domingo, 20 de novembro de 2016

O bom da era digital.




Ganhei um Kindle de aniversário. Achei sensacional uma tecnologia pra leitura de livros de verdade - qualquer um que se queira e quantos se quiser. Porque a tecnologia tem que servir pra isso mesmo, pra gente se informar melhor sobre o que verdadeiramente importa, carregar pouco peso e ter acessos facilitados como nunca se viu.
É claro que o livro em papel sempre terá seu charme. Assim como escrever à mão imprime à escrita um passo mais brando e uma reflexão única, o livro em papel é uma coisa física, algo que se pode apalpar, cheirar, mover. Mas também é verdade que ocupa muito espaço na casa de um bom leitor, e apesar de não ser uma decoração ruim (acho lindo estantes e pilhas de livros) e ser uma recordação interessante, principalmente se você lida com ele (eu, a despeito do protesto destemperado da maioria dos escritores, dobro a pontinha da folha da parte que me interessa), com marcações, dedicatória ou o que for, isso acaba sendo pouco diante do fato de que, em desuso, é um objeto a mais pra juntar poeira (ao que sou totalmente contrária, acho que livro tem que estar na ativa, ser trocado, emprestado, circulando).
O mesmo não acontece com o livro virtual, você pode ter muitos mais do que os teria físicos e não precisa de prateleira nenhuma mais para acomodá-los. Além do que (o que achei maravilhoso), pode fazer destaques e ter acesso imediato a dicionários, inclusive quando estiver lendo uma obra em outra língua, sem trabalho de parar, abrir o dicionário e consultar o vocábulo. Tudo muito rápido, muito moderno, num plim.
Pra quem faz trabalhos então, esplêndido. Pode-se consultar, após ler a obra e fazer os destaques, apenas as notas, e isso facilita demais hem?!.... Dá pra ler a obra sossegado, sem prejuízo de entendimento pra ficar anotando as passagens que irá utilizar e copiar apenas depois, com tudo separadinho lá no livro digital. Fiquei apaixonada.
Penso que ler os livros que se quer ler também ficou bem mais fácil. Afinal, não é sempre que a gente encontra na livraria aquela obra clássica, menos comercial. 
Por tudo isso, penso que por aí é o futuro sabe. Aplicar essas tecnologias a favor do conhecimento, do progresso do ser e da humanidade, e não para investigar a vida alheia ou expor nossas mentiras pessoais, de como somos inevitavelmente invejáveis  e felizes.
Neste passo, fiquei gratamente surpresa em encontrar um aplicativo chamado audio livros, acho que da Google. Pra quem tem memória auditiva, como eu, isso é inexplicavelmente gratificante. Pena que ainda não encontrei esses áudios com matéria de direito que não pareçam lidos por uma máquina (acho que é preciso ouvir as obras e histórias o mais próximo possível de uma conversar informal ou uma aula presencial, e isso ainda está a caminho, pelo menos na área do Direito -- a minha).
Outra coisa que me surpreendeu e alegrou, foi encontrar aplicativos para aprendizado de línguas! Bom gastar os minutos vazios com uma passada no Babel, por exemplo, em vez de perder minutos importantes (que se transformam em horas, e depois em dias), na rede social. Aprender alguma coisa nos intervalos de folga, pra variar.
Enfim, voltando ao assunto dos livros digitais, eu penso que não será o fim dos livros convencionais, mas estes precisarão ser mais caprichados e trazer mais que apenas a história para ir para casa do leitor do futuro. 
Acho que os livros em papel serão como uma relíquia, uma obra que a gente gosta muito e quer "ostentar" na prateleira da sala, quer obter um autógrafo do autor, ver notas de rodapé, ilustrações ou fotos.
Mas o bom desse tal de livro digital é que aumenta (e bem) as chances de nos tornarmos mais  e melhores leitores. Viva a tecnologia!


se os livros vivos, com sequelas do contato de quem os leu, me encantam, é por causa deste filme.




Larissa Germano é autora de "Cinzas e Cheiros", e escreve nos blogs Palavras Apenas (naoapenaspalavras.blogspot.com) e Nunca Te Vi Sempre Te Amei (cafehparis.blogspot.com), tem perfil no Facebook e no Twitter e a página Lári Prosa e Trova no Facebook. É também compositora intuitiva e tem perfil no Sound Cloud e Youtube.



2 comentários:

Marcos Liotti disse...

O bom desenvolvimento da comunicação... Gostei.

21 de novembro de 2016 07:16
Lari Germano disse...

Oba! faz tempo que você não comentava ... gostei!

21 de novembro de 2016 13:29

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