Resenha de "A Paixão da Nova Eva", de Angela Carter





Como aponta o próprio nome da obra analisada A Paixão da Nova Eva, há inegavelmente uma paródia quanto ao livro bíblico de Gênesis, que trata do mito da criação do homem. Pós-moderna em sua rede fragmentada, ao misturar tradição e contemporaneidade, criando uma nova roupagem para a história tida como verdadeira, essa obra questiona a cultura heterossexual, falocêntrica, europeia, difundida por milênios. Em meio a esse questionamento, as personagens mostram-se em constante crise, sem saber nem mesmo quem são.
O enredo da obra em questão trata, especificamente, da transformação de Evelyn, um homem branco, altamente machista, que se encaixa no modelo patriarcal tradicional, em mulher, através de uma cirurgia realizada por uma seita feminista, transformando-o em Eva.
A obra de Ângela Carter é dividida em dois momentos: o primeiro dele focaliza a personagem Evelyn, um homem, machista, que só pensava em si próprio, que guardava, ou melhor, carregava consigo todos os estereótipos do homem patriarcalista, eurocêntrico e falocêntrico. Evelyn é descrito como um homem branco, loiro, de olhos azuis, que vai para os Estados Unidos da América em busca de emprego, mas que não o consegue e vai fazer turismo por terras estadunidenses. Durante sua estadia em busca de emprego, Evelyn conhece uma mulher, Leilah. Ele utiliza-a como verdadeiro objeto sexual, amarrando-a, agredindo-a e, por fim, buscando prazer no corpo dela. Após Leilah engravidar, Evelyn propõe que ela aborte. Ela o faz, quase morre e, depois desses episódios, Evelyn a abandona e segue em sua viagem de “férias”. Durante essa viagem, Evelyn é preso por um grupo de mulheres (liderados por Mãe), que transformaram-no em um ser do sexo feminino, Eva.
Eva, nascida devido aos poderes das novas tecnologias nascentes e reinventadas constantemente, nasce em um conflito interno: ao mesmo tempo em que possui partes naturais, possui também outras artificiais, seu psicológico era de um homem, enquanto seu corpo fora transformado em de uma mulher. Considerando as proposições feitas por Donna Haraway (1991), podemos caracterizar esse novo ser como um verdadeiro Ciborgue, que para essa estudiosa seria um organismo cibernético, mistura de máquina e organismo, uma espécie criatura em que convivem uma realidade social e outra de ficção.
Eva, enquanto alguém que tem que aprender a ser mulher, foge do local onde a seita a criou e depara-se com um mundo totalmente opressivo ao feminino. Ao se perder no deserto, ela é capturada por um outro grupo de mulheres, mas que, dessa vez, é seguidor de um homem completamente louco, o poeta Zero. Por ele, ela é violada, além de perder a virgindade, perde também a liberdade, a individualidade, até mesmo os desejos. Ela passa a figurar como mais uma dentre suas esposas, por isso, sofre ameaças, trabalha para alimentá-lo, enfim, vive num mundo marcado pelo medo e terror, mas dele não consegue se libertar.
Eva, ainda quando era Evelyn, mantinha um grande amor e admiração por uma atriz chamada Tristessa. O que continua após a metamorfose. É relevante relembrar de Tristessa, na medida em que Zero odiava-a e caçava-a a fim de exterminá-la. Segundo ele, foi essa atriz que havia lhe tirado a fecundidade, porque ela seria lésbica e cultuava a infertilidade. Certo dia, Zero e suas seguidoras descobriram a casa de Tristessa em meio ao deserto. Após encontrarem-na, todos desvendam que, na verdade, Tristessa era um travesti, não uma mulher. Após essa descoberta, Eva é vestida de noivo, Tristessa de noiva e ambos se casam (após muitas ameaças) em uma cerimônia presidida por Zero. Nesse momento, Eva perde novamente sua virgindade, mas em relação ao prazer sexual, principalmente, se considerarmos a seguinte afirmação feita por ela: “Eu estava cansada de esperar. Rodeei-o [Tristessa] com as pernas e puxei-o para mim. Ele gozou imediatamente [...]. Rolou para o chão, soltando grandes gritos, enquanto eu me contorcia na cama dura, consumida pelo desejo insatisfeito” (CARTER, 1987, p. 133).
Eva e Tristessa conseguem exterminar o grupo de Zero e fogem de helicóptero. Elas (es) se vêem perdidas (os) no deserto, entregam-se novamente aos prazeres carnais, até o momento em que são descobertos por outro grupo e Tristessa é morta. Por fim, Eva vê-se obrigada a fugir e encontrar abrigo em outro grupo relacionado ao das mulheres que lhe profanaram anteriormente e lhe transformaram em mulher.
 Ao final da narrativa, Eva foge em um bote: “Cheguei àquele continente pelo ar, e deixei-o pela água; a terra e o fogo deixados para trás” (CARTER, 1987, p. 182). Ela descobre-se grávida de Tristessa e assumirá sozinha a maternidade, abdicando do padrão heteronormativo vigente. Nessa nova e última fuga, Eva sai renovada, através da paixão, um verdadeiro martírio, no sentido bíblico. Ela consegue reconhecer a si própria, tem a possibilidade de revelar a si mesma tudo o que estava enterrado em suas entranhas e mente.

Em relação à personagem Tristessa, é relevante analisar que ela era um ser andrógeno, que possuía ao mesmo tempo elementos contraditórios em um mesmo corpo, como seios e pênis. Alguém que, como aponta Donna Haraway (1997), após expor-se ou ser exposto às diversas representações difusas no meio, passou a estabelecer relações de semelhança, pertencimento a algum grupo como o qual identificou-se, no caso, o grupo do feminino, das mulheres. Apesar de exteriormente ter sido um dia pertencente ao gênero masculino, em seu interior Tristessa era uma verdadeira e autêntica mulher. O que é comprovado pelo fato de a Mãe ter-se negado a transformá-lo em mulher, alegando que “ele já era demasiado mulher” (CARTER, 1987, p. 166).
Nesse ponto, vale ressaltar que o ciborgue, representado tanto por Eva quanto por Tristessa, é uma imagem condensada de imaginação e realidade, que se juntam a fim de transformar a história (HARAWAY, 1991). Como nos aponta Donna Haraway (1991), esse ciborgue está fora dos parâmetros religiosos e de gênero, contribuindo para um mundo sem gêneros, sem fronteiras delimitadas. Ele “The cyborg is a creature in a post-gender world; it has no truck with bisexuality, pre-oedipal symbiosis, unalienated labour, or other seductions to organic wholeness through a final appropriation of all the powers of the parts into a higher unity” (HARAWAY, 1991, p. 150).

Bibliografia:
CARTER, Angela. A Paixão da Nova Eva. Rio de Janeiro: Rocco, 1987.
HARAWAY, Donna J. Simians, cyborgs, and women: the reinvention of nature. New York: Routledge, 1991.









Rodrigo C. M. Machado é mestrando em Letras, com ênfase em Estudos Literários, pela Universidade Federal de Viçosa. Dedica-se ao estudo da poesia portuguesa contemporânea, com destaque para a lírica de Sophia de Mello Breyner Andresen.


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Etnomusicologia; o desafio de repensar os sons e as musicalidades da contemporaneidade


Os sons dos povos, das ruas, do nosso cotidiano. Os sons indígenas que ainda persistem em soar suas culturas, como os Kariri-Xocó que praticam o Toré em uma comunidade em Cotia na Grande São Paulo,  ou o batuque do tambor que caminha mundo afora adquirindo variações e incorporando os costumes dos lugares por onde passa e fica. 
As manifestações culturais paulistas  trazem  sons do norte e nordeste do país, como o Bumba meu Boi do Grupo Cupuaçu no Morro do Querosene, como o Samba de Bumbo de Santana do Parnaíba. Na cidade cinza, buzinas, serras elétricas, freios de ônibus, aviões, helicópteros, motocicletas apressadas, dividem espaço com a música angolana, com as flautas peruanas, com o samba de raíz de Raquel Trindade, com o maracatu,  com as bandas de pífaros, com o chorinho, com a música judaica....  nossa Grande São Paulo tem muitas, muitas e diversas sonoridades..... 


"As maiorias geográficas foram transformadas em minorias culturais desglobalizadas pela diferenças, pela desigualdade e pela desconexão." 
Canclini

Aluna do grupo de estudos em Antropologia Sonora da FAC FITO, Rosemeire Cassiano Pereira, na Aldeia dos Kariri- Xocó em Cotia  (Trabalho de Campo -  Etnomusicologia )

Raquel Trindade em Embú


“A cultura não é uma Arca de Noé embalsamada”
 Canclini

Sons que ouvimos aqui e ali, sons de nossas raízes culturais, arranjados e rearranjados, renascem na contemporaneidade...

Quem somos?
 Precisamos saber quem somos, quais são nossas raízes culturais, o que agregamos, o que mudamos conhecendo estas musicalidades, estes sons que nos trazem memórias de lugares, de nossos ancestrais, da cultura que ainda se esconde pelos quatro cantos do mundo. As diversidades sonoras de etnias variadas não tocam no rádio e nem são vistas na TV. Quem conhece os sons do Brasil como os dos Povos da Amozônia, da América Latina,   do Mediterrâneo? Do "resto do mundo"?  World Music? É o termo que sobrou para nós que não somos europeus e nem norte- americanos? Quando a escola dará oportunidade aos alunos de conhecer os sons do mundo? Quando estes sons estarão nas emissoras de TV, nas rádios, nas praças, nas ruas?

Carlinhos Antunes - Orquestra Mediterrânea

Carlinhos Antunes - Orquestra Mundana

Mawaca - pesquisa sonora de etnias variadas
Marlui Miranda - trabalho de valorização, ampliação e divulgação das sonoridades e musicalidades indígenas
Mídia de massa que massifica a cultura popular, que dá voz a quem já tem demais.... A cultura polular não está na mídia.
É preciso ter espaço e oportunidade para repensar as musicalidades e estudá-las.  Esta é uma das maiores preocupações do grupo de pesquisa em Antropologia Sonora da Faculdade de Música da FAC FITO, o qual coordeno há dois anos. Ligado à cadeira de Etnomusicologia e composto por músicos de formação erudita e popular  com vivências diferenciadas, o grupo realiza produções em vídeos e fotografia a partir de discussões sobre os sons e as musicalidades de variadas etnias que ainda estão vivas e atuam dentro do nosso universo contemporâneo.  
Néstor Canclini - antropólogo argentino que vive no México e estuda hidridismo cultural e processos de globalização em países em desevolvimento.
Tiago de Oliveira Pinto - Etnomusicologista, pesquisador brasileiro do
Instituto Cultural Brasileiro na Alemanha, Berlin
O estudo da disciplina Etnomusicologia utiliza-se de bases teóricas e vai à campo. Para o trabalho de campo o grupo é subdividido em subgrupos para que possam escolher os temas que mais os inspiram, sons que estão aos seus arredores, nos seus universos de possibilidades. É no cotidiano que encontram muita cultura escondida, naquilo que lhes parecia comum, familiar e sem importância.
A idéia central é trazer um olhar contemporâneo sobre manifestações sonoras  que vivenciamos em nossas vidas, porém não ouvimos nas rádios. É preciso trazer uma consciência identitária para os músicos e não músicos deste nosso  grande e rico Brasil. Acordar o gigante é acordar o povo que desconhece o próprio país e as bases da cultura brasileira.
 Baseado em teóricos como Tiago de Oliveira Pinto, no tratamento da disciplina em si, e em Néstor Garcia Canclini, nos estudos de cultura em processo de  Globalização, a proposta é avaliar como a música contemporânea se vale de culturas mais fechadas e tradicionais para compor o cenário musical atual. Este estudo perpassa pelo processo de Globalização do mundo atual, em que a cultura predominante ainda é a do dominador, de quem tem mais poder e capital.
Afinado com a proposta transdisciplinar dos estudos culturais, Canclini afirma que não é mais suficiente valer-se só da sociologia, ou só da antropologia ou, ainda, só da comunicação, para entender o fenômeno avassalador da globalização. É preciso ir além dos saberes compartimentados, questionando antigas conclusões disciplinarmente isoladas  buscando, no tempero dos vários jeitos de olhar, outras respostas, ou melhor, outros questionamentos, como ele enfatiza na epígrafe do seu livro Diferentes, desiguales e desconectados (2004):
"Se não conheces a resposta, discute a pergunta", citando Clifford Geertz ( 2004:12).
Perguntas de Canclini para pensarmos:

·      O que nos faz comuns?
·      O que nos faz diferentes?
·      O que é ser latino- americano?
·      Globalização globaliza ou desglobaliza?
·      Identidades são essências ou processos?
·      Quais os paradoxos?
·      Que conflitos movem as culturas contra as culturas?
·       E os indivíduos contra os indivíduos? etc

Para Canclini, precisamos evoluir para pensar a diversidade globalizada não mais como multicultural - o antigo caldeirão de raças e etnias catalogadas meramente por sua diferença - mas como intercultural. E explica: 

“Interculturalidade remete à confrontação e ao entrelaçamento, ao que sucede quando os grupos entram em relações e intercâmbios". Multiculturalidade, diz ele, apenas " supõe a aceitação do heterogêneo; interculturalidade implica que os diferentes são o que são em relações de negociação, conflito e préstimos recíprocos" ( 2004:15).

Pressuposto prático:
·      Repensar e avaliar as manifestações musicais das etnias contemporâneas;
·      Buscar o estudo historiográfico, social, antropológico e suas manifestações musicais destas etnias;
·      Partir do presente, do que nos cerca, sons que ouvimos no cotidiano, na Metrópole

Neste proprósito, nosso grupo, no segundo semestre de 2011, realizou muitas discussões teóricas e trabalhos de campo. O resultado está nas  produções, vídeos e fotos de várias etnias e comunidades que vivem em São Paulo.
O blog da Faculdade de Música da FAC FITO logo estará no ar ao mesmo tempo que está sendo incorporado ao grupo LEPCOM,  ganhando um fôlego maior. Quero que todos os leitores usem e abusem dele, divulgando a música negligenciada pelas mídias, aquela que pulsa dentro de cada um de nós.
Quero agradecer a todos meus alunos do segundo semestre da Faculdade de Música da FAC FITO  que participaram das nossas dicussõs e práticas de campo.
Hoje, vou postar  o vídeo dos músicos e pesquisadores, alunos da FAC FITO, integrantes do nosso grupo de estudos:
Carlos Ramon P. Montagner, Danilo Nakayama, e Luiz Fernando:


Tema:  A música dentro da cultura inca.

Bom vídeo!!!!!



Kátia Peixoto é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Mestre em Cinema pela ECA - USP onde realizou pesquisas em cinema italiano principalmente em Federico Fellini nas manifestações teatrais, clowns e mambembe de alguns de seus filmes. Fotógrafa por 6 anos do Jornal Argumento. Formada em piano e dança pelo Conservatório musical Villa Lobos. Atualmente leciona no Curso Superior de de Música da FAC-FITO e na UNIP nos Cursos de Comunicação e é integrante do grupo Adriana Rodrigues de Dança Flamenca sob a direção de Antônio Benega.
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A volta dos que não foram






Black Sabbath



No último dia 11 de novembro, um dos principais assuntos na internet era a possibilidade daquela sexta-feira ser a última da história. Contudo, aquele dia ficaria marcado por uma notícia oriunda da área musical. A “bomba” era a volta da formação original do Black Sabbath. A notícia teve um impacto digno de “fim dos tempos”, visto que a banda é um dos grandes nomes sobreviventes dos loucos anos setenta e que ainda mantém viva a chama do gênero que criou: o heavy metal.
Se o mundo não chegava ao fim naquele dia, a trilha sonora para o apocalipse poderia ter sido criado pelo quarteto natural de Birmingham, na Inglaterra. É que Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Gezzer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) criaram em plena era do “flower Power” um estilo musical que traduzia toda a angústia da classe operária inglesa que estava muito longe do sonho psicodélico da juventude californiana.

Mais do que sua originalidade, o Black Sabbath se tornou eterno porque soube como nunca criar a mística de banda maldita que desagrada aos pais e hipnotiza os adolescentes com sua música. A rebeldia do grupo não é a mesma de 40 anos atrás, mas ao divulgarem seu segundo retorno com a formação original (o primeiro retorno ocorreu de 1997 com shows até o ano de 2005) e com a expectativa de uma turnê mundial e o lançamento de um novo disco, percebe-se que ainda há espaço para as lendas da música, ainda mais num mercado tão preso às fórmulas e produtos que apresentam tão pouca qualidade.

Se a banda manter os planos da volta, seu primeiro compromisso será no Download Festival – evento inglês que ficou no lugar do antigo Monsters of Rock. Portanto, são grandes as chances do público ganhar um novo disco da formação original produzido pelo mago Rick Rubin, um cara que redefiniu as carreiras de bandas como Slayer, Red Hot, Metallica, Johnny Cash, entre outros.


Black Sabbath na fase do disco Never Say Die (1978)


Nunca diga morrer

O último disco da banda com essa formação foi em 1978 e com o título Never Say Die, apresentava uma banda perdida em drogas pesadas, problemas de relacionamento e, principalmente, com direcionamento voltado a experimentalismos com jazz. Hoje, Never Say Die envelheceu como um bom vinho e é um dos melhores álbuns do grupo.

A coletiva de imprensa do grupo foi no lendário palco do Whisky a Go Go, em Los Angeles, e pela ansiedade dos presentes, o retorno aos palcos e ao tão esperado álbum, trará milhões de dólares para os cofres destes quatro ex-pobretões.

A volta do Black Sabbath é comemorada pela estiagem de bandas e artistas dos últimos anos. Certamente, o novo disco não será um divisor de águas como foi o primeiro elepê do grupo em 1970 que praticamente ignorou o lema “peace and Love” das paradas de sucesso. Essa contracorrente em plena contracultura criou um estilo que, por sua vez, possibilitou o surgimento de dezenas de outros subgêneros de rock pesado. Mais do que isso, o Sabbath é a resposta para todas as fórmulas programadas para se ter um sucesso. Uma banda que abordava em suas letras assuntos como magia negra, violência e alienação, sem nenhum músico com apelo junto ao público feminino e com uma produção musical hostilizada por centenas de críticos musicais, é a prova de que esses maltrapilhos da Birmingham industrial venceram e seguem como exemplo para todos àqueles que estejam à margem dos padrões vendidos como normais pelo sistema.

Desde o final dos anos 90, como tendência da indústria musical ou da própria necessidade de alimentar um público sedento por grandes bandas, diversas foram as turnês de reunião de formações clássicas ou de grupos que já tinham se aposentado. De Police a Mutantes, passando por Kiss e Iron Maiden, praticamente todos os grupos aclamados nos anos 60,70 e 80 voltaram para os palcos e os estúdios de gravação, alguns com mais êxito do que outros, mas todos com bons motivos financeiros para abrandarem seus egos e conviverem em “harmonia” por um tempo.

A entrevista coletiva que marcou o dia 11 de novembro de 2011



A volta do Sabbath certamente terá sua vez no Brasil em 2012. Só esperamos que a volta da banda não seja um sinal de que a tamanha mediocridade no cenário musical não confirme o final dos tempos em dezembro do ano que vem.
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