Sobre nosso humor

 
Hoje apresentamos a crônica de Ana Luíza Duarte de B. Drummond. Nascida em Ferros, Minas Gerais, em 1988. Atualmente cursa Bacharelado em Estudos Literários e Licenciatura em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Ouro Preto. Publicou recentemente o conto “O pio da coã”, na antologia de contos fantásticos Fantasiando. Possui artigos publicados na área de Educação e Literatura.



Coisa engraçada, dia desses peguei uma televisão emprestada com um amigo por que eu iria receber algumas visitas que não ficavam sem isso. Como as visitas não vinham (e não vieram até hoje), num certo dia, liguei o aparelho. Qual não foi meu susto assistir ao programa “Zorra total”. Fiquei pasmada, boquiaberta e pensei comigo: o que é isso? Estou exagerando? Talvez. Certo é que sem o aparelho há quase dois anos, acabei me desacostumando dele: deu nisso. Lógico que nesse tempo vi que muita coisa estranha (ou previsível) ainda acontecia nos “bastidores” televisivos. Tenho e-mails do Yahoo, site que sempre faz questão de me deixar a par dos “babados”. Além dos vários amigos do facebook, que além de não me deixarem esquecer que a sexta está próxima, ou que infelizmente já é segunda, ou que ainda o feriado não durou o suficiente, também me fazem saber de Carminhas e Ninas. Enfim! Fiquei pensando o que teria acontecido para chegarmos ao nível de um programa como o Zorra total ser exibido em rede nacional. Ora, não vou ser hipócrita para falar que nunca assisti programas idiotas na (da) TV. Alguém já disse que todo mundo precisa de um momento de alienação e eu, particularmente, adoro essa deixa. Gostava muito dos programas e desenhos infantis, como Caverna do Dragão (clássico!), Cavaleiros do Zodíaco, Cocoricó (qual marmanjo nunca cantou numa bateria ou guitarra invisível: “o Júlio na gaita e a bicharada no vocal, fazendo rock rural, cocoricó”?), Castelo Rá-tim-bum, Sítio do pica-pau amarelo, Os trapalhões... Fui seguidora assídua de algumas novelas, como Roque Santeiro, por exemplo. Mas algo mudou. Seria o humor ou o nosso humor? Corrijam-me, por favor, se eu estiver errada, mas acredito piamente que algo mudou. Eu me divertia tanto com Mussum e Zacarias, mas sequer consigo ouvir por um minuto aquele programa novo do Didi. E o esporte atual? Uma coisa é fazer um programa esportivo um pouco menos técnico, menos “duro”, outra coisa é achar que somos idiotas para assistir piadinhas idiotas, ideológicas e sem motivos esportivos (ou talvez sejamos mesmo idiotas). Nem vou entrar na questão de programas como Pânico na TV porque isso já é vergonhoso demais para mim.


Adelaide – personagem do Zorra Total



Falando sério, sempre me considerei uma pessoa otimista e não sou dessas que dizem “antigamente era melhor”, até por que meu antigamente é bem recente e é isso que me assusta. Gostava de fazer comparações do tipo: pelo menos hoje, nós mulheres, podemos lutar pelos nossos direitos e não sermos queimadas em praça pública (pelo menos em alguns países). Podemos mandar a polícia, a religião, os políticos, e cia. Ltda. pra onde quisermos, pelo menos por palavras. Sim, doce ilusão essa tal liberdade. Mas estou sendo sincera, é o que eu pensava. Hoje, penso numa temível teoria: será que atingimos em algum momento um ápice na escala evolucionista e agora estamos em decadência? Será que a raça humana está próxima à sua extinção e seres mais evoluídos tomaram nosso espaço? Então, ao pensar assim, chego a uma conclusão: não. 

                                            Máscara da comédia grega. Por volta de 350 a.C




Somos uma raça muito estranha, mas sempre fomos. Somos capazes de produzir a nona sinfonia e o holocausto; sete ou oito peças para um ballet e as bombas nucleares; doze girassóis numa jarra e a chacina da Candelária; a Vênus de Milo e o genocídio ruandês; Hamlet e o apartheid, Dom Quixote e Chernobyl, Ladrões de bicicleta e o Holodomor, etc., etc., etc.. Sempre fomos assim. Mas será que precisamos continuar sendo? Precisamos continuar aceitando programas como Zorra total de braços abertos e nos obrigando a rir disso? Precisamos procurar a graça onde ela não está?
Faço uma confissão que muito me magoa: tenho consumido excessivamente cultura estadunidense, principalmente em se tratando de comédias. Gosto de assistir a The Big Bang Theory e Community, várias vezes. E o pior, não me canso. Rio infinitas vezes do sorriso medonho de Sheldon Cooper e das bizarrices do Señor Chang, mas só consigo sentir vergonha naquele quadro do metrô do já citado programa global. Julguem-me, apontem-me críticas nas comédias que eu citei. Mostrem-me nelas preconceitos escondidos (ou não), ideologias capitalistas, nazistas, fascista, o que for. Por favor, eu peço isso, pois tenho sido alienada nesse ponto. Existe o preconceituoso Pierce em Community: ninguém ri de suas piadas, riem dele, por ser preconceituoso. No Zorra total riem de tudo (que não tem graça) e riem de nós, pretos, brancos, homossexuais, bissexuais, transexuais, heterossexuais, mulheres feias, mulheres loiras, mulheres “gostosas”, mulheres banguelas, etc. Tudo se torna motivo de riso onde falta humor. E vejam que não estou falando de humor bom e humor ruim, que isso não existe. Bakhtin acreditava que o caráter crítico e autocrítico, um dos componentes principais do romance, gênero moderno por excelência, só poderia ter vindo do riso, do riso que familiariza objeto e ser para que este possa examiná-lo de perto, revirá-lo, desmembrá-lo. Onde ficou esse riso? Enfim, há tempos não vejo humor no Brasil e o fato de que não tinha televisão não é o motivo. Que me perdoem, de todo o coração, os que ainda o fazem, mas, o que tenho visto hoje, no humor brasileiro, aproxima-se mais do horror. Aquele horror sussurrado pelo coronel Kurtz. 




                                                            Sorriso de Sheldon Cooper


                                  Ana Luiza Drummond
e-mail: analuizadrummond@yahoo.com.br
 
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Poemas pousaram nas árvores de Vinhedo

Como parte de um grande projeto em 86 cidades, organizado pelo Instituto Psia, selecionamos dez poemas de moradores locais e os pousamos nos galhos das árvores da praça no centro de nossa cidade, Vinhedo em SP. O resultado foi a leitura por transeuntes apressados, que encontraram minutos para acariciar e alimentar nossos poemas mansos. Desde o pessoal da limpeza , motoqueiros punk , executivos e pessoas crianças e idosas, comemoramos o Dia da Árvore com muita licença poética.


I VARAL DE POEMAS NAS ÁRVORES

CLUBE DOS ESCRITORES DE VINHEDO



“Poema que dá em árvore, quando amadurece não cai, pula e se agarra ao coração do leitor.”

Simone Pedersen



Inverno das horas

Estranho seria,
Se nessa pequena distância,
Entre um segundo e outro,
Não morasse dor, nem vazio.
Bom seria se surgisse barulho,
Gritaria desordenada e calor.
Mas é manhã cálida, cinzenta,
De gotas frias e ar gelado.
E nesse inverno das horas,
Estranhamente, reside saudade.
Faz brotar na face solidão.

Taiany Caroline Veronezzi


“Resto é Resto”

Tenho Deus na cabeça,
Tenho Deus no coração,
Respeito os mandamentos,
Busco a solução,

O resto é reza,
O resto é conversa...

Luto pelo pão de cada dia,
Respeito a minha vizinha,
Amo o próximo,
E os não próximos,
Amo a minha cachorrinha,

O resto é reza,
O resto é conversa...

Divido tudo o que tenho,
Pela Paz eu me empenho,
Desculpo, sempre, nunca odeio
Quando estou de saco cheio,

O resto é reza,
O resto é conversa...

Sem preconceitos,
Viva eu, viva as meninas e os meninos,
Viva os direitos, viva o hino!

O resto é reza,
O resto é conversa...

Marlene Cecília M. Sabatini


PROMESSA

O caminho que seguirei
Está repleto de lembranças
É saudade que não cala
É espera e é chegada...
O caminho por onde irei
Guarda a poesia nas flores
E o silêncio nos espinhos.
No pó dos meus passos
Toda a minha esperança.
Na distância do meu cansaço
A ternura do amanhã...
O caminho que farei
Está delineado nos meus sonhos.
Não é o antes, nem o depois
É o agora que se eterniza
Na paisagem de nós dois...

Vinhedo, Inverno de 2008.


Benevides Garcia

  
Levando a vida


o meu caminho

às  vezes escolho
às vezes aceito

o que a vida me oferece

às vezes acolho
às vezes rejeito

e assim vou levando

o amor eu recolho
o resto... dá-se um jeito!


Helenice Priedols


Será que o tempo parou?

Quando vejo um quadro belíssimo,
com paisagens admiráveis,
pergunto-me:  Será que o tempo parou?
Tenho certeza! Foi em ti que o artista se inspirou.

Tua beleza radiante,
agregada a teu sorriso transparente.
- Será que o tempo parou?
És maravilhosa? Ou sinto-me tão carente?

Oh! Minha musa e fonte inspiradora,
que move meus impulsos e pensamentos,
alguma vez já amaste?
Se esse alguém fosse eu, diria: - De fato, o tempo parou.


Aparecido Bi de Oliveira


Cinzas

Quero meus cigarros.
Dá-me e não me amoles.
Quero fumar a noite inteira.
E, já aviso, não irei à escola.

Quero ir a um lugar temido.
Por horas quero fazer amor.
Pouco me importam tuas doenças,
Se não quero prazer, mas dor.

Quero deliciar-me em teu choro,
Enquanto te conto teu problema:
Vivo contigo um romance forjado.
Nossa liberdade usa algema.

Não, não quero nada de ti.
Desta vida, só peço a morte.
Se essa me ouve, então virá,
Pois esta é minha sina, minha sorte.


Fernanda Farrenkopf


Distâncias

É a distância que nos aproxima,
Esse jogo de lua e sol, de luz e sombra,
De vento encrespando as ondas do mar
Até chegar à areia que espera solitária,
De pássaros atravessando nuvens no ar
Sem rotas traçadas no mapa astral,
Sem as linhas do destino desenhadas
Na palma das estendidas mãos.
Minhas mãos encontrando as tuas
Formando pontes à beira de precipícios.
E quando nossos corpos se encontram
As distâncias se encurtam
É como o céu beijar o mar
É se perder e não se encontrar
É como o sol e a lua estarem no mesmo lugar.


José Antonio Zechin


OLHAR

Seu olhar me fez sonhar
sonho que, como tantos outros,
imaginava seria fugaz, esqueceria;
mas, triste sina, continuo a sonhar,
agora inutilmente.


MARIAS

Se um dia me virem dormindo,
por favor, não me tragam flores
porque, destas, perfume já não sinto;
tragam-me recordações de amores
e imaginem estar eu, ali, fingindo.


Conrado Amstalden



Confidência

Um amigo me ensinou a voar, a abrir os braços e me lançar no espaço, sem medo e com confiança.
Me permiti sentir o vento no corpo inteiro e a respiração encurtada pela emoção.
Me deixou no alto da montanha e se despediu desaparecendo no céu.
Gritei que ele era lindo e acordei feliz para mais um dia.
Meus amigos me presentearam no meu aniversário, com uma queda livre num espaço coberto de estrelas e novamente o vento vestiu todo o meu corpo.
Acordei entorpecida de emoção e acreditando no amor existente na amizade.
Já visitei a lua e lugares coloridos e encantados.
Já me vesti de seda branca e ouvi uma promessa de amor.
Aprendi a acreditar nas diversas possibilidades, a seguir meu coração e viver para a eternidade.

                                                            
Núbia Hübner



Decisão

Deitada na cama,
Coberta de silêncio,
Escuto o escuro
Do meu dia.
Não tento mais fugir,
Sei que a vida
Sempre me acha.
Abro minhas janelas
Permito que os sonhos
Voem longe.
Choro ofensas e saudades,
Esvazio meu oásis.
Nada mais me atinge:
Hoje sou deserto.

Simone Alves Pedersen


POEMA FONÉTICO
consoantes surdas, sonoras...e não só.

Verdes vagas vagabundas*
vagueiam vagamente pelas marés...
O por do sol, poeta pintor
pincelou de cor a prata do mar...
e dolente, o dia, vaga vagamente
parte, penitente...


Ilda Regalato
Portugal


(*) Vagabundas: varejeiras



 rio sem dono

rio sem dono rio barrento rio brando rio bravo rio da dor
rio do amor rio das lavadeiras com suas rodilhas de pano as bacias cheias de roupas o rio doce o rio cercando
o rio lambendo as pedras o rio levando a vida
as lavadeiras cantando ensaboando o cheirinho de lavanda as águas do rio correndo o rio espumando
as   roupas quarando: de vez em quando a correnteza levando uma camisa.
eu feito um cascudo a bater desajeitados os braços e os pés
não fui um menino-peixe
(até hoje não sei nadar)
nem cacei passarinhos...
admirava-me o balanço das águas o vai e vem sem cessar
e o mistério escondido naquela ilha distante:
seria habitada?
por horas eu ficava a cismar chegava o crepúsculo a ave maria...
e a vastidão do céu dentro do meu olhar

Jair Barbosa
Belo Horizonte/MG

  
Recital da Goiabeira.

Eram cacos de acasos.
Pousados na goiabeira.
O tempo, correndo, rio abaixo.
E a sorte, feito sereia,
Riscava silhuetas de afeto
Entre bocas de areia.

Karline da Costa Batista
www.anancara.blogspot.com
Aracati/CE


abismo.

tínhamos: leite, luar e laço
faltava: amor, amora e amasso
restou um                    espaço.



Rafael Luiz Zen
www.rafikizen.blogspot.com.br
Brusque/SC




ENCANTAMENTO

                                    no balde de juçaras
                                    o homem busca
                                    a água de que precisa

                                    no terreno seco
                                    procura o vento

                                    encontra Deus
                                    disfarçado de sabiá


Luiz Otávio Oliani
Rio De Janeiro/RJ

memória afogada

O passado engoliu quase tudo
Não posso nem falar, nem lembrar, nem temer
O passado me roubou a alegria
Não deixou fotos,
Nem histórias ainda por contar
Podia ter roubado minhas lágrimas
e não deixá-las secarem ao sol
e não deixá-las molharem minha alma
Podia ter sido mais condolente
e devolver o que eu perdi
e trazer o que eu amei
Mas deixou apenas a certeza
de que nem tudo se repete
e que a pedra jogada não volta
O passado engoliu quase tudo
Insensível, deixou as lembranças 

Clarice Paes
www.
claricepaes.blogspot.com
Campinas/SP



O POUSO DO HAIKAI

Um poema pousou
na árvore do pensamento
e logo ficou.

Francisco Cleyson de Sousa Gomes
www.saladapoeticalia.blogspot.com
Teresina/PI



ár vore

                               ar ar ar ar ar ar árvore
foice

ar ar ar ar ar árvor
foice

ar ar ar ar árvo
foice

ar ar ar árv
foice

ar ar ár
foice

ar á
foice

...
foi-se

Reginaldo Costa de Albuquerque
Campo Grande/MS

  
Relíquia

Relíquia: deveras é o sentimento guardado...
O que não pode ser expressado...

Quimeras, outroras, remakes, releases  
Unidos por pontos. E as virgulas:
Entrelaçadas...


Robson Leandro Soda
Santa Cruz do Sul/RS


Feriado

Presente cheio de passado.
Afeto extravasado. 
Tempo e espaço para mim.
Livro, música, edredom, amor sem fim. 
Chega de pensar em futuro.
No fundo, nada é seguro. 
Fui morar um tempo dentro do meu coração.
Por favor, não me incomode não. 


Tatiana Wan-Der-Maas Guimarães
Governador Valadares/MG




Nuvens

    Nuvens são crianças.
    Crianças especiais.
    Que um certo dia
    De tanto comerem açúcar,
    Se transformaram em algodão doce!

Tom Vital
Belo Horizonte/MG


  
ALFABETO DO VERDE                                       

Um lagarto carrega os desusos da tarde
ao sol
sobre as pedras do muro.

O pensamento navega entre as fendas,
sob as folhas das trepadeiras,
com sede de entender o alfabeto do verde.

Se o jardineiro hoje vier com a foice
para arrancar as folhagens que dão significado à muralha,
ensinarei a ele:
não se matam essas pequenas paisagens individuais
que emprestam vida aos olhos
na leitura das coisas.

Sérgio Bernardo
Nova Friburgo/RJ

  
COCHICHO

Ela veio caminhando
toda acanhada

querendo me contar as boas novas


Aproximou-se de mim

com as mãos fechadas
diante do rosto

assim, como se trouxesse
só pra me mostrar

ao abrir dos dedos
um vagalume

Rodrigo Domit
Rio de Janeiro/RJ



Poema a Gonçalves Dias

A terra onde havia palmeiras
Hoje tem devastação;
Onde cantava o sabiá
Reina solta a erosão.

Que diria o poeta
Se vivesse para ver
Toda a sua poesia
Neste solo esmaecer.

Com certeza ia chorar
Pela triste imensidão
Pela seca e o deserto

Desencantado por certo
E com dor no coração
Pediria pra não voltar...


Valdeck Almeida de Jesus
Salvador/BA


Transeuntes

Fingimos que dormíamos ao anoitecer
E nossas risadas frouxas quase nos denunciaram,
Mas o velho mundo andava sonolento e não pode perceber
Que o nosso fingimento foi o bastante para ele ser enganado.
Então saímos pelos fundos sem ninguém nos ver,
E corremos bem depressa para longe de tudo que era claro,
Habitamos cada silêncio do desconhecido escurecer
Se alimentando de cada mistérios que nos era dado.
E cada esquina era um palco para você,
E cada sorriso era uma marca que deixávamos.
Fomos adentrando naquela noite sem perceber
Que colhíamos tudo aquilo que nos sonhos havíamos plantado.
Então tornamos depois de muitas voltas a entender
Que todo esse nosso reino era limitado,
A manhã carregada de pessoas estava prestes a aparecer,
E colocar fim em tudo nesse nosso grande achado...
Ei, noite, não se deixe amanhecer,
Que é no silêncio o nosso grande carnaval,
Ei, noite, não abra a porta para aqueles que abortam porquês,
Pois o existencialismo é o nosso assunto principal.


Leonardo Bruno de Araújo Santos
www.facebook.com/araujoleonardo
Arcoverde/PE


  
Visão Nefasta

A luz percorre a iris
E não revela a poesia

A realidade
Corre risco

Rosana Banharoli
Santo André/SP















Simone Pedersen é escritora e escreve para a revista Contemporartes há dois anos. Em outubro publica seu vigésimo livro. Publica para crianças e adultos.

www.simonealvespedersen.blogspot.com





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É PRIMAVERA!



Encerro Setembro lembrando que ela chegou aos borbotões, assim tão resplandecente, colorida e cheia de vida, como  ela só: a bela primavera. E complemento com ele, o síndico, Tim Maia, que também fez brotar em nossos corações tantos amores e lindos sentimentos.


Primavera
(Tim Maia)

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti

Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo, meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor...
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)

Para completar, uma homenagem a minha querida afilhada Sabrina e a todas as flores que habitaram, habitam e ainda habitarão os meus jardins.


Abraços Literários e até +.


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Flores e Perfumes


Hoje, inicia-se uma das mais esperadas estações do ano: a primavera. Contemplada pela suas temperaturas amenas e, principalmente por ser a época do ano em que a vida fica mais colorida. É uma estação altamente inspiradora, pelas flores, cores e perfumes, não é à toa que existem tantas músicas, poemas e pinturas, que retratam de alguma forma essa época do ano. Por isso, para homenagear a chegada dessa estação cheia de boas energias, resolvemos fazer uma seleção de músicas e clipes inspirados por essa estação.


Tem um compositor italiano que escolheu traduzir todas as estações do ano em música. Hoje, fiquemos apenas com a "Primavera" de Antonio Lucio Vivaldi.



E que tal uma versão da clássica “Primavera” de Tim Maia, na voz de Pato Fu e as filhas fofas da Fernanda Takai?





E não poderia faltar a “Primavera” do Los Hermanos.






Ana Paula Nunes é jornalista, Especialista em Mídia, Informação e Cultura pela Universidade de São Paulo. Coordena a Comunicação da Revista ContemporARTES.
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