domingo, 11 de dezembro de 2011

Guerra



Guerra

Nos caminhos da vida e das desilusões
Penso sempre em D. Quixote e em seu mundo imaginário
Que homem feliz! Lutou por seus princípios
não se subjugou, não morreu para os sonhos, percebeu
a mesquinhez dos homens e lutou por sua liberdade de pensar
Quando penso na guerra e nos mortos por decisões imbecis
equivocadas e repentinas
Me pergunto como o homem que se vangloria tanto do seu
lado racional pode guerrear? Aonde foram as palavras,
o poder de persuasão, os argumentos e
o desejo de mostrar a superioridade humana?
Tudo caiu por terra nessa selva de interesses
Se há a necessidade de armas para conseguir mostrar o poder
Que mundo racional é esse? que matou as palavras, os versos, os discursos e a dialética.
O vitorioso de uma guerra estúpida é um imbecil confesso
que não sabe construir não sabe mandar. É o rei do vazio
que conseguiu pelas mortes de sua barbárie
O que vale ser rei em um reinado construído sobre pilares
frágeis com alicerces amalgamados pela força bruta, animal e
pelo abandono da complexidade humana.
Oh! poetas Oh! filósofos Oh! artistas E tantos outros pensadores!
 As suas bases é que constroem um reinado justo e
que destroem a imbecilidade da força
Quando o sr. ou srs. da guerra se olharem no espelho para se vangloriarem
de seus poderes verão refletido no espelho não
o semblante de um D. Quixote sonhador mas a face de um tirano, destruidor
desprovido de razão e emoção e que nem de longe se parece
aos animais!




Heloisa Helena da Fonseca Carneiro Leão é doutora em Ciências Sociais e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP. Pós-graduada em Historia da Arte pela FAAPSP e em Arte e Tecnologia pelo Centro Universitário Belas Artes SP. Bacharel em pintura pelo Centro Universitário Belas Artes SP. Licenciada em Artes Plásticas pela Faculdade Paulista de Arte SP. Professora da Faculdade Paulista de Arte de SP. Pesquisadora da PUCSP nos grupos de estudo: Núcleo de Estudos da Complexidade – Complexus, Leituras Básicas de Peirce CIEP - Centro Internacional de Estudos Peirceanos - PUC-SP
e-mail heloisaleao@globo.com

A Contemporartes agradece a publicação e avisa que seu espaço continua aberto para produções artísticas de seus leitores.

1 comentários:

CENEART disse...

Querida, que linda poesia que questiona a capacidade humana de ser imbecil e destrutivo em nome do poder. O poder que corrompe e mata sem pena nem dó. A morte de uma nação, de um povo, dos ideais.... tudo perde em uma guerra, nada e ninguém podem vencer em tamanha estupidez. Beijos,

Katia

13 de dezembro de 2011 17:01

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