segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mulher, escrita e sociedade




Vivendo em uma sociedade fundamentada no patriarcado, as mulheres tornaram-se por ser o Segundo Sexo, sujeitas da insignificância social. A submissão do gênero “frágil” ainda é um conflito latente, que se torna omisso através dos diversos meios de comunicações que aludem que mulheres possuem igualdade de direitos em relação aos homens. Direitos, muitos foram conquistados, todavia, esse embate se firma a cada dia, sendo pauta primordial das manifestações feministas - através da luta política – conquistar o espaço da mulher na sociedade.

 A mulher deve ser a protagonista de sua história, cabe a ela requerer seu espaço na sociedade desconstruindo essa ideia que perpassa gerações de que o homem é o sujeito único da história. Para tanto, deve se apossar da escrita a qual lhe foi negada durante séculos e reescrever uma nova história. Uma história de mulheres, escrita por mulheres. Ou ao menos, que desde então mulheres adentrem mais a esse espaço que é o da escrita a fim de recontar sua própria história. Só assim ter-se-á a verdadeira libertação feminina – e também as mudanças em suas condições materiais.

No entanto, há impasses no que se refere à tomada de poder da mulher enquanto produtora do conhecimento tendo em vista que as mulheres não possuem na maioria das vezes condições materiais, que garantam sua subsistência, sendo esse fator condicionante para as decisões tomadas. Assim, a esfera das condições materiais está intrinsecamente ligada à esfera da produção do conhecimento/ ou intelectual. Então fica posto, que para se produzir é preciso condições necessárias, condições essas que as mulheres não partilham das mesmas que os homens, tendo por panorama que tal atora/agente social além de não possuir condições materiais como, por exemplo, autonomia financeira necessária, também está condicionada aos papeis de gênero o que as distancia de terem um espaço, um tempo, “um momento todo seu”. Devemos questionar as hierarquias de poder, até por que o saber se cria através do questionamento. A mulher tem que reconhecer sua subjugação; incomodar-se com as condições de existência imposta. Só assim, se terá a construção de um projeto de consciência coletiva que fasear a mulher ser protagonista frente ao seu tempo.




Taysa Silva Santos é graduanda do Curso de Serviço Social da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB. Integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas Gênero, Raça e Etnia e também do Grupo de Pesquisa NATUSS, Natureza, Trabalho, Ser Social e Serviço Social da mesma universidade.


A Contemporartes agradece a publicação e avisa que seu espaço continua aberto para produções artísticas de seus leitores.

1 comentários:

Taysa Santos disse...

Este texto também foi publicado na Revista Café com Sociologia com algumas reformulações.

15 de agosto de 2013 14:52

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