sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Asas cortadas

Um dia chuvoso... Não, sarcasticamente ensolarado. Uma luz intensa que não apenas clareava também queimava, deixando na pele uma ardência diferente, que mesmo após longo período à sombra a sensação, a lembrança, a dor se faz presente.
O dia começou cotidianamente, no entanto no correr das horas, um passarinho que aprendia a voar, teve seu aprendizado interrompido bruscamente. Um pássaro de olhos verdes que inaugurava sua plumagem recém conquistada, penas coloridas um tanto desfeitas pelo vento; olhar atento, estrelas que se apagaram prematuramente.
Como fatos assim acontecem? Não é esperado que pássaros recém-emplumados tenham seu vôo interrompido em pleno ar. É certo que a vida traça caminhos, acontecimentos que ultrapassam e muito nossa limitada compreensão, talvez por isso a pergunta não seja silenciada...
Não entendo a grande maioria de tudo, mas alguma lei da natureza deveria impedir que pais vivenciassem o vôo sabotado de seus passarinhos...


Giliane Silva de Moura.

1 comentários:

contemporartes disse...

QUERIDA GI, há mtas maneiras de voar, invente uma... só não deixe as asas embolorando. bjs

22 de agosto de 2009 11:21

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