segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Experimenta agora

Prova desta fatia
Que nem é pão na boca das crianças
Ou que o diabo amassou
Como um doce escorregando na língua...
Prova dessa manteiga líquida
Na escassez desintegrada das vontades
Únicas
Um segredo de Esfinge desinteressada
A olhar o horizonte como o deserto verdadeiro
Do tempo dentro de cada microcosmos da areia...
Prova desta minha consternação decisiva
Com rastros de quem morreu de sede em toda curva


Adilson Achuy é jornalista e poeta. Pai e, em breve, avô. Nascido, criado e plantado em Santo André. Possui dois guardas-roupas cheinhos de poemas inéditos.
Estes foram garimpados e exclusivos para o ContemporArtes.
achuy@bol.com.br

6 comentários:

Anônimo disse...

Obrigado Adilson pela participação!

"Prova dessa consternação decisiva"

Que imagem!

Adorei!

Francisco

31 de agosto de 2009 11:57
Rodrigo Machado disse...

Muito bom o poema, simbólico, original e interessante.
Adoro bons poemas.
Parabéns ao autor.

31 de agosto de 2009 14:08
Gasparetto disse...

Notável articulação das palavras não poderia mesmo ficar presa em um guarda-roupas.

Belas palavras!

31 de agosto de 2009 17:56
Lice Soares disse...

Parabéns ao Adilson pelo poema e à Contempoartes
pelo espaço.

1 de setembro de 2009 08:57
Bruno R.Ramos disse...

Um poema único e com a dosagem certa da iornia.
Parabéns pela pela figuração poética e por ensinar verdades com o empréstimo do signo poético.

1 de setembro de 2009 10:17
Eduardo disse...

Belas palavras as tuas Adilson (vulgo Morto), notáveis incertas metáforas de uma alma gigante!

Lyr (Carlos).

3 de setembro de 2009 17:42

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