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Pré estréia do documentário ocorrerá no dia 17/12/2011, as 18hs na Vila de Paranapiacaba.



A pré estréia do documentário ocorrerá no dia 17/12/2011, as 18hs na Vila de Paranapiacaba. Ainda temos pequenos reparos a serem feitos, principalmente, em relação ao audio e a inserção de imagens que comporá o documentário. Devido nossas diversas formas de captação de vídeo e audio, tivemos um grande trabalho para corrigir ou minimizar os ruídos e melhorar a qualidade.

O documentário intitulado Transformação sensível, neblina sobre trilhos mostra a Vila de Paranapiacaba, construída pela empresa britânica São Paulo Railway Company Ltd. Co. (SPR) para abrigar os trabalhadores do sistema funicular, a partir de entrevistas realizadas com ferroviários, seus parentes e moradores da vila, além de pessoas ligadas ao turismo, estudiosos e turistas.


Buscamos estabelecer um diálogo entre o passado e presente, narrados a partir do depoimento do colaborador Thomas Corrêa. Nossa equipe de pesquisadores fez o levantamento das motivações e dos movimentos históricos que levaram ao descontentamento, desemprego e desencanto dos antigos e atuais moradores da vila ferroviária localizada no Alto da Serra - a caminho do porto de Santos - pois, mesmo pelo fato de ser considerada um patrimônio Histórico pelo Governo Federal, Estadual e Municipal, pouco se é difundido os ensinamentos referente a história, já que o baixo e mal direcionado incentivo ao turismo não se manifesta como suficiente aos atuais moradores, muito menos pedagógico.

Agradeço a todos que participaram do projeto, direta e indiretamente. E agradecimento especial ao Rafael Caitano, que chegou na fase de edição, mas, com seriedade fez contribuições pontuais, como por exemplo a seleção das imagens, das citações, a abertura e desenvolvimento do projeto Neblina Sobre Trilhos para 2012...

Rafael Caitano - Visita ao museu funicular - ABPF
Foto de Natália Garcia
Se quiser, assista o teaser do documentário:



Depois da exibição iremos confraternizar a finalização do documentário e de mais uma etapa do projeto no Sub Bar e, apesar da restrição de 55 décibes, vamos tocar alguns sons para nos alegrar e brindar pela conquista! Estão confirmados para selecionar os sons: Paulo Akio, a Shaula Chuery, o Carlos Guerra e eu para animar essa festa!

Todos que querem somar conosco estão convidados para a nossa festa de lançamento!!!!!


       
Vista panorâmica na parte alta da Vila de Paranapiacaba
Foto de Melina Resende 

Museu Funicular - ABPF
Foto de Melina Resende

Por fim, agradeço a Ana Maria Dietrich, que nos concedeu um espaço na revista Contemporartes para divulgar o projeto e algumas outras ações que realizo relacionado a arte e humanidades.



Soraia O. Costa - Visita ao museu funicular - ABPF
Foto de Melina Resende
Soraia Oliveira Costa, graduada em Ciênciais Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Trabalha com fotografia, audiovisual e oralidades desde meados de 2007, quando começou a analisar o cenário urbano, a natureza, o trabalho, a transformação sensível, os transportes, o comportamento, a cultura, a arte... Atualmente é documentarista "Transformação sensível, neblina sobre trilhos", documentário aprovado pelo MEC/SESu.
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MEU ENCONTRO COM OS IRMÃOS LUMIÈRE



 Hoje nossa coluna traz o depoimento poético da fotógrafa e escritora catarinense Lair Leoni Bernardoni sobre a visita que fez à cidade dos irmãos Lumière, Lyon e às suas obras, entre elas as primeiras fotos coloridas de que se tem notícia, datadas de 1904.
De maneira intimista e sensível, como é seu estilo, descreve a emoção de reencontrar a casa e os ambientes preservados onde os criativos irmãos fizeram várias experiências no campo visual.

"Sou, desde há muito, chamada por escolha interior a visitar casas que resguardem no interior de suas paredes a solene criação artística que seguirá como história.

Há nesse encontro do olhar pela praça uma alegria inaugural incontida.
Estou no caminho de Villa Art Nouveau onde, as gravações de luz em movimento irão ganhar o nome de Sétima Arte e nem havia ainda iniciado o século XX.

Não tenho mesmo freio algum quando o coração descompassa meu cardiolairiano que conheço bem.
Não tenho também adiamento para diminuir o passo. É preciso deixar o imaginário ser real e pronto !
Ali na Rue de Premier Film a Villa tem ainda a porta central fechada.
Preciso estar num click junto a ela por inteiro.
Poso acanhada.
Minutos de espera, a porta é aberta e posso passar à sala de atendimento e à Biblioteca.
Dalí avanço lentamente à Grande sala familiar, iluminada por janelas e onde a luz natural flui no refinamento da época.
Reconheço o lugar onde portraits de luz velada gravaram a lírica intimista e poética.

De quebra e nem tão longe no parque que avisto à volta, a paisagem cenariza outras imagens familiares.
Retratos da vida.
Hoje, o Institut Lumière tal como foi construído para ser residência tem as janelas abertas para a luz natural. Sou íntima dessa luminosidade.
A grande casa pode ser vista com detalhes no espírito de “belle époque”. São mínimas as portas fechadas.
As cores exuberantes e também suaves, bem casadas, não foram poupadas para os contrastes na decoração. Flores alçam vôo pelas laterais da grande escada.
Emociona subir as mesmas escadas, ver a mesma luz das quatro estações reacender pela fotografia o arrepio da Arte com um click. Privilégio ao alcance de estar ou propositar visitar Lyon.
Só quem é cúmplice da luz e sua revelação conhece e não esquece a Villa na Rue de Premier Film dos Irmãos Lumière."
(Lair Leoni Bernardoni)



Os irmãos Louis e Antoine Lumière





Abaixo, algumas fotos dessa preciosa coleção de auto-cromos dos irmãos Lumière que usavam como método de coloração, minúsculos grãos de amido de batata tingidos de verde, laranja e violeta para criar imagens coloridas em placas de vidro semelhantes a slides.












Agradecimentos especiais: Cadu Silvério.



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Izabel Liviski é Professora e Fotógrafa, doutora em Sociologia pela UFPR. Pesquisadora de História da Arte, Sociologia da Imagem e Antropologia Visual.  Escreve quinzenalmente desde 2009 a coluna INcontros, na Revista ContemporArtes.
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