segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Segunda poética

Hoje, apresento a jovem Maria Lidia. 10 anos de uma meiguice contagiante. Ela, filha de Cléo Mattos, cronista deste blog, acompanha a mãe em todos os módulos do curso de Oralidades, ministrado pela Prof.Drª Ana Maria Dietrich a quase um ano, na Casa da Palavra, em Santo André. Quando digo acompanha, digo também, participa das oficinas de criação com anotações, perguntas e entrega pontualmente seus exercícios de pesquisa e criação( sempre a primeira). Foi no primeiro módulo que as conheci - mãe e filha.Claro, que foi inevitável me apaixonar por elas. Quando soube da história mágica que envolvia o nascimento da Maria Lidia,ai então, não resisti: fiz um poema(confiram logo abaixo) e para fazer justiça, publico um poema feito por Maria Lidia. Ah! esqueci, a danadinha escreve e canta e tem como objetivo de vida profissional a Literatura e a Música. Tenho certeza que, num futuro próximo, vamos aplaudí-la !




Marias Lídias
Duas mulheres que libertam os horizontes

, em música

, que atravessa

, todos os tempos


Em horas que separam os séculos

& poesia que une os inícios


Duas mulheres de mesma data

& diferente calendário

Se completam na mesma raça

& desdobram o mistério


Uma desce do telhado do passado

& a outra a recebe na sinfonia do presente


Duas mulheres alimentadas por solfejos

& que habitam semelhantes desejos

A bisavó salta da história

, ao piano

, no canto da memória

, no silêncio das notas


& sob cúmplices olhares

Acompanha ao desabrochar

De outra sonora geração



Duas mulheres que assinam o mesmo nome

& flutuam na mesma canção

são um poema

& nova constelação


BRAVO!


Rosana Banharoli

Maio/2009




SENTIMENTOS

Com muito esforço, muito suor,

Cheguei até aqui,....

Mas, por favor, não vá roubar isso de mim

Me, dê o meu momento,

Eu quero acreditar, que nada mais vai entrar no meu caminho,

Sem obstáculo nessa vida difícil.

Sem você, sem mim,

Sem ninguém.

Só Deus e o Destino.

Estou me afogando nessas minhas lágrimas

Já estou cansada dessa palhaçada

Eu quero viver uma vida sem muitos..

E, difíceis obstáculos

Quero curtir está tal felicidade...

Essa dor que me mata

Cada lágrima derramada

È uma humilhação passada..... Ou, tanto faz

Ninguém se importa com isso

Nesse mundo consumista e hipócrita

Eles só pensam em dinheiro

E, se esquecem dos sentimentos

Quero que tudo seja um sonho

E que minha vida não fosse assim....

Mas é como se eu acordasse

Dentro de um pesadelo sem fim

Nada dá certo pra mim, mas eu não queria

Que fosse assim

Queria minha vida como um conto de fadas

Onde o final feliz durasse para sempre

È, para todo o sempre.


Maria Lídia 24/01/09



Rosana Banharoli é jornalista  e coordenadora do blog e escreve poemas, ou tenta.


3 comentários:

Anônimo disse...

queridas rosana e maria lídia,
amei seus poemas no começo do dia. Me emocionei com tal talento e sensibilidade de ambas...Vão em frente... vcs. contribuem mto para o progresso cultural do país.
Parabéns...
abraços
Ositha

14 de dezembro de 2009 12:33
Anônimo disse...

Cléo, Maria Lídia e Rosana
Parabéns por essa decicação,e que vocês continuem sempre resgatando a nossa poesia que há muito tempo vem sendo esquecida!
Muito lindas as poesias criadas por vocês.

Abraços,
Bruna

14 de dezembro de 2009 13:31
Cícero Barbosa disse...

muito bacana!!!
mais versos, por favor!


beijos,
Cícero.

14 de dezembro de 2009 15:25

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