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A desigualdade e a previdência social



Muitas pessoas estão insatisfeitas com toda crise que assola o país. Corrupção na política. Educação, saúde, transporte e segurança pública precárias. Criminalidade e violência só aumenta, e a justiça falha. 

Embora o Brasil seja um país rico em recursos naturais e com um PIB (Produto Interno Bruto) classificado entre os 10 melhores do mundo, existe uma péssima distribuição de seus recursos entre a população. Com isso, pode-se considerar uma nação de extrema desigualdade social. 

Para medir a desigualdade social é utilizado o índice (ou coeficiente) de Gini, que apresenta dados de 0 (que corresponde a completa igualdade entre as rendas) a 1 (completa desigualdade). Ou seja, quanto mais próximo está do número 1 mais desigual é a distribuição de renda e riqueza, e quanto mais próximo está do 0 mais igualitário será. Assim, quando falamos que um país sofre com a desigualdade social, quer dizer que são poucas pessoas que detêm a maior parte da renda e a maioria da população pouco ou nada têm.


O país está entre os piores nos dados em nível mundial:

CIA Factbook, 24/12/2013.
Segundo os indicadores nacionais, na cronologia de mais ou menos cinquenta anos, pode-se considerar que houve uma melhoria significativa no país em relação à distribuição de renda e riqueza, principalmente, após o período ditatorial.



Apesar de notarmos uma melhoria na distribuição de renda e de riquezas, ainda estamos aquém da igualdade de condições de vida. Isso faz com que muitas pessoas precisem de ajuda do governo, sobretudo, com assistência à saúde e outros programas sociais como bolsa família, segurança e educação. E esta ajuda não é nada mais, nem nada menos que um direito! Oras contribuímos com impostos e não é pouco.

Desigualdade no Brasil e em suas grandes regiões.

Contudo, quando analisa-se o país de forma macro, no geral, as particularidades são esquecidas ou não são evidenciadas. Por outro lado, quando é feita uma apuração minuciosa acerca da mortalidade nos municípios ou nos bairros, verifica-se que há discrepância dentro das grandes regiões. Nota-se que, sobretudo, nas áreas periféricas e de pouca infraestrutura, a estimativa de vida é bem pequena.

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Em meio a esta conjuntura brasileira que foi e permanece, muito injusta, débil e desigual, temos um assunto recorrente e de suma importância, principalmente, para aquelas pessoas que mais precisam de ajuda: A reforma na previdência social. 


Comissões de direito previdenciário de todo o país em conjunto com outras dezenas de representantes de categorias profissionais, elaboraram uma carta aberta contra a reforma da Previdência apontando abusos na proposta do governo, por estar fundamentada em premissas erradas e conter vários abusos contra os direitos sociais, como a dificuldade ao acesso a aposentadoria e outros benefícios para a população que contribuiu com o sistema da previdência.


O rombo da Previdência é um tema constantemente abordado pela mídia e considerado um dos grandes problemas das contas públicas do país. Fonte: Metalúrgicos Erechin
Segundo argumentos apresentados na carta esse rombo deficitário na Previdência não existe, pois a Previdência está, segundo a Constituição inserida no sistema de Seguridade Social e ela “tem sido, ao longo dos anos, altamente superavitário em dezenas de bilhões de reais”.
Seguridade Social. Fonte: Caros Amigos

Nesta carta, também é feita uma exigência ao governo federal para a divulgação transparente das receitas da Seguridade Social, “computando todas as fontes de financiamento previstas no artigo 195 da Constituição Federal, mostrando ainda o impacto anual da DRU, as renúncias fiscais que têm sido concedidas, a desoneração da folha de salários e os créditos tributários previdenciários que não estão sendo cobrados”.

Segundo o deputado do PPS, relator da previdência, a reforma pretende igualdade. Mas, a pergunta que fica é: 

Se toda estrutura relacionada riqueza, raça e gênero permanecesse extremamente desigual, como podem justificar a mesma medida para todas pessoas? 

Contrapondo o ditado popular, a reforma na previdência teria a mesma medida para pesos diferentes e , assim, continuará não havendo igualdade na extrema desigualdade social brasileira.

Ordem e progresso? Artistas: Os Gêmeos


Pawel Kuczynski

Fontes consultadas em Março/2017:











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Audiovisual como recurso pedagógico: Ilha das Flores




Apesar do tempo corrido para trabalhar o conteúdo previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de forma que gere uma grande assimilação do mesmo, um dos recursos que mais gosto de trabalhar na escola é o audiovisual. 

Este bimestre trabalhei com algumas séries e salas o documentário de curta-metragem, intitulado Ilha das Flores, de Jorge Furtado:

 



O encerramento do vídeo para a turma do 3º termo da EJA foi acompanhada de aplausos. Depois da exibição, fizemos uma roda de conversa e, em maioria, puderam observar a existência de diferentes classes sociais. Pedi para eles fazerem uma reflexão sobre filme+debate e escreverem suas observações. 

Essa charge é resultado da Oficina EDUHQ e trata da desigualdade social.
Fonte: http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/6/lixo.jpg

Giovanna Gama (3º C, Ensino Médio) percebeu que de um lado a situação era estável: do agricultor e da dona de casa que vai as compras, depois faz a seu próprio molho a partir dos tomates que veio do campo; do outro o filme mostra as pessoas que vivem precariamente, em situação desumana sobrevivem consumindo restos de comidas encontrados no lixão localizado em Porto Alegre. 

O aluno Fábio (3º Termo) relatou que primeiro sentiu uma vontade de rir, depois ele pensou melhor e percebeu que o vídeo passava uma mensagem muito importante. Comenta sobre como o diretor conseguiu mostrar o funcionamento da sociedade através do percurso do tomate (plantio-mercado-consumo-lixo-consumo). Dá maior enfâse ao falar da Ilha das Flores e concluí que aquilo que as vezes não tem valor para uns, para outras pessoas tem muito.  

Érica Alves (2º C) comentou que na Ilha das Flores há poucas flores e muito lixo. Diz ter aprendido uma lição com o documentário, pois reclamamos e disperdiçamos muitas coisas que ainda são úteis para muita gente, assim trata a respeito das pessoas pobres, que para sobreviver consomem o resto de tudo e de todos.

Thamires Elias da Silva (3º C) em sua redação aprofunda mais a reflexão ao explicar que todo o lixo da cidade é jogado na Ilha das Flores e que lá residem famílias muito pobres. Quando o criador de porcos compra as verduras do lixo que foi jogado pelas pessoas da cidade, ele e seus ajudantes seraparam o que o porco podem consumir, ou seja, o que está em melhor estado. Depois disso, com o que sobra do lixo as famílias podem pegar para se alimentar, sendo que cada pessoa tem alguns minutos para pegar e assim pega o que consegue. Conclui que é uma realidade triste e que as autoridades fingem não enxergar, as pessoas ricas ignoram esta situação e a mídia cruza os braços.

No geral, todas as atividades tiveram um tom voltado a reflexão a respeito da desigualdade social existente mesmo com a capacidade do ser humano de pensar. Por outro lado, tiveram aqueles sujeitos que não tem o costume de pensar e escrever, que copiaram da internet seus trabalhos, porém vou trabalhar para tentar melhorar isso (se eles quiserem)...   

E quem ainda não assistiu, aproveite para ver, refletir e, sobretudo, lutar para transformar esta situação onde o rico cada vez fica mais rico, e o pobre...come lixo.


Soraia Oliveira Costa, mestra em História da Ciência pela UFABC e graduada em Ciênciais Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Professora de Sociologia e Filosofia na Educação Básica e na Educação de Jovens e Adultos no Estado de São Paulo.  Tutora em Educação de Direitos Humanos, UFABC/UAB. Trabalha também com audiovisual desde meados de 2007. Produtora do documentário "Transformação sensível, neblina sobre trilhos", que trata da história vila de Paranapiacaba, feito com incentivo do MEC/SESu, UFABC e FSA. Nas horas vagas estuda música, toca acordeon e joga futebol.
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VI FEIRA ANARQUISTA DE SÃO PAULO


A VI Feira Anarquista de São Paulo, organizada pela Biblioteca Terra Livro será no dia 15/11/2015 das 10h às 20h no Espaço Cultural Tendal da Lapa, Rua Constança, 72 com a entrada gratuita. 

Segundo divulgação, tem como objetivo realizar um encontro de anarquistas e simpatizantes. Com a mostra e venda de livros, jornais e outros materiais de cunho libertário do país e do mundo. Contará também com palestras, debates e outras atividades culturais. 

Fonte: https://feiranarquistasp.wordpress.com/


"PROGRAMAÇÃO DA VI FEIRA ANARQUISTA DE SÃO PAULO (2015).
Para mais informações entre em contato: feiraanarquista@gmail.com
10h00 – Início da Feira Anarquista de São Paulo 2015
10h00 – Filme: Casa da Lagartixa Preta “Malagueña Salerosa”: 10 Anos de Experiências Anarquistas (70 min)
10h00 – Jogo: Jogo da Memória do Muralismo Libertário e outras brincadeiras(Espaço Adelino de Pinho)
10h30 – Oficina: Aproximações entre anarquismo e improvisação musical livre – Stênio Biazon
10h30 – Debate: Futebol Libertário – Rosanegra Ação Direta e Futebol (São Paulo/SP)
10h30 – Debate: As lutas e experiências do Coletivo Autonomo dos Trabalhadores Sociais/CATSo (São Paulo/SP)
11h00 – Oficina: Oficina de Encadernação – Imprensa Marginal (São Paulo/SP)
11h00 – Oficina: Oficina de minitransmissor de rádio FM – Coletivo Bagu.io (São Paulo/SP)
11h30 – Filme: Índios Munduruku: Tecendo a Resistência (25 min) +Mundurukânia: na beira da história (46 min)
12h00 – Debate: 150 anos da morte de Proudhon: Federalismo, Autogestão e Educação – IEL – Instituto de Estudos Libertários
12h00 – Debate: “Romancero de Mujeres Libres” de Lucía Sánchez Saornil – Thiago Lemos (Patos de Minas/MG)
12h00 – Jogo: Partilha do Tesouro (Espaço Adelino de Pinho)
12h30 – Jogo: Quebra-cabeça das Mulheres Livres (Espaço Adelino de Pinho)
13h00 – Oficina: Instalação de meio de comunicação seguro para celular –Observatório da Privacidade e Vigilância
13h30 – Debate: Anarquismo e Questão Indígena – Ativismo ABC (Santo André/SP)
13h30 – Filme / Debate: Comitê contra o genocídio da Juventude Negra do Grajaú(São Paulo/SP)
14h00 – Oficina: Encadernação para e com crianças – Biblioteca Terra Livre (São Paulo/SP) (Espaço Adelino de Pinho)
15h00 – Oficina: Midiativismo libertário – RIA – Rede de Informações Anarquistas (Rio de Janeiro/RJ)
15h00 – Debate: A Greve dos Professores na Perspectiva Autônoma e Anarquista– Professores que participaram da greve em São Paulo e Curitiba
15h00 – Debate: Lançamento do livro “Anarquismo e a Revolução Negra” de Lorenzo Kom’boa Ervin – Coletivo Editorial Sunguilar (Rio de Janeiro/RJ)
15h00 – Debate: Maternidade e Militância (Espaço Adelino de Pinho)
15h00 – Filme: Curtas para Crianças e Adultos
16h00 – Oficina: Stencil para crianças com seus adultos (traga sua camiseta!) (Espaço Adelino de Pinho)
16h00 – Oficina: Oficina de minitransmissor de rádio FM – Coletivo Bagu.io (São Paulo/SP)
16h00 – Filme: Jaime Cubero – Centro de Cultura Social (São Paulo/SP)
16h30 – Teatro: Emma Goldman, uma vida libertária – Cibele Troyano / Debate:Emma Goldman e amor livre – uma aproximação com a atualidade? – Biblioteca Terra Livre (São Paulo/SP)
16h30 – Debate: Governo Progressista de Pepe Mujica no Uruguay: entre sapos e cobras – Ateneo Heber Nieto (Montevidéu/Uruguay)
16h30 – Debate: Pedagogia libertária e educação popular em cursinhos pré-universitários – Cursinho Livre da Lapa, Acepusp e Frente de Cursinhos Populares (São Paulo/SP)
18h00 – Debate: O Protagonismo Feminino na Revolução Social Curda em Rojava – Anelise Csapo (São Paulo/SP)
18h00 – Debate: Pensando o Anarquismo hoje, lançamento do livro “101 definiciones del Anarquismo” – Grupo Gómez Rojas (Santiago/Chile)
18h00 – Filme: Golpe por Golpe (85 min)
18h00 – Limpeza e organização do Espaço Adelino de Pinho
18h30 – Oficina: Jongo Preta Bandêra (Santo André/SP)
20h00 – Encerramento da VI Feira Anarquista de São Paulo
ESPAÇO ADELINO DE PINHO
O espaço Adelino de Pinho é destinado às crianças de diferentes idades que estarão com suas mães, pais ou responsáveis na Feira Anarquista. Esta é uma proposta do Laboratório de Educação Anarquista (LEA).
Ao longo de todo o dia:
– DÁDIVA
Espaço da dádiva e material anticonsumo (Fenikso Nigra e Barricada Libertária, Campinas/SP)
– EXPOSIÇÕES
* Lembramos que é importante levar sua garrafa ou copo de água pois o Tendal da Lapa não possui bebedouros, somente filtros de água. E devido ao rodízio de água promovido pela Sabesp o espaço pode ficar sem água no final do dia, por isso, programe-se!

Grupos, coletivos, editoras e publicações anarquistas interessadas em participar e, ou, expor seus materiais pessoalmente entrem em contato pelo e-mail feiraanarquista@gmail.com
Se você não puder comparecer, há maneiras de se envolver com a Feira:
* Grupos e coletivos: podem enviar panfletos e, ou, painéis com informações sobre suas atividades para exposição das práticas anarquistas no mundo ou então enviar um video explicando o projeto que desenvolvem e o histórico do grupo.
* Editoras e publicações anarquistas: podem enviar seus materiais que nos encarregaremos da exposição e venda.
* Artistas: (amadores ou profissionais) podem criar e enviar um cartaz para a divulgação da feira. Mais informações para o envio de cartazes em: https://feiranarquistasp.wordpress.com/cartazes/"
Até lá.
 Foto: Letícia G. Camillo.

Soraia Oliveira Costa, mestre em História da Ciência pela UFABC e graduada em Ciênciais Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Professora de Sociologia na Educação Básica e na Educação de Jovens e Adultos no Estado de São Paulo. Trabalha com audiovisual e oralidades desde meados de 2007. Produtora do documentário "Transformação sensível, neblina sobre trilhos", que trata da história vila de Paranapiacaba, feito com incentivo do MEC/SESu, UFABC e FSA. Nas horas vagas estuda música, toca acordeon e joga futebol no Rosanegra Ação Direta e Futebol.
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Mídia, religião e comportamento.




Gente, olá!

Nos últimos dias do ano de 2014 o artista Josué Gonçalves dos Reis transformou em imagens alguns de seus pensamentos a respeito dos acontecimentos acerca da influência da mídia e da religião no comportamento das pessoas no Brasil. Após aprontar as ilustrações ele me convidou para  desenvolver algum texto que dialogasse com as ilustrações. Apesar de ainda saber pouco sobre métrica e de escrever, talvez, um tanto truncado, topei o desafio. Segue:


DMC - DC 
(Dois mil e catorze anos, depois de Cristo)


"Desbravadores"
com ferro e chumbo
Destituíram culturas primárias
Forjaram testamentos 
Ocidentais.

Fortes mentes tribais 
Instavelmente
Suplicaram resistentes
Hoje
pouco delas se ouve.

Da mãe África 
como mercadorias
traficaram pessoas
acorrentadas.

As de cor vermelha, preta e parda
Privadas do poder elitista
Compulsioriamente 
foram exploradas.

Embora sigam sangues
Derramados 
Deturpada mentes miscigenadas 
Entorpecidas pelas falácias
da cultura branca
Postuladas nas grandes mídias
Rezam pela bem-aventurança divina.



Texto: Soraia OC, Ilustra: Josué, 2014/2015.


Saliento que críticas construtivas são bem vindas!!!

Até mais, 



Foto: Letícia G. Camillo.

Soraia Oliveira Costa, mestre em História da Ciência pela UFABC e graduada em Ciênciais Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Professora de Sociologia na Educação Básica e na Educação de Jovens e Adultos no Estado de São Paulo. Trabalha com audiovisual e oralidades desde meados de 2007. Produtora do documentário "Transformação sensível, neblina sobre trilhos", que trata da história vila de Paranapiacaba, feito com incentivo do MEC/SESu, UFABC e FSA. 



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