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Agenda ativista: Pelo fim da violência








Num país com cerca de 51% da população negra e ainda persiste a discriminação e segregação racial... e se ainda persiste tamanha atrocidade a culpa também é sua, é nossa... 

Todo dia deve ser dia de lutar e combater o racismo e a violência contra a mulher, mas esta semana/mês existe uma programação destinada a debater e promover questões relacionadas aos temas em diversas regiões do país. 

Confira a programação da cidade de Santo André:


Cancioneiro Feminista e Apresentação Teatral “As Faces de Eva”
Data correta: 29/11
Local: Vem Maria (R. João Fernandes, 118)
Horário: 14h
Necessário se inscrever pelos telefones: 4992-3410 / 4992-2936


Para quem ainda não viu, disponibilizo a poesia elaborada pelo Sergio Vaz sobre a Magia Negra:
MAGIA NEGRA
Magia negra era o Pelé jogando, Cartola compondo, Milton cantando.
Magia negra é o poema de Castro Alves e o samba de Jovelina…
Magia negra é Djavan, Emicida, Racionais MC´s, Thalma de Freitas, Simonal.
Magia negra é Drogba, Fela kuti,
Magia negra é dona Edith recitando poesia no Sarau da Cooperifa. Carolina de Jesus é pura magia negra. Garrincha tinhas 2 pernas mágicas e negras. James Brow e Milton Santos é pura magia.
Não posso ouvir a palavra magia negra que me transformo num dragão.
Michael Jackson e Michael Jordan é magia negra.
Cafu, Milton Gonçalves, Dona Ivone Lara, Jeferson De, Robinho, Daiane dos Santos é magia negra.
Magia Malê Luísa Mahin Calafate.
Fabiana Cozza, Machado de Assis, James Baldwin, Alice Walker, Nelson Mandela, Tupac, isso é o que chamo de escura magia.
Magia negra é Malcon X. Martin Luther King, Mussum, Zumbi dos Palmares, João Antônio, Candeia e Paulinho da Viola. Usain Bolt, Elza Soares, Sarah Vaughan, Billy Holliday, Nina Simone é magia mais do que negra.
Eu faço magia negra quando danço Fundo de quintal e Bob Marley.
Cruz e Souza, Zózimo, Spike Lee, tudo é magia negra neles. Umoja, Espirito de Zumbi, Afro Koteban…
É mestre Bimba, é Vai-Vai é Mangueira, todas as escolas transformando quartas-feira de cinzas em alegria de primeira.
Magia negra é Sabotage, MV Bill, Anderson Silva e Solano trindade.
Ondjaki, Ana Paula Tavares, João Mello… Magia negra.
Magia negra são os brancos que são solidários na luta contra o racismo.
Magia negra é o RAP, O Samba, o Blues, o Rock, Hip Hop de Africabambaataa.
Magia negra é magia que não acaba mais.
É isso e mais um monte de gente que é magia negra.
O resto é feitiço racista.
Sérgio Vaz

A respeito da luta para combater a violência contra a mulher haverá um ato sábado a partir das 9h00 em Mauá. 

A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NÃO É O MUNDO QUE A GENTE QUER!

Venha participar do primeiro ato em combate à violência contra a mulher em Mauá!

**o ato será dia 26/11 (sábado)
**na praça em frente ao terminal de ônibus e Loja Torra Torra em Mauá
**concentração as 9:00 horas
**presença da Batucada Feminista da Marcha Mundial das Mulheres
**intervenções artísticas com as mulheres do Hip Hop/ Grafite


Outras informações você pode acompanhar no evento FB


Divulgue, não silencie e se fortaleça para por o fim no racismo e na violência contra a Mulher.

Até mais,







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O Caso Instagram: preconceito e engajamento nas redes sociais




Na última semana as redes sociais presenciaram uma série de declarações e desabafos preconceituosos por causa do lançamento do Instagram para usuários do sistema Android.

Vamos entender melhor, o Instagram é um serviço de compartilhamento de fotografias que mistura filtros para foto e recursos de uma rede social. Utilizando o Instagram, o usuário ao tirar uma foto, aplica efeitos, publica em sua conta e compartilha em redes sociais como: Twitter e Facebook. Seguindo a lógica de rede social, esse mesmo usuário também pode seguir e ser seguido por outras pessoas que também usam o aplicativo.

Apesar da grande adesão – o Instagram foi considerado o aplicativo do ano em 2011 – o serviço lançado em outubro de 2010, estava disponível apenas para os usuários do sistema IOS (IPhone, IPad e IPod Touch, ou seja, os produtos da Apple). Porém, no início da última semana eles disponibilizaram o aplicativo para o sistema Android.

Esse lançamento para smartphones de plataforma Android causou repudio nos usuários dos produtos Apple e automaticamente gerou uma reação nas redes sociais. Durante a semana apareceram inúmeras postagens revelando mais do que descontentamento por parte desses usuários do IOS, mostraram um preconceito latente.

Ao analisar o teor das declarações feitas e rapidamente espalhadas pelas redes sociais, percebemos que os usuários do sistema IOS, ou seja, os consumidores da Apple se sentem superiores aos consumidores da plataforma Android (maioria dos possuidores de smartphones no Brasil). Assim, percebemos que havia um contentamento por parte dos usuários Apple em saber que o aplicativo era restrito e elitizado.

O Instagram era a possibilidade dos usuários do sistema da Apple se diferenciaram nas redes sociais, era a forma que eles encontravam de demonstrar o status de superioridade que eles acreditavam possuir por conta do aparelho Apple que eles possuíam. Mas, com essa mudança, eles se sentiram lesados e passaram, através de pré-conceitos, a criticar os usuários Android.

Vale ressaltar que em menos de um dia de lançamento, a versão do Instagram para Android atingiu 1 milhão de downloads, o que reforça a idéia de que antes o aplicativo era exclusivista e que os usuários de Android compõem uma maioria no nosso país.

Tendo em vista esse episódio, podemos questionar e refletir sobre diversos pontos: sobre a presença constante do preconceito em nossa sociedade. Sobre o fetiche que determinadas marcas exercem em seus consumidores, fazendo-os adquirir muito mais que um produto, esses consumidores compram o status.

Outra questão interessante é analisarmos o ambiente das redes sociais, que possibilita engajamento. Porém, esse engajamento pode servir a causas nobres (o caso da morte da cachorrinha yorkishire morta à pancada por sua dona e que causou grande comoção e revolta nas redes sociais) como a causas iguais a do Instagram. Lembro do que uma professora da USP comentou sobre a uma certa tendência de encaramos as redes sociais de forma positivista, ela disse algo como “as redes sócias são apenas um meio, as afinidades continuam as mesmas, os gostos também’. E eu acrescento, o ser humano também continua o mesmo, o preconceito só encontrou mais um meio, está presente agora também nas redes sociais.

Abaixo listo alguns links que exemplificam esse preconceito ofensivo praticado nas redes sociais:

http://orkutgram.tumblr.com/
http://androidnoinstagram.tumblr.com/
http://androidinstagram.tumblr.com/











Ana Paula Nunes é jornalista, Especialista em Mídia, Informação e Cultura pela Universidade de São Paulo. Coordena a Comunicação da Revista ContemporARTES.
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Arte degenerada e nazismo, pai da rainha da Suécia e preconceito na PUC-Campinas

I Jornada Cultural UFABC Próxima quinta-feira, dia 9, das 14h às 16h, palestra Arte degenerada e arte moderna, discutindo transgressão e nazismo. Com a Profa. Dra. Ana Maria Dietrich

Haverá também a discussão do filme Arquitetura da Destruição.
 
Dia 13/12 - próxima segunda-feira - Mesa: Arte no Muro de Berlim, fotografia e cibercultura" com Profa. Dra. Ana Maria Dietrich, Profa. Dra. Silvia Passarelli, Prof. Dr. Sérgio Amadeu e Prof. Dr. Pablo Fiorito.

Finalizando a jornada, na terça-feira dia 14, haverá a apresentação do Coral da OSESP e o lançamento de livros de professores da UFABC a partir das 19h

Aberta ao público em geral e toda a comunidade acadêmica.
Local: UFABC, av. dos estados, 5001,  Santo André -SP
Bloco A (sala disponível no local).





* * *

Recentemente fui convidada a dar duas entrevistas a documentários estrangeiros, um na Argentina e outro na Suécia sobre o tema da minha pesquisa de doutorado, Nazismo no Brasil. A primeira parte do documentário da Suécia já ficou pronta e foi ao ar pela TV 4 com uma entrevista minha. A grande "revelação" dos repórteres Mat Deland e Henrik Jönsson (correspondente da Tv sueca no Brasil) foi o fato do pai de Sofia, rainha da Suécia, ser integrante do partido nazista em São Paulo.

Convido a todos a assistir no link abaixo na correspondência de Henrik:

Oi todos,
ontem saiu o primeiro programa sobre o pai da rainha Silvia. Foi um successo. O debate sobre a monarquia na Suécia está esquentando mais uma vez. O programa ainda não está com legenda, mas as entrevistas em português e alemão talvez da para entender.

Vocês podem ver o programa aqui:

Essa link esplica em alemão o que a gente descubriu.

Essa está en inglês.

No proximo domingo veio o segundo programa que trata de Efim Weschsler.

Até,

/henrik
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Henrik Brandão Jönsson
Correspondente
henrik.jonsson@terra.com.br


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Não percam a última palestra do ano do Seminário Vozes da Globalização - Módulo IV

Reinventando afroidentidades

Dia 11, próximo sábado, às 10h30.

11.12 - A representacao do negro no modernismo brasileiro - Prof. Dr. Renato Gilioli (doutor em Educação pela Universidade de São Paulo).

Apoio
Associação Cultural Morro do Querosene

Realização:
Casa da Palavra - Escola Livre de Literatura
Prefeitura Municipal de Sa nto André

Local - Praça do Carmo, 171, Santo André - SP.



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Suspeita de atos de racismo na PUC/Campinas


Por último, queria registrar alguns atos de racismo e agressões que ainda estão marcando o cenário social brasileiro. Esse ato de agressão foi feito contra uma estudante afro-descendente na PUC de Campinas. Os detalhes podem ser conferidos nas cartas abaixo, ventiladas na internet. Como costumo dizer em minhas palestras, mesmo nos regimes democráticos ainda permanecem elementos fascistizantes. São as áreas de sombra do Estado de Direito. A difusão de preconceitos como esses ainda mais explicitados em práticas violentas é um grande exemplo de como nosso País ainda precisa crescer no respeito às minorias, às diferenças e ao pluralismo.


Estimado reitor prof. Dirceu
Caros professores do Departamento
Caros alunos de Jornalismo
A denúncia que se segue é MUITO GRAVE. Não temos o direito de subestimar nenhuma manifestação de racismo e/ou preconceito, venha de onde vier. A serpente tem que ser exterminada no seu ninho.
Creio que estamos diante de um processo de deterioração da vida universitária e do convívio entre estudantes e professores, não apenas na PUC-SP mas em várias importantes universidades brasileiras, tudo motivado pelo racismo, pelo preconceito social, pela discriminação de classe, pela estupidez e arrogância dos que jamais aprenderam as normas civilizadas de convivência. Não tomo por base apenas o relato abaixo, mas vários depoimentos de estudantes que sofreram ou sofrem esse tipo de dicriminação, dentro e fora da PUCSP.
Considero isso INTOLERÁVEL, tanto como pessoa físico quanto na qualidade de chefe do departamento de jornalismo.
Não sei se nessa época do ano podemos adotar alguma proposta prática (como um grande ato de repúdio, convocando o testemunho das vítimas, por exemplo), mas temos aí no horizonte uma luta certamente colocada para o início de 2011.
Espero que o PUC Viva dê a maior visibilidade possível aos casos mencionados, e reitero o apelo ao prof. Dirceu para que adote todas as medidas necessárias à promoção do convívio civilizado dentro de nossa universidade.
Abraços


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Mensagem original
De: Meire Rose Morais
Para:
Cópia: Cleyton W. Borges
Assunto: Estudante do Prouni agredida na Faculdade de Jornalismo da PUC
Campinas
Enviada: 02/12/2010 10:34

Caro Professor José Arbex
Meu nome é Meire Rose e antes de tudo, quero agradecer o único apoio que o meu caso teve por iniciativa do corpo docente. A Professora Bia Abramides tb apoiou, mas foi numa ação conjunta com os alunos e funcionários.
A Faculdade de Direito está no caso e o professor Marcelo Sodré acaba de me ligar informando que o Malheiros presidirá a comissão de Sindicância.
Ontem recebi um telefone de uma aluna de nome Renata, do mov est. (UNE) informando e pedindo ajuda para a aluna da Faculdade de Jornalismo da PUC Campinas Tacia Thais que, há 15 dias atrás, apanhou em sala de aula de uma outra aluna, por que não tinha, até então, 17 reais para cobrir a sua parte nos custos do TCC do grupo. (Tácia é negra e bolsista pelo Prouni). No momento da agressão a jovem xingava: sua pobre, favelada, prostituta, biscate. E gritava que não ia sustentar a faculdade de ninguém.
Antes da agressão a aluna (que é filha de um desembargador) já havia mandado um e-mail (que ela vai me enviar) ofendendo a estudante e dizendo que não ia sustentar os estudos de ninguém, que era pra ela se virar com a parte dela.
A mãe de Tácia está desempregada há aprox. três meses e a filha está concluindo a graduação. No momento da agressão havia um professor em sala de aula que assistiu a tudo, não interveio e ainda tentou desestimular a jovem que saiu toda rasgada e machucada de fazer o BO alegando que ela havia revidado, então não cabia BO. O professor chegou ao cúmulo de dizer que ela poderia ter mto bem ter evitado aquela situação. Foi um aluno que retirou a agressora de cima da Tacia. Este aluno é testemunha do fato.
Ocorre que a PUC Campinas abafa o caso e ao ser procurado pela mãe de Thais, dona Teresinha, o diretor disse que ia ajudar a jovem deixando que ela apresentasse o TCC sozinha pra não ser prejudicada. E também tentou convencê-las de não fazer o BO. (Thais, fez o BO e exame de corpo delito).
A sensação de todos os envolvidos (pelo que entendí) e que o fato da moça ser filha de desembargador está pesando no caso.
Sei que esse quadro não é igual ao meu em SP. pois obtive apoio da direção da Faculdade mesmo sem ter chegado oficialmente no Marcelo Figueiredo, mas fiquei muito revoltada com o acontecido em Campinas.
Eu falei com ela e com a Mãe dela (a família está mto abalada, faz 15 dias que ela não vai pra faculdade). Devo salientar que assim como no meu caso o voto na Dilma também contribuiu para a irritação da jovem agressora.
Como na carta, tirada pela Faculdade de Jornalismo, a preocupação com o preconceito é abrangente e o caso de Campinas foi no Jornalismo, achei que pudesse ter o interesse em tomar ciência deste acontecido, pois acho que a batalha agora é construir uma proposta para inclusão e interação efetiva dos bolsistas do Prouni e chegar ao MEC.
Seria muito interessante se essa discussão fosse construída pelas instituições de ensino. A PUC poderia participar ou até liderar essa discussão.
Por essa razão estou escrevendo. Gostaria de saber se vc poderia agendar um horário para falar comigo e com Cleyton W Borges, (advogado que a pedido da UNeafro me apoia neste caso), pois também estamos preocupados com o todo.
Mais uma vez agradeço o apoio

Fico no aguardo de um retorno

Meire Rose de Morais
Flavio.
Serviço Social PUC-SP
Gestão CASS PUC-SP "A Retomada..."
Núcleo de Gênero Raça/Etnia da PUC-SP
Militante MESS/ENESSO
Núcleo de Opressão e Formação Profissional ENESSO Região VII
Cine Clube Itinerante Gianfrancesco Guarnieri


Ana Maria Dietrich, profa. dra. adjunta da UFABC, é coordenadora da Contemporartes - Revista de Difusão Cultural junto a Vinicius Rennó. Faz parte da comissão organizadora da I Jornada Cultura da UFABC. contemporartes@gmail.com
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Preconceito, xenofobia pós-eleições e torneio de gordas


Acontecimentos que marcaram o Brasil nas últimas semanas mostraram uma face obscura relacionada a nosso país. Preconceitos foram exacerbados, argumentos de extrema-direita utilizados. A máscara reacionária foi vestida por muitos brasileiros. O ponto que marcou o desvelar dessas ideias foram as eleições presidenciais. Logo depois da vitória de Dilma Roussef, primeira mulher eleita em nosso regime republicano e segunda mulher a ocupar o primeiro posto do governo depois da Princesa Izabel, observou-se uma onda de xenofobia na Rede de relacionamento Twitter com muitas postagens contra os nordestinos, algumas das quais se referiam ao Bolsa Família, acreditando que o programa governamental servia para os paulistas "sustentaram" a população nordestina que não trabalha.


Muitos brasileiros expressaram sua revolta por considerar que a vitória deveu-se ao fato de os eleitores do Nordeste terem votado em massa em Dilma. Brados de Morra nordestinos foram a tônica das postagens, que entre outras coisas, defendiam que São Paulo deveria se separar do restante do País. Foi até esboçado a organização de um movimento que nada deixa a desejar para movimentos políticos explicitamente racistas e segregadores, o Orgulho Paulista.

Defender publicamente essas ideias preconceituosas - e sites da internet são considerados publicações - significa perante nossa legislação, racismo - CRIME imprescritível e inafiançável. Mal avisadas, tais pessoas não esconderam seu ranço, mas rapidamente houve manisfestações que algumas delas poderiam pegar entre 2 a 5 anos de prisão. Algumas voltaram atrás, deleteram suas postagens ou pediram desculpas publicamente. Tarde demais, a ventilação de tais ideias gerou uma grande repercussão nacional e internacional.

O Ministério Público Federal está investigando o caso. A primeira pessoa passível de ser punida é a estudante de direito Mayara Petruso, que, segundo a OAB de Pernambuco, foi quem tudo começou.

Segundo o site do Yahoo:

"Vários usuários se manifestaram de forma       ofensiva ao povo nordestino, mas, segundo a assessoria de imprensa da OAB-PE, a ação será concentrada em Mayara "porque foi ela quem começou". Dentre vários posts ofensivos, Mayara escreveu: "'Nordestisto' não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado" (sic) .
Caberá ao Ministério Público Federal investigar o caso, e decidir se Mayara é passível de punição. A garota será alvo de duas ações: uma por racismo e outra por "incitação pública ao ato delituoso". A primeira estipula pena de 2 a 5 anos de detenção, e a segunda, de 3 a 6 meses de reclusão ou multa. O crime de racismo é imprescritível e inafiançável".




Paralelamente, entre os dias 9 e 12 de outubro, a cidade interiorana de Araraquara (SP) promovia o   InterUnesp 2010, jogos universitários. Segundo o site da Folha de São Paulo, o evento que foi anunciado como o maior do país do gênero esportivo e cultural, reuniu 15 mil universitários de 23 campi da Unesp. O InterUnesp nada lembrou do  histórico de luta do movimento estudantil no País, que teve movimentos expressivos principalmente na luta contra o regime autoritário da Ditadura Militar (1964-1984). Atos muito desabonadores foram realizados, por exemplo, o chamado Bundão de Franca, que nada mais é do que meninas que se enfileiram nas arquibancadas, viram de costas e baixam as calças ou levantam as saias e ficam rebolando para a plateia mostrando suas calcinhas. Um papel lastimável para nossas jovens mulheres estudantes.

Mas, esse ano tais manifestações foram mais longe. Foi criado o torneio das gordas, promovido pelo orkut com inscrições e premiações. A ideia do torneio era premiar quem conseguisse ficar mais tempo domando garotas obesas presentes no evento, tal qual se faz com cavalos e touros em torneios. A violência gratuita contra mulheres e mulheres obsesas foi considerada por muitos uma espécie de bullying, mas os organizadores classificaram o torneio como mera "brincadeira". Lembramos que desculpas semelhantes são sempre usadas quando se quer desabonar, desvalorizar grupos identitários como mulheres, negros, homossexuais. O humor muitas vezes expresso por piadas é uma violência sutil mas intensa que se faz correntemente.



Também sobre esse episódio pipocaram manifestações contra seus autores e também indagações, se nossos jovens universitários, que em tese seriam um grupo bastante esclarecido da população, defendem ideias como essa, onde podemos parar?

Acredito que esses sinais de fumaça significam áreas de sombra na nossa jovem democracia. Refletir sobre eles e tomar medidas justas de punição contra os culpados seria o melhor caminho. Tais acontecimentos mostram que o exercício da verdadeira cidadania é algo que deve ser pensado com toda a seriedade no rol de nossas políticas públicas. Ainda temos um longo caminho pela frente.

Saiba mais
Site Diga não a Xenofobia

Sobre bullying ver artigo na Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades
Do espetáculo à rotina, o terror e suas faces de Emílio de Andrade et. al.


Ana Maria Dietrich, historiadora, é coordenadora da Contemporartes. Suas pesquisas atuais versam sobre os temas Nazismo, Memória, Racismo e Preconceito.
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De pederastia a homoafetivo: apenas uma questão de termo?


Antes mesmo da criação do “homossexual” no século XIX, as práticas homossexuais já recebiam classificações especiais sendo muita delas de conotação negativa. O que refletiu que nem sempre a “homossexualidade” foi entendida como hoje, principalmente no que diz respeito a uma suposta identidade própria e peculiar do homossexual.

Quando entendida como uma relação de transmissão de conhecimento e sabedoria entre dois homens de idades distintas, as práticas homossexuais na Grécia eram compreendidas como pederastia. O que nos permite pensar nessas práticas como inerentes ao cotidiano desse povo, podendo ser dada como natural para eles. Em Roma, apesar das peculiaridades e diferenças, essas práticas ainda possuíam esse aspecto de normalidade.

Com a expansão do Cristianismo, as relações homoeróticas ou homossexuais, foram alocadas para a esfera do pecado e da impureza, já que não havia os fins reprodutivos, única justificativa para a igreja aceitar a relações sexuais. Nesse instante, a o termo sodomia passa a ser mais recorrentes para classificar as múltiplas práticas sexuais homoeróticas.

Ao perpassar pelos séculos que estão entre o fim da Idade Média e o século XIX, as relações sodomitas além de pecado também são dadas como crime. Quando a ciência apropria-se da sexualidade para estudo e classificações, ela cria o termo homossexual (homo do grego igual e sexus do latim sexo) para referirem-se aqueles que possuem a anomalia do desejo e práticas para com pessoas do mesmo sexo. Nesse contexto a homossexualidade além de pecado e crime passa a ser doença, o homossexualismo, em outras palavras, de um caso ou erro que qualquer um pode cometer, a homossexualidade torna-se uma irregularidade da sexualidade humana, mas que teria possibilidades de cura.

Apenas no inicio do século XX, com a revolução sexual e inicio do movimento LGBTT, esse pensamento do século XIX sofreu questionamentos maiores através da produção acadêmica e da militância dos interessados. O termo homossexualismo passa a ser negado para que a homossexualidade torne-se mais usada, o que por reflete a saída da conotação de doença para a de uma possível relação sexual. Atualmente apontam-se para o uso do termo homoafetivo, para colocar que as relações “homossexuais” não são apenas sexuais, mas também que envolvem toda um afetividade entre os pares. O que nos faríamos pensar em relações homoafetivas com amigos, por exemplo?. Assim o uso dos termos pederastia, sodomia, homossexualismo, homoerotismo e homoafetivo nos revela diferentes posições daquilo que tanto intriga a nossa sociedade: a múltipla sexualidade humana.

Daniele Leonor Moreira é coordenadora da equipe de avaliação/ revisão da Contemporâneos - revista de Artes e Humanidades e estudante de História da Universidade Federal de Viçosa. Uma das atuais coordenadoras do projeto Primavera nos Dentes.
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HOMOFOBIA NO MEIO UNIVERSITÁRIO


Ao meio estudantil universitário geralmente se associa a indivíduos de mente aberta. No entanto, quem convive ou já conviveu sabe que infelizmente as coisas não são bem assim. Casos de racismo, de sexismo e de homofobia são constantemente presenciados nas universidades através de múltiplas formas.

Episódios como os que aconteceram na Universidade Federal de Viçosa no ano de 2009 com a queima de uma bandeira LGBT, por um estudante com declarações explicitamente homofóbicas, são reproduzidos cotidianamente no meio estudantil universitário em todo o país. Recentemente a publicação de um “jornalzinho” por alguns estudantes de farmácia da USP confirma esse triste diagnóstico.

Logo abaixo há uma reprodução na íntegra do texto homofóbico publicado no jornalzinho que se intitula “O Parasita” na página 02:
"Lançe-merdas e Brega será na Faixa - Ultimamente nossa gloriosa faculdade vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis. Ano passado, tivemos o famoso episódio em que 2 viadinhos trocaram beijos em uma festa no porão de med. Como se já não bastasse, um deles trajava uma camiseta da Atlética. Porra, manchar o nome de uma instituição da nossa faculdade em teritório dos medicus não pode ser tolerado. Na última festa dos bixos, os mesmos viadinhos citados acima, aprontaram uma pior ainda. Os seres se trancaram em uma cabine do banheiro, enquanto se ouviam dizeres do tipo "Aí, tira a mão daí." Se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA. Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos. Joãozinho Zé-Ruela", escreve "O Parasita".

Bom o que dizer sobre essas tantas asneiras? Infelizmente essa não é uma posição isolada, quantas outras pessoas não pensam e se comportam dessa forma? E nessa muita gente vai apanhando, sendo apelidado e sofrendo inúmeros preconceitos. O texto acima é uma declaração explicita de homofobia, de aversão à homossexualidade; nem dá para o tal “Zé Ruela” afirmar que é apenas uma opinião. Como se já não bastasse os termos ofensivos como “viadinhos”; “eca” o individuo lança um desafio com premiação “jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010”.

No entanto na contra corrente de tanta besteira, já houve declarações de discentes de outros cursos da USP na qual deixaram claro o repudio por tal incitação homofóbica. Como afirma a defensora Maíra Diniz, coordenadora do núcleo de combate à discriminação, racismo e preconceito, "O Parasita" infringiu a Lei Estadual 10.948 que trata do combate à homofobia. Outros órgãos de combate a homofobia também já estão entrando com processos e levando caso a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Maiores informações sobre o caso podem ser lidas no site da G1.

Espera-se que medidas punitivas sejam tomadas para corrigir essa incitação preconceituosa, violenta e covarde. Mas sabe-se muito bem que o problema é maior, que isso é apenas a ponta de um imenso irceberg, de uma sociedade mergulhada no preconceito, no machismo e na hipocrisia. Nas quais determinados valores sociais e religiosos são colocados a cima do respeito aos direitos e a liberdade humana.


Daniele Leonor Moreira é coordenadora da equipe de avaliação/ revisão da Contemporâneos - revista de Artes e Humanidades e estudante de História da Universidade Federal de Viçosa. Uma das atuais coordenadoras do projeto Primavera nos Dentes.
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O PRECONCEITO NO ARMÁRIO DE VIDRO



Quem nunca ouviu a expressão: “ah ele está no armário!” ou “ela saiu do armário!”. Ambas significam, respectivamente, esconder e assumir a orientação sexual. No entanto, enquanto esse armário esconde a sexualidade de uns, de outros ele esconde o preconceito.

Ser taxado de preconceituoso não é algo legal socialmente, ser identificado como racista, por exemplo, não é algo que um indivíduo deveria ter orgulho. Mas e quando independente disso você o tem? O que fazer com ele? Nesse instante vemos o preconceito se esconder no armário e se camuflar nas mais diferentes e inúmeras desculpas.

Há aqueles que abertamente dizem ser homofóbicos que não gostam e tem nojo, mas em maior proporção temos aqueles que apesar de não admitirem ser homofóbicos, podemos notar claramente em suas falas certa aversão, como no caso recente do Marcelo Dourado em suas declarações polêmicas sobre a AIDS. Boa parte dessa homofobia está camuflada nos argumentos religiosos de pecado, em outras estão escancarada em idéias machistas.

Quando não dá pra guardar o preconceito dentro da gente, nós o colocamos em uma versão mais socialmente aceita. Ou ninguém nunca ouviu uma pessoa chamar um homossexual de sapatão e / ou bichinha? Para a sociedade isso é normal e até corriqueiro chamar o outro na intenção de ofender e brincar. Mas e para quem é alvo dos termos pejorativos, isso soa como o que? Preconceito não é?

Entendo aqui homofobia como medo, aversão ao homossexual observamos como infelizmente ela é vista para muitos como uma opinião que deve ser respeitada e não como preconceito. Em sites religiosos observa-se isso escancarado quando entidades religiosas combatem a criação de uma legislação para criminalizar a homofobia.

A homofobia tem toda uma trajetória e raízes numa tradição cultural machista, patriarcal e acima de tudo hipócrita. Não adianta, se o armário que esconde a sexualidade é de aço, o que encobre a homofobia é de vidro, onde mesmo dentro do armário a gente vê o preconceito.





Daniele Leonor Moreira é coordenadora da equipe de avaliação/ revisão da Contemporâneos - revista de Artes e Humanidades e estudante de História da Universidade Federal de Viçosa. Uma das atuais coordenadoras do projeto Primavera nos Dentes




Vozes da Globalização - Módulo 1 - Identidades e Diversidade Sexual

Grátis, com direito a certificado. Todos os sábados às 10h30 na Casa da Palavra (Praça do Carmo, 171, Santo André).

HOJE - 17/4
Valéria Melki - 10h30
Homossexualidade feminina e religião. Uma construção histórica.



Valéria Melki Busin possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1989) e mestrado em Ciências da Religião na PUC/SP . Atua principalmente nos seguintes temas: homossexualidade, religião e gênero. Autora de Lua de Prata.




"LUA DE PRATA
QUANDO A PAIXÃO ACONTECE ENTRE MULHERES"
de VALERIA MELKI BUSIN
Resumo: Publicado em 2003, o livro trata da história entrelaçadas de mulheres. Ana Maria entra em choque ao descobrir a traição de sua mulher Rita. Ao mesmo tempo, sua colega Mirella está às voltas com uma difícil separação de seu violento marido. As duas ficam amigas e juntas abrem novos caminhos para o amor, o prazer e a felicidade.


Disponível para compra no site do Submarino.
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Estréia de Daniele Leonor Moreira

AS EXPRESSÕES DA SEXUALIDADE HUMANA: ESPAÇO DE DEBATE SOBRE A DIVERSIDADE SEXUAL

A proposta nesse interessante espaço é debater sobre a nossa múltipla identidade cultural concernente a sexualidade. Em outras palavras, o objetivo é explorar as discussões e notícias no que diz respeito à diversidade sexual.  É nessa esteira que o grupo de diversidade sexual e luta contra a homofobia, “Primavera nos Dentes”, propõe apresentar ao público leitor do ContemporARTES, comentários e debates nas mais variadas formas como prosas e textos dissertativos. O grupo foi criado em 2008 por iniciativa de estudantes universitários em ocasião de um evento sobre diversidade sexual. Nesse primeiro momento, deixamos apenas os versos abaixo para reflexão.



Pra começar, quem vai colar

Os tais caquinhos do velho mundo?

Pátrias, famílias, religiões e preconceitos

Quebrou, não tem mais jeito!

Agora descubra de verdade o que você ama

E tudo pode ser seu

Se tudo caiu, que tudo caia, pois tudo raia

E o mundo pode ser seu.”

Marina Lima / Antônio Cícero

Pensando nas entrelinhas dessas breves palavras que o grupo se apresenta tendo toda a sua linha de discussões inserida no respeito às múltiplas formas da expressão humana e valorização das diversas identidades do indivíduo.






Daniele Leonor Moreira é coordenadora da equipe de avaliação/ revisão da Contemporâneos - revista de Artes e Humanidades e estudante de História da Universidade Federal de Viçosa. Uma das atuais coordenadoras do projeto Primavera nos Dentes.
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PORQUE A HOMOSSEXUALIDADE E NÃO A HOMOFOBIA?

  Hoje Daniele Leonor  nos presenteia com seu belo texto  e  nos leva a  inúmeras reflexões...



 Coluna As Horas

O ser humano a todo o momento se vê cercado de valores, sejam eles morais, sociais etc. No entanto deve-se atentar para o fato que esses valores são frutos da criação humana na qual, segundo Nietzsche, são perpassados de geração a geração até que o próprio ser humano incorpora e acredita que esses valores constituem parte da sua suposta essência. Essa espécie de “naturalização” da moralidade deve ser posta em crise, pois esse processo sustenta graves valores como os preconceitos.
Nesse instante podemos introduzir a homofobia como um desses valores morais sujeitos a intensos questionamentos. Por homofobia entende-se aversão àqueles que possuem orientação sexual diferente do padrão heterossexual, ou seja, homossexuais e mesmo bissexuais. A aversão, sendo condenada socialmente, é camuflada das mais diversas maneiras como por certos argumentos religiosos.
    A homofobia, como um “valor moral”, é sustentada por padrões normativos orientados na noção de heteronormatividade. Essa noção postula que o gênero, o corpo e a orientação sexual devem ser respectivamente feminino/ masculino; fêmea/macho e gostar de homem/ gostar de mulher. Para aqueles não enquadrados nessa ordem resta serem alocados como anomalias sociais dentre tristes exemplos temos a descriminação para com os travestis.
 Atualmente existe uma busca para compreender e mesmo explicar a suposta origem da homossexualidade. Várias hipóteses são levantadas desde uma origem genética, perpassando por uma questão de psicologia até mesmo uma questão de caráter. Contudo diante desse panorama faz-se necessário estimular algumas reflexões dentre elas as de porque encontrar uma origem para a homossexualidade? Essa busca por uma explicação não estaria nas bases de um padrão de valor heteronormativo na qual tenta entender esse suposto “desvio” comportamental? Outras perguntas podem enriquecer o debate como as de qual seria então a explicação para a socialmente aceita heterossexualidade? Ambas, homossexualidade e heterossexualidade, não poderiam compor a natureza humana sem discriminação de uma por outra?
    A grande justificativa para a formalização da heterossexualidade consiste nos fins reprodutivos. Em outras palavras, a relação sexual natural seria a do homem e da mulher onde ocorre uma possibilidade de reprodução. Nesse viés a possível atração entre dois homens, por exemplo, seria desviante e ilógica. Ao pensar na afetividade de uma relação a questão sai desse “simplismo” e torna-se mais complexa. Pois a relação entre diferentes (heterossexuais) e pares (homossexuais) não envolve apenas o sexo, mas também uma afetividade. O que torna o debate mais profundo ao conceber como válida uma relacionamento que vai além de fins reprodutivos.
    Desse modo seria mais válido para a sociedade superar essa procura em chegar a causa desse comportamento “diferente”, e evoluir para uma compreensão do processo de classificação negativa dessa conduta. Ou seja, vez de indagar a “raiz” da homossexualidade porque não perguntamos de aonde adveio a homofobia?



 Daniele Leonor, é coordenadora de revisão da Revista Contemporâneos e participa  do Movimento Primavera nos Dentes.
http://primaveranosdentesvicosa.blogspot.com/


 PARTICIPEM!

O Senado criou uma enquete para testar a opinião pública sobre o PLC 122/2006, que criminalizada a homofobia.

A enquete ficará no ar durante todo o mês de novembro.
Peçam para amigos e colegas votarem a favor também!

Entrem na página da Agência Senado http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0
Desçam a página um pouco e do lado direito da tela está a enquete.







Giliane  Silva de Moura escreve semanalmente no ContemporArtes
rockgirl611@hotmail.com



















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