sábado, 28 de agosto de 2010

As Novas Tecnologias da Informação e Comunicação



Hoje com a rapidez com que a tecnologia vem avançando nos perguntamos até onde podemos humanamente acompanhar tais eventos?

Podemos dizer que não saber como utilizar um determinado aparelho eletrônico hoje, já não é mais sinônimo de ser velho e sim uma coisa comum a todos nós já que as novas tecnologias evoluem a um piscar de olhos.

Com tanta novidade, só nos resta saber onde fica o contato humano? O olho no olho que não tem sido comum se ver, a não ser pela lente de uma câmera digital ou uma webcan, as amizades (um caso a parte) costumam ser totalmente virtuais, onde pessoas se encontram pela internet por afinidades, e a partir daí confidências são trocadas até que acabam virando “amigos de infância”, alguns já aderiram ao relacionamento a distância que também evolui na mesma rapidez das amizades, o amor que flui, corações que se encontram e por ai vai...

Complicado, mas nem tanto! É claro que não podemos deixar de admitir que as novas tecnologias também aproximam pessoas, algo um tanto paradoxal, mas ainda assim real. Imaginem então como seria a vida dos casais apaixonados, que por motivos diversos como trabalho, estudo e outros, têm de ficarem longe um do outro? Ou ainda de grandes amigos que também por motivos diversos tiveram que se afastar? Se não existissem celular, internet, e outros recursos mais tudo ficaria mais difícil.

Nesses casos citados, nas empresas, no comércio, na imprensa e etc, as novas tecnologias aproximam, facilita e torna muito mais rápido e fácil o contato entre pessoas distantes. Se as novas tecnologias não existissem, seria mais ou menos como no tempo da carta, onde levaríamos quase uma semana para receber uma resposta, mandar notícias, ou seja, tudo seria mais lento em nossas vidas e nem sempre conseguiríamos obter o sucesso que conseguimos hoje em nosso trabalho e vida pessoal sem essa facilidade.

Philippe Perrenoud, em seu livro Escola e Cidadania, cita as desigualdades reais diante do mundo virtual da internet (Ciberdemocratização), o que as NTICs (Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação) representam na sociedade atual, como a escola tem lidado com as diferenças entre alunos e reagido diante desse novo modelo, já que ela tem um papel que teoricamente seria o de nivelamento entre esses.

A invenção da impressa segundo o autor, mudou nossa relação com o mundo e mais tarde o telefone, o rádio, a multimídia, a televisão, as redes mundiais, a realidade virtual e o conjunto de ferramentas informáticas e telemáticas vieram transformar nosso cotidiano. Por isso para Perrenoud, na atualidade há uma grande quantidade de informações que pouco são absorvidas. Ora se está falando de um terremoto, ora já se esqueceu deste e de suas vítimas e já estamos falando do escândalo do mensalão.

O mundo muda e vários tipos de recursos intelectuais e materiais, de que necessitamos para viver, realizar nossos projetos e sonhos renovam-se no ritmo das mudanças tecnológicas. Essas coisas fazem parte de toda nossa sociedade, do nosso cotidiano e muitas vezes não nos damos conta desses detalhes e como influenciam direta e indiretamente em nossas vidas.

Ora ela nos faz bem com sua facilidade, rapidez, ora ela nos causa problemas sérios na sociedade como o distanciamento das pessoas que só vivem naquele mundo virtual e esquecem do benefício, apenas vivenciam eles mas de um modo tão exagerado que acabam fazendo mal para si e para os outros.

Fonte: PHERRENOUD, Ph. Escola e Cidadania. Porto Alegre: Artmed Editora.(2001)



Iohanna Silveira, estudante de História na Universidade Severino Sombra de Vassouras e editora-assistente da Contemporâneos – Revista de Artes e Humanidades. Natural de Paraíba do Sul – RJ.

Edição do texto: Ana Paula Nunes

1 comentários:

miguel disse...

O "Amor líquido" que nos trás o sociólogo Baumann, as relações e pessoas como produtos a ser consumidos num showroon social, imagético, também passíveis de ser descartáveis assim como todos outros objetos da trama pós-moderna... Sites de relacionamento que nos lembram vitrines virtuais, com pessoas a promover seu marketing pessoal, o valor de sua felicidade em fotos e frases, tudo isso aproxima ainda mais as relações humanas àquelas que são as relações do mercado: produtos, trocas, vendas, substituição... Tempos engraçados estes...
Parabéns pelo artigo Io,tema muito pertinente. Quero ler os próximos!!

24 de outubro de 2010 23:09

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