


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Para ler mais:

- Blog do poeta e artista plástico Carlos Dala Stella: http://www.dalastella.blogspot.com/
- Blog da poeta e artista plástica Iriene Borges: http://vozdeeco.blogspot.com/


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Ilustrações: 1- foto da poeta Iriene Borges; 2- foto do poeta Carlos Dala Stella; 3- "Mulher em Azul". da artista plástica Iriene Borges; 4- "Dados", do artista plástico Carlos Dala Stella, do livro "Quer Jogar?".
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Altair de Oliveira (poesia.comentada@gmail.com), poeta, escreve quinzenalmente às segundas-feiras no ContemporARTES a coluna "Poesia Comovida" e conta com participação eventual de colaboradores especiais.
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