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XV Festival de Inverno de Paranapiacaba




Nos dias 18, 19, 25 e 26 de julho terá o XV Festival de Inverno de Paranapiacaba. Confira a programação musical divulgada pela Prefeitura de Santo André:

XV FIP – 2015 – PROGRAMAÇÃO MUSICAL
Dia 18 de julho
Mercado - 13h: Ricardo Baldacci – Homenagem a Frank Sinatra
Rua Direita - 14h: Trio de Jorge
Clube Lyra - 14h30: Tia Carrol
Mercado - 16h: Márcia Cardoso
Rua Direita - 17h: Quinzinho Oliveira
Clube Lyra - 18h: Roberta Campos
Rua Direita - 19h: Irmandade do Blues
Mercado - 20h: Embaixadores da Maloca do Barbosa
Oficinas 14h30 às 17h30 Xilomóvel
Intervenções 14h Raízes em Ruínas
Intervenções 17h30 Raízes em Ruínas
Street Band 15h Red Hot Street Jazz
Permanente 12h às 18h Cine Olho
Dia 19 de julho
Mercado - 13h: Bruno de La Rosa
Rua Direita- 14h: Grazzie Brasil
Clube Lyra- 14h30: Banda General Blues
Mercado - 16h: Tuto Ferraz & Funky Jazz Machine
Rua Direita - 17h: João Cristal
Clube Lyra - 18h: Lira - O Labirinto e o Desmantelo
Rua Direita- 19h: Marcia Cherubin
Oficinas 14h30 às 17h30 Xilomóvel
Intervenções 14h Raízes em Ruínas
Intervenções 17h30 Raízes em Ruínas
Street Band 17h Red Hot Street Jazz
Permanente 12h às 18h Cine Olho
Dia 25 de julho
Mercado - 13h: Babi Mendes
Rua Direita - 14h: Elaine Marin
Clube Lyra - 14h30: Flávio Guimarães Netto Rockfeller
Mercado - 16h: Nuno Mindelis
Rua Direita - 17h: Adolar Marin
Clube Lyra - 18h: Pélico – Euforia
Rua Direita - 19h: Cry Babe e Convidado
Dia 26 de julho
Mercado - 13h: Paulo Meyer
Rua Direita - 14h: Grupo Sambetto
Clube Lyra - 14h30: Blues Beatles
Mercado - 16h: Cibele Codonho
Rua Direita - 17h: Kléber Albuquerque
Clube Lyra - 18h: Iara Rennó Canta “Drama” de Maria Bethania
Rua Direita - 19h: André Marchiori
Oficinas - 15h30 às 17h30: Colódio de Bike
Intervenções - 12h às 14h: Troco um Causo por um Conto
Street Band - 17h Red Hot Street Jazz
Permanente - 12h às 18h: Cine Olho
Extensão Sesc - 10h às 15h: O Traço – Um Modo de Olhar e Desenhar o Patrimônio

Disponível em:




Nesta edição, a programação do SESC ocupa o Lyra Serrano com música e cinema. Oficinas e intervenções de artes visuais, literatura e dança tomam as ruas da Vila durante o Festival. Evento realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Santo André. Programação disponível em:




Mapas poéticos: Fluxos da memória, patrimônio dos afetos:







Para quem gosta de degustar sabores, este ano terá o Especial Food Truck:









Soraia Oliveira Costa, mestranda em História da Ciência pela UFABC e graduada em Ciênciais Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Professora de Sociologia na Educação Básica e na Educação de Jovens e Adultos no Estado de São Paulo. Trabalha com audiovisual e oralidades desde meados de 2007. Produtora do documentário "Transformação sensível, neblina sobre trilhos", que trata da história vila de Paranapiacaba, feito com incentivo do MEC/SESu, UFABC e FSA.
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Strawberry fields forever com Marcy Rock



Um dos momentos bastante marcantes do Projeto Memória dos Paladares no ano passado foi a participação, em julho, no Festival de Inverno de Paranapiacaba. Tivemos uma convidada especial, a atriz Marcy Rock que adaptou uma montagem de sua autoria especialmente para a temática do projeto. Com o nome Strawberry Fields Forever, traduzindo, campos de morango para sempre, a atriz fez sua performance tendo como fundo a música homônima dos Beatles na parte aberta da frente da Casa Fox, onde estava instalada as atividades do projeto, e em um vagão-restaurante instalado na vila. Abaixo, resenha feita pela própria contando-nos os bastidores da apresentação que mostra que alimento tem tudo a ver com arte!


Processo criativo dos campos de morango


            A cena Strawberryfieldsforever foi construída  e apresentada em 2008, dentro de um processo colaborativo de amarração de cenas que partiam do individual e buscavam o coletivo. Os temas escolhidos para a construção das cenas partiram do teatro não realista, que era a proposta da peça. Cada ator escolheu um tema específico que gostaria de expor, e trabalhou dentro da proposta de um teatro mais abstrato, ao final, todas as cenas foram costuradas e formaram a peça “Pia-Máter”, que além das cenas, continha também músicas que eram cantadas pelos atores e tocadas por um pianista.





Fotos Thomas Arques

A Cena “dos morangos” passou por muitos processos e mudanças, a princípio na sua ideia original não existiam os morangos, nem essa música dos Beatles, ela começou com um ursinho de pelúcia um espelho e um athame, era uma cena sem falas, e continha apenas uma trilha sonora “imagine” de John Lennon. Durante o processo de construção e ensaios ela foi se modificando, começou a ter algumas falas, a música mudou para “A day in the life” também dos Beatles e os morangos, martelo, táboa de madeira, pregos e o famoso tecido vermelho foram inclusos. Algumas modificações de texto surgiram também e por fim a música foi alterada novamente, desta vez era Strawberryfieldsforever, que chegou para ficar.

Para o Festival de Paranapiacaba fiz mais algumas sutis adaptações, foi incluso o data show,clipes e imagens que iriam incorporar na cena além da trilha sonora já existente.

Tivemos três dias de apresentações, a princípio a cena seria apresentada na Casa Fox, dentro de uma pequena sala, mas, quando vi o tamanho da sala, que era muito pequena, resolvi apresentá-la em frente a casa, do lado de fora, em um gramado. Adaptamos uma série de artefatos e parafernálias  para fazer isso acontecer, o ator tem que ser flexível e saber lidar com mudanças sempre, e a melhor experiência do festival foram as mudanças, pois as coisas não saíram como foi planejado, mas acabou dando tudo certo. 

Nesse primeiro dia tivemos que esperar anoitecer para iniciar a cena, pois o sol atrapalhava as projeções, as pessoas foram chamadas por um microfone, elas iam passando pela rua e parando para assistir. Tive que lidar com as dificuldades como: barulhos de pessoas andando, falando, passagem de som de bandas, as pedras que eram enormes e estavam nesse gramado, tinha que tomar cuidado para não cair, a escuridão atrapalhava a movimentação corporal da cena, mas ao mesmo tempo, acrescentou novas movimentações que tiveram que ser criadas na hora. O melhor de tudo foi ter a oportunidade de experimentar esse espaço totalmente alternativo e sujeito a acasos e para lá de imprevisível, o “visual” do céu estrelado que bateu justamente com o texto e proposta de cena, foi para mim o auge dessa apresentação.

No segundo dia iríamos migrar para um outro espaço,o Núcleo Olho d’água, um espaço também aberto, porém com mais recursos para as projeções e sonoplastia. A neblina tomou conta da cidade inglesa no meio da tarde e a garoa começou a despencar, com isso a prefeitura não montou os equipamentos e ficamos sem o espaço. Fomos para o plano B, migrar de local novamente, lá vamos nós com caixas de som, data show, mochilas e sacolas, para o “Bar do Rock”, um local que conheci por acaso, gostei e resolvi tentar me apresentar por ali. Deu certo, o dono do bar me deu carta branca para eu fazer o que quisesse e assim foi o segundo dia de apresentação, em um novo espaço, desconhecido, novamente adaptei a cena, modificando algumas coisas,o data show não reconheceu os clipes que estavam no pen-drive e tive que tirar essa parte. O terceiro e último dia, foi parecido com o segundo, no mesmo local, da mesma forma, porém com pessoas diferentes para fazer a minha técnica de som, elas não conheciam a cena e tive que explicar tudo na hora, fui me adaptando dentro das possibilidades que o espaço me fornecia. 

Essas mudanças e imprevistos  contribuem de alguma forma para a nova criação, para explorar novos movimentos, novas falas e gestos, que de alguma forma fazem o ator crescer, mas confesso que a falta de certezas me deixou um pouco tensa. Quando estamos preparados e sabemos o que fazer dentro do que nós nos propormos, sempre damos a volta por cima, o público sempre deve vir em primeiro lugar e mesmo  com os imprevistos, eu apresentaria de qualquer forma, tem que se dar um jeito, e fazer o seu melhor, sempre.

O que me chamou a atenção foi uma coincidência talvez, pois essa cena começou da mesma forma que se encerrou pelo menos nessa temporada do festival, com mudanças e transformações. Para ela chegar no que levei para o festival, passou por 3 mudanças, da primeira para a segunda foram mudanças bem drásticas e da segunda para a terceira um pouco mais sutil, e assim se criou a cena Strawberryfieldsforever em 2008,e tivemos 3 dias de apresentação no festival, com uma mudança drástica de espaço do primeiro e segundo dia e mais leve do segundo para o terceiro, seja lá o que for, acaba tento tudo a ver com o que a cena transmite ao público.

Gostaria de agradecer primeiro a Ana Dietrich pelo convite e pela oportunidade e suporte oferecidos para que eu pudesse participar desse festival, agradeço também a todo pessoal do Batuclagem, Memória dos Paladares e Neblina sobre trilhos,por terem me auxiliado, e em especial a Luana Sabatini e Cyntia Morishita que me ajudaram no primeiro dia, com a cena e técnica.

 Agradeço também a Soraia OC por ter montado os equipamentos de som e imagem e ter me ajudado na técnica de som, agradeço também a Danielle Bandeira e o Rafael Duaity por terem me ajudado na técnica de som e na apresentação do último dia que estive lá, e agradeço também ao Carlos Frei,que me cedeu o espaço do  Vol. 4 Rock Bar em Paranapiacaba, para as apresentações dos últimos dias, e agradeço aos queridos que filmaram e fotografaram: Thomas Arques, Sueli Regina, Ana Dietrich, Hellen Tozi entre outros.

Marcy Rock é atriz.



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