quarta-feira, 25 de julho de 2012

Lançamentos nr. 10 da Contemporâneos e Nazismo Tropical

 
Nos próximos dias acontecerão dois lançamentos muito esperados por esse grupo Lepcon - Laboratório de Estudos de Pesquisas da Contemporaneidade: o nr. 10 da Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades, que completa com ele seu 5o. aniversário e traz o dossiê Minorias e suas representações 2 e a obra Nazismo Tropical? O Partido Nazista no Brasil, de minha autoria.


O primeiro acontecerá no IV Encontro Internacional sobre a diversidade sexual e gênero da ABEH, que acontecerá nos dias 1 a 3 no Instituto de Humanidades, Artes e Ciências / UFBA - Salvador - BA. Nesse mesmo encontro, os participantes do Lepcon se encontrarão para fazer uma discussão sobre as próximas linhas de atuação do laboratório. Estarão presentes Tatyane Estrela, colunista da Contemporartes e os membros do conselho consultivo Marcia Regina Carneiro e Andrea Paula dos Santos, além mim, coordenadora do Lepcon e de Djalma Thürler, organizador do evento. 
Além do lançamento e da reunião, os integrantes do Lepcon participarão de uma mesa coordenadora Mulheres, à direita da Direita e de uma Mostra Artística.






O segundo, o lançamento do livro Nazismo Tropical, acontecerá na 22a. Bienal Internacional do Livro, no dia 11 de agosto, às 20h, no Estande da Delicatta Editora. A bienal acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi.


























Confira abaixo o resumo das duas obras:

A proposta do décimo número da Contemporâneos – Revista de Artes e Humanidades surgiu das proveitosas discussões realizadas no I Seminário Nacional da LEPCON (Laboratório de Estudos e Pesquisas da Contemporaneidade). O evento aconteceu no Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora, nos dias 17 e 18 de novembro de 2011, e teve como abordagem principal as MINORIAS E SUAS REPRESENTAÇÕES, tema recorrente dos estudos do Laboratório de Estudos da Contemporaneidade/UFABC – grupo de pesquisa do CNPQ.
            O seminário foi composto por duas mesas redondas, uma com a temática memória e outra sobre diversidade, houve também cinco minicursos com diferentes abordagens: militância estudantil, criminalidade, Sartre, FEB e homoerotismo. Além disso, os simpósios temáticos abarcaram questões da contemporaneidade por meio de diferentes áreas do saber como a sociologia, a educação, o direito, a literatura entre outras. Quanto ao grande tema: minorias, foram feitas diversas relações com a inclusão, guerras, movimentos sociais, diversidade sexual, imprensa, mestiçagem, patrimônio material e imaterial, identidades e gênero, que contribuíram de forma considerável para o sucesso do evento e riqueza das discussões. Nessa edição o leitor vai encontrar oito artigos agrupados no dossiê, três artigos independentes, duas entrevistas e uma resenha.
      Estão presentes os temas: cinema e minorias, cultura popular (benzedeiras), literatura e personagens femininas, África e personagens femininas, Comuna de Paris, Teatro, Revistas de Homoafetividade. Leia Mais




Resumo: Ancorada em pesquisa nos arquivos alemães, em Nazismo Tropical,  Ana Maria Dietrich escreve um capítulo inédito na historiografia brasileira ao analisar os dez anos da história do Partido Nazista no Brasil e suas controversas relações com o governo de Vargas e de Hitler. Chama a atenção o fato de o partido nazista no Brasil ter sido o maior grupo partidário fora da Alemanha com 2900 integrantes, funcionando em nada menos que 17 estados brasileiros de Norte a Sul do país. Ligado à matriz em Berlim, o partido fazia parte de uma rede do movimento nazista no exterior de 83 países. Bem estruturado, desenvolvia suas atividades por várias organizações: a Juventude Hitlerista, a Frente de Trabalho Alemã, Associação de Mulheres e a Associação dos Professores. A historiadora cria um novo conceito para a transplantação do movimento hitlerista na Lusamérica, tal qual fez Gilbeto Freyre com sua “tropicologia” , que ela chama de tropicalização do nazismo. Aqui, na visão do partido, não apenas os judeus seriam adversários da “raça” alemã, mas também negros e mestiços. Portadores de um racismo ostensivo, até mesmo o casamento entre partidários e brasileiras era indesejável aos integrantes, bem como – consequência natural – a presença de negros e mestiços, filhos de alemães, entre os membros locais da Juventude Hitlerista. “Jeitinho brasileiro” entre nazistas?


A autora: 
ANA MARIA DIETRICH
É doutora em História Social pela USP,pós-doutora em Sociologia pela UNICAMP e professora adjunta do Bacharelado de Ciências e Humanidades da UFABC. Foi pesquisadora convidada do Centro de Estudos de Antissemitismo da Universidade Técnica de Berlim entre 2003 e 2004 quando desenvolveu doutorado em caráter sanduíchecom apoio da CAPES/CNPQ/DAAD. Autora dos livros Caça às Suásticas (IMESP, 2007) e Imagens de São Paulo (FPHESP, 2002), além de vários artigos em congressos nacionais e internacionais. Pesquisa o tema Nazismo no Brasil há 16 anos, atualmente enfocando as relações entre memória e trauma relacionados à Segunda Guerra Mundial. Coordena o grupo de pesquisa do CNPQ Laboratório de Estudos e Pesquisas da Contemporaneidade – Lepcon, com mais de 30 pesquisadores em todo o Brasil.

1 comentários:

CENEART disse...

Parabéns Ana querida pelo lançamento do livro, estarei lá com toda certeza. Mil beijos. Katia P.

27 de julho de 2012 10:32

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