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JORNADA DE CIDADANIA E EMPREGABILIDADE NO PRESÍDIO DE ITAÍ, SP.


Representantes dos consulados da Argentina, Angola e Holanda estiveram presentes na solenidade da Jornada de Cidadania e Empregabilidade da Penitenciária “CB. PM. Marcelo Pires da Silva” de Itaí. O evento ocorreu em 15 de dezembro e reuniu membros da Prefeitura Municipal de Itaí, Fundação “Dr. Manoel Pedro Pimentel” (Funap), Policias Militar e Civil, e servidores da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

O cônsul da Argentina, Marcelo Di Pace, o vice-cônsul da Angola, Isau Sulano e o representante do consulado holandês no Brasil, Antonius Eltink compuseram a mesa de honra junto às demais autoridades. Os consulados oferecem assistência jurídica para os reclusos estrangeiros, dando suporte para retornarem aos seus países de origem ao final da pena.

Em seu pronunciamento, o diretor da Penitenciária de Itaí, Fernando Renesto, salientou a importância dos consulados e de outros parceiros na ressocialização dos sentenciados estrangeiros. “Os reclusos aqui na penitenciária recebem suporte dos consulados e trabalhamos em conjunto para um único objetivo: preparar os presos estrangeiros para o retorno ao seio de suas famílias”, disse Renesto. Os cônsules presentes na cerimônia parabenizaram o trabalho da SAP e agradeceram o tratamento que o Estado oferece aos reeducandos.

Jornada de Cidadania e Empregabilidade
A Jornada de Cidadania e Empregabilidade é um projeto da SAP que tem como objetivo realizar um mutirão de serviços para presos do sistema prisional paulista. Só em 2016 foram realizados 76 mil atendimentos em 40 unidades prisionais da Coordenadoria da Região Noroeste (CRN). São serviços como regularização de documentos, atendimentos com advogados, testes rápidos de saúde e palestras que preparam o sentenciado para o retorno ao mercado de trabalho. 

A proposta da Jornada é reunir, em uma semana, profissionais para colaborar na caravana de ações, promovendo parcerias com instituições externas.

Capacitação profissional na penitenciária
Vários cursos profissionalizantes e de línguas são oferecidos aos presos da Penitenciária de Itaí. É o caso do Programa de Educação para o Trabalho (PET) da Funap, que visa qualificar competências e habilidades dos reeducandos preparando-os para o mercado de trabalho.

Para o angolano D.M.B., preso há quatro anos e cinco meses na unidade de Itaí, o curso PET ajudou a enxergar nova perspectiva para o futuro. “Fui aluno monitor da Funap e aprendi a trabalhar em equipe, isso me ajudou muito. Também participei de cursos aqui dentro para aperfeiçoar meu inglês, aprender espanhol e um pouco de francês. A Penitenciária de Itaí é diferenciada pela organização e estrutura." 

"O presídio oferece boas condições para sermos inseridos novamente à sociedade”, concluiu o reeducando. A biblioteca da unidade possui um acervo com 21 mil livros de 38 diferentes idiomas.

1ª Feira das Nações na Penitenciária de Itaí
A 1ª Feira das Nações aconteceu no início de dezembro na Penitenciária de Itaí e foi organizado pelo Centro de Trabalho e Educação (CTE) da unidade em parceria com professores da escola vinculadora “Sandra Aparecida de Araújo” de Itaí. Trata-se de um projeto pedagógico desenvolvido com alunos do ensino fundamental e alunos do curso PET da Funap. Os reeducandos de 27 nacionalidades apresentaram músicas, poesias, exposição de artesanatos, painéis e vestuários típicos de seus países.

O intercâmbio cultural contou com a presença dos cônsules do Peru, Luis Felipe Isasi e Fernando Alvarez, que prestigiaram as apresentações dos alunos peruanos e de outras nacionalidades.

Dados da Penitenciária “CB. PM. Marcelo Pires da Silva” de Itaí:
·População prisional – Regime Fechado: 889 reeducandos
·População prisional - Ala de Progressão Penitenciária (Regime semiaberto): 315 reeducandos
·Presos trabalhando: 430
·Presos estudando (ensino fundamental, médio e cursos profissionalizantes): 87


Abaixo, fotos dos dois eventos ocorridos em Dezembro, no presídio de Itaí:

1ª Feiras da Nações reuniu 27 culturas diferentes

Autoridades participam da cerimônia da Jornada de Cidadania

Cônsul da Argentina, Marcelo Di Pace, faz pronunciamento

Diretor da Penitenciária de Itaí faz pronunciamento

Exames médicos aconteceram durante a Jornada de Cidadania

Exposição contou história de países por meio de pintura e artesanato

Exposição dos trabalhos na Feira das Nações

Feira apresentou trabalho dos reeducandos

  Funcionários da SAP e professores organizaram a 1ª Feira das Nações da Penitenciaria de Itaí


Mesa de autoridades na solenidade

Palestra sobre mercado de trabalho com orientador da Funap

Professores e funcionários da SAP participaram do evento

Reeducandos estrangeiros junto aos professores da escola vinculadora

Reeducandos franceses apresentaram peças típicas da França

 Reeducandos holandeses junto ao representante do consulado Holandês

Representantes do consulado peruano e servidor da SAP

Representantes do consulado angolano junto ao diretor da Penitenciária



Mais informações para imprensa:
ramal 2035.



 "Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão".(Isaías 40)
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NOVA YORK POR UMA BRASILEIRA....


Nesta semana publicamos a colaboração da leitora Josemary Szl Capri, que narra um pouco da história, do funcionamento e mostra em belas fotos a Grand Central Station em NYC.


A GRAND CENTRAL TERMINAL, localizada na 42nd st é um lugar incrivel, considerada a maior estação ferroviária do mundo, construída em 1871 sendo chamada de grand central station. Em 1900, após quase 30 anos , iniciou-se a nova fase de construção passando a ser chamada grand central terminal inaugurada em 1913 e período de construção entre 1900-1924 por setor privado, pelos arquitetos e engenheiros warren & wetmore, reed & stem com objetivo de transporte comercial, negócios e assuntos ferroviários.


Designado como obra histórica nacional, em 1975 foi reconhecida pela grandiosidade de seu prédio tanto como projeto arquitetônico, como um trunfo da engenharia civil, com uma galeria subterrânea de dois andares que funciona como estaleiro em área restrita. É reconhecido como um dos principais espaços públicos de NYC.


Chamam a atenção a arte, engenharia, arquitetura e decoração pelo seu projeto ímpar e de sua historia com sua imponente construção de 38mil m2 reformado e autorizada a funcionamento em outubro 1998 conservando seu próprio estilo. Todos os detalhes como a arte com sua pintura no teto, vitrais, mármores, decoração, esquadrias de ferro contrastando com parede em mármore e hall chamado de vanderbt com sua área de 1.100m2 onde passam 220mil pessoas por dia no meio da estaçãao com balcão de informações em mármore torneado e com maior relógio da Tifanny com área de 4m de diâmetro dando um charme e elegância aquele luga. Suas luzes no interior da estação com seus lustres de cristais dependurados dão um ar de aconchego e você fica alí, estático, fazendo uma viagem no tempo.



A Logística funciona muito bem, onde as pessoas podem andar com malas e pertences sem dificuldade de locomoção para a ferroviária, o mercado, restaurantes, lojas ou simplesmente parar, observar, ou tirar fotos. Estação de fácil acesso onde existem 44 terminais. Entra e sai de gente de todo lugar, lotado de pessoas diferentes, barulho, malas, atrasos, trens, avisos nos painéis eletrônicos, correria, uns choram outros riem, e no meio de tudo isto um ensaio fotográfico de uma menina de vestido preto parecendo uma boneca andando lentamente fazendo um movimento oposto de tudo que ali. Aliás, muitas cenas de filmes e seriados são gravados nesta estação.   


Em seu interior, há um mercado chamado grand central market frequentado por moradores e turistas, com diversidades de produtos como frutas e flores dando um colorido em suas gôndolas e alegrando todo ambiente tornando-o muito mais atrativo, uma grande variedade de temperos e especiarias com um aroma específico.


Grãos de café provenientes de muitos lugares do mundo para apreciadores e entendedores desfruratrem deste local, variedade de peixes frescos e frutos do mar, pães, queijos, salames, presuntos, doces e confeitaria, tudo muito limpo e organizado, alem de que a peixaria fornece um app gratuito para facilitar o servico ao público com preços de peixes do dia, aperitivos, porções, defumados, caviar.


Na grande maioria das bancas existem seções com comidas prontas de seu estabelecimento facilitando o delivery, pois visitar o mercado público em qualquer lugar do mundo é uma atração turística para conhecer a diversidade de alimentos e conhecer os hábitos e costumes do povo que ali vive.


No andar de baixo encontra se uma osteoria que serve como restaurante ou pub, com grande variedade de molhos e maneiras de servir, cruas ou assadas, No outono acontece um festival com competições, e o vencedor deste ano ganhou o valor de U$ 3.000,00 por comer ostras com vários molhos e de maneiras diferentes. Existem torcidas, o local fica lotado e muito animado, mas há também que ter sorte!


No interior da estação também encontram-se aproximadamente 80 lojas, serviços de vários produtos como presentes, perfumes, acessórios, relógios e até uma loja somente de relogios cukos, muito interessante.  


Na parte superior do hall, pessoas no sobe e desce das escadas para ver e conhecer o mundo Apple. Parte do andar foi todo cedido para a loja, com seus inúmeros equipamentos, lançamento iphone 7, apple watch, mac, produtos, assistências enfim, tudo de melhor em tecnologia com vídeos e filmes para incentivar e acelerar as vendas com seus excelentes profissionais sempre prontos para prestar o melhor atendimento. As pessoas ficam lá por horas usando e testando equipamentos, wifi free para clientes apple.


E tudo isso é somente uma parte da estação ferroviária, considerada a maior do mundo com grande diversidades de lojas, mercados, produtos, restaurantes, espaços gourmet, logística, pessoas, representando muito bem o que é Nova York. Ah, uma boa dica quando for visitar a estação, de preferência faça o passeio pela manhã. Confira mais algumas fotos abaixo:







Horário de funcionamento da estação: 05:30am – 2 am – open daily and shop and restaurant hours vary. Localização: 89e.42nd street, NY.





Josemary Szl Capri 

É graduada em Administração de Empresas com ênfase em Gestão de Negócios na Universidade Tuiuti do Paraná. Reside atualmente em NY e cursa inglês ALCC em Manhattan.






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Análise Fílmica sobre Preciosa - Uma História de Esperança


Introdução

 O filme Preciosa - Uma História de Esperança aborda a problemática racial de maneira totalmente transversalizada a outros temas relacionados às políticas públicas de Gênero, etnia e geração. A história de uma garota negra estadunidense se desdobra de uma maneira a apresentar mais problemas e questões explícitas ou implícitas na sociedade não somente em perspectiva de um passado, mas também da atualidade. O filme foi selecionado por tratar não unicamente um conflito racial, mas sim diversos eixos principais do tema “Políticas Públicas de Etnia”, como o fato de a garota ser negra, pobre, estar em meio a vícios e violência física e psicológica, mas também por tratar e transversalizar as questões principais do tema escolhido a eixos secundários, como ela ser obesa e sofrer bullying devido a isso, sofrer violências sexuais, a mãe ser lgbtfóbica, ter uma filha com síndrome de down e, ao final do filme, descobrir ser soropositiva. Todas essas questões atreladas num só filme fez com que o selecionássemos por sua abrangência sobre os tópicos e sub-tópicos. Embora o filme seja uma produção e uma história norte-americana, seus eixos e sub-eixos podem ser facilmente comparados a realidade nacional, a qual garotas negras e pobres também podem passar de maneira muito semelhante por um ou mais dos problemas que foram tratados no decorrer da obra. 

Leitura do filme Preciosa - Uma História de Esperança em meio a problemática racial transversalizada a outros temas

O que nos transforma em nós ou nos coloca na categoria de outros? O que faz um grupo com determinado tipo de características deter poder e influência, enquanto que o outro é subjugado? Grupos em marginalização, exclusão social e segregação socioespacial existem em diversas regiões do mundo, tanto como o pessoal negro e latino vivendo às sombras do Harlem extremamente esquecido pelo poder público da década de 80, enquanto Manhattan era reconhecida como cartão postal, quanto com a população indígena que tem de lidar com políticas públicas correndo o risco de sumir do papel a qualquer mudança de poder, ou com a população da periferia do Rio de Janeiro por exemplo, que além de viver marginalizada, ainda são hostilizados e sofrem tratamento pesado de policiais.
 No filme Preciosa - Uma História de Esperança, as garotas da década de 80 que vivem em situação de desigualdade e vulnerabilidade são negras e latinas. Atualmente, o Harlem não vive mais sob dias sombrios, diferentemente do Brasil, onde há bairros com populações segregadas e marginalizadas aos montes, já que a desigualdade é muito forte. Nós também temos um povo negro vulnerável socialmente aqui. A diferença é que todos somos os latinos, e na escola de inferiorização do nosso país, quem vem em seguida para substituir esse grupo é o indígena.

Preciosa sentada próxima da janela de um transporte público.Fonte: Preciosa (2009)
 O início da questão negra no Brasil se dá certamente no momento em que eles conseguiram chegar aqui em vida para serem escravizados. Dizemos isso porque embora obrigados a partirem de suas terras, não havia certeza se realmente chegariam à costa brasileira devido às péssimas e desumanas condições em que eram colocados nos ditos navios negreiros. O início de uma formação organizada de resistência negra se deu no século XVII com Quilombo dos Palmares, onde um grande grupo de escravos se rebelou, se armou e acolheu escravos fugidos pelo companheirismo e pelo aumento do contingente negro em prol de maior força para a resistência tanto aos ataques dos capitães-do-mato quanto aos de formações militares da coroa portuguesa. Da dissolução do Quilombo dos Palmares nos idos de 1710 até a abolição da escravatura em 1888, houveram diversas outras organizações e resistências negras, formando quilombos por toda a extensão territorial. Hoje há uma estimativa de 2.197 comunidades quilombolas reconhecidas oficialmente pelo Estado, formadas por cerca de 214 mil famílias e 1,17 milhão de quilombolas. Embora seja uma causa de grande destaque na sociedade, as pautas quilombolas entraram no PPA somente nos anos de 2004 a 2007, tendo até agora uma crescente preocupação da administração pública. Como matriz das políticas públicas quilombolas, foi lançado em 2013 o “Programa Brasil Quilombola”, o qual dividia essas políticas em quatro eixos, sendo eles o “Acesso à terra”, “Infraestrutura e qualidade de vida”, “Inclusão produtiva e desenvolvimento local” e  “Direitos e Cidadania”, fornecendo-lhes principalmente regularização fundiária, saneamento básico, energia elétrica, o incentivo da agricultura familiar e as cotas para o ingresso às universidades públicas, o acesso às bolsas fornecidas pelo PROUNI e ao financiamento estudantil pelo FIES. Além das políticas públicas para o bem-estar dessa população, há também o feriado do “Dia da Consciência Negra”, celebrado todo dia 20 de novembro a partir de 2003. A data em questão foi a da morte de Zumbi dos Palmares e foi selecionada por representar a luta dos negros, diferentemente do dia 13 de maio, que representaria o ato da princesa Isabel como um símbolo da vitória negra, sendo somente o que a sociedade já demandava há tempos e além disso, não houve nenhuma política de reparação social, deixando os negros tão carentes do Estado quanto antes.

Para ler o trabalho completo, acesse:  https://drive.google.com/open?id=0Byx0SOCdWUx_Zko5ZnNkalByMFk

Joel Teixeira Dos Santos Junior
Rodney da Cruz Rabelo 
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Assim rezo



Assim rezo 

Pelas putas tristes de Márquez

condenadas à danação eterna de gozos irritados



Rezo pelas mães em desespero

pela fome e violência com seus filhos



Rezo por garotas cujo destino

é serem felizes

pois convivem bem com sua solidão



Amaldiçoadas

cristãs, pagãs, muçulmanas, evangélicas,

que ousaram dizer “não”  aos seus algozes



Meninas-mulheres

torturadas, violadas, estupradas, estrupiadas



Rezo pelas infelizes

abandonadas por um 13.0



Aquelas bundas e tetas

dançarinas de funk e axé



Oro pelas resilientes

após noites inteiras de aflição

de morte de seus filhos e maridos

de fome

de miséria

de solidão



Aquelas de armas em punho

estraçalhadas por dentro

mantendo-se eretas, olhar no infinito



As que perderam a liberdade

família, dignidade,

em troca do amor-bandido



Rezo pela vida

Mulheres-pássaros, golfinhos, mariposas

Mulheres-natureza, flores do campo

Algodão, ninho de beija-flor



Senhoras donas de seu destino,

de seus corpos e almas



Amém


"Diário de uma Puta Triste"
Ana B. Scheller é psicóloga e escritora
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O tema estético da beleza e da feiura com foco nas mulheres


Nos dias de hoje, a maneira com que lidamos com o corpo tem dado evidências de que a feiura é uma forma de exclusão social que acomete, sobretudo, as mulheres. O sexo feminino é vítima de uma verdadeira ditadura da beleza, não pouco cruel. Afinal, como nos definimos? Será que a aparência física tem nos definido? Muitos se submetem ao controle desmedido da aparência. 



Em artigo que se intitula “Ser mulher, ser feia, ser excluída”, Joana de Vilhena Novaes assinala que “a imagem da mulher se justapõe com a de beleza e, como segundo corolário, à de saúde (fertilidade) e juventude”. Nesse sentido, cabe ao “sexo frágil” lutar contra todo cansaço, constipação e envelhecimento com a finalidade de refletir um corpo “super” trabalhado que responda de forma satisfatória ao desejo do outro.  



Em uma dinâmica que privilegia a perfeição, a saúde e a beleza exterior em oposição à imperfeição, a doença e a aparência desagradável, busca-se não mais um todo harmônico, em se tratando de apreciação estética, mas um olhar diferenciado para as partes do corpo humano. Infelizmente, existe o dever moral de ser bela e um controle desmedido da aparência, que vai para além da atribuição de características estéticas, pois há ainda discursos que normatizam o corpo e apropriam-se da vida simbólica do sujeito. Como bem observou Novaes, “os cuidados físicos revelam-se, invariavelmente, como uma forma de estar preparado para enfrentar os julgamentos e expectativas sociais”. No filme Drop Dead Gorgeous (ou Linda de Morrer, 1999), Becky Leeman e sua mãe parecem compreender isso. Para Gladys, nada é mais importante que ver a sua filha vencedora da 50ª edição do Jovem Princesa da América. 



Joana de Vilhena Novaes nos diz que o ser humano tende a desculpar desvios de caráter de pessoas bonitas, sendo a beleza uma espécie de moeda de troca. Segundo a estudiosa, a “experiência do corpo é sempre modificada pela experiência da Cultura”. Logo, as mulheres veem-se “obrigadas” a manterem-se belas, jovens e saradas para que se satisfaçam às exigências do meio.  


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NOVAES, Joana de Vilhena. Ser mulher, ser feia, ser excluída. Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0237.pdf. Acesso em: 05/05/2014.


Maikely Teixeira Colombini é Mestra em Letras – Estudos Literários pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e graduada em Letras com Licenciatura em Português e Literaturas de Língua Portuguesa por esta mesma instituição. Seus interesses perpassam a Literatura em geral, com ênfase especial no espaço ficcional e no cronista Rubem Braga (1913-1990). E-mail de contato do colaborador: maikelycolombini@ig.com.br
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