Exposição "Do Verde ao Dark" e mostra de curtas



Nos dias 2 e 3 deste mês, produzimos a exposição "Do Verde ao Dark", no evento UFABC para todos 2011.



Além da exposição, foram exibidos produções audiovisuais, que foram elaborados pelos documentaristas Demócrito Nitão Jr, Marina Rosmaninho e por mim.

Em suma, a produção teve como base os materiais que coletamos para

compor o documentário “Transformação sensível, neblina sobre trilhos”.







Estande do projeto, com os banners expostos:















Os banners foram elaborados sob orientação da Profa. Dra. Ana Maria Dietrich, pelo historiador Demócrito Nitão Jr. e pelas sociólogas Marina Rosmaninho e Soraia O. Costa (eu).










A equipe agora conta com novo fôlego e novos colaboradores para concluir a fase de edição. Elaboramos coletivamente um roteiro que é utilizado como fio condutor para a seleçao do farto material coletado na Vila de Paranapiacaba.




Posterior a este feitio, partiremos para a pós produção, acredito que esta será a fase mais difícil, devido a inexperiência em criações digitais.










Mamãe Dio, se deliciou com as imagens e textos do coletivo.


No entanto, apesar das dificuldades que já passamos com a falta de recursos de qualidade e subsídios para a dedicação integral da equipe envolvida, com apoio da UFABC e da equipe envolvida, tenho a esperança que

acabaremos em breve, pois, temos vontade de aprender e criatividade para superar os obstáculos.









Família presente, me ajudou a colocar todos os banners expostos de forma apresentável, muito obrigada!






Daniela O. C. Silveira, Soraia O. Costa, Diolina O. Costa e Mateus de Araujo Silveira








Nada mais justo para os ferroviários e demais pessoas envolvidas assistirem a primeira exibição do documentário na Vila de Paranapiacaba e, quem sabe no festival de inverno ainda deste ano!







Amigos foram ajudar e prestigiar a exposição:







Rafael Caitano (novo integrante da equipe), Virginia Gatti, Allan Spirandelli, Moises Patricio e Melina Resende











Daniela O. C. Silveira, Soraia O. Costa, Diolina O. Costa e Mateus de Araujo Silveira







Agradeço muito a apoio e orientação de todos os professores que nos ajudam (ou ajudaram) nesta jornada, dos novos integrantes, dos amigos que sempre divulgam os nossos trabalhos e, claro, dos leitores da Revista Contemporartes!

Até o próximo mês!

Soraia Oliveira Costa, graduada em Ciênciais Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Trabalha com imagens desde meados de 2007, quando começou a analisar questões do cenário urbano, da natureza, as transformações sensíveis, a ferrovia, a rodovia, o comportamento... Atualmente é pesquisadora e documentarista do projeto "Transformação sensível, neblina sobre trilhos", documentário aprovado pelo MEC/SESu e integrante do Coletivo Dialéticas Sensoriais, grupo que atua com várias linguagens artísticas.

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POETAMIGOS III



O POETAMIGOS entra em sua terceira edição, trazendo até você mais uma segunda de primeiríssima. Como sempre, amigos superpremiados que nos premiam com a beleza e a riqueza dos seus textos como também com tão importantes amizades, mesmo que ainda reservadas ao ambiente virtual. Embarque no uni.verso de hoje e muito boa viagem.


UMA VIDA EM PRATELEIRAS
José Ronaldo Siqueira Mendes (Mutum - MG)
(3º lugar no 3º Prêmio Literário Sérgio Farina)

Eu tinha um encontro marcado,
Desses de mil e uma noites,
Numa mágica montanha:
Admirável mundo novo.

Ela era minha musa,
Minha Ceci, Diadorim,
Amélia e Rosalina.
Ela era minha vida severina.

Mas o tormento de Otelo
Deixou-me com a morte na alma.
Decretei crime e castigo
Na casa grande e senzala.

E hoje, ai de ti, Copacabana,
Após cem anos de solidão,
Vagando as veredas do sertão,
O resto é silêncio.

JUNTOS PARA SEMPRE
Rosana Banharoli (Santo André - SP)
• 1º lugar Oficina Verso&Prosa – Campoesia – Campo Largo – PR/2010
• Menção honrosa Amor Demais – Academia Petropolitana – RJ/2010)

debruçada no tempo
criei monumento
ao prazer herdado
a mim dado
&
num lapso
do momento
cimentei-me
junto a ele

DESÍGNIOS
Rosana Banharoli (Santo André - SP)
• Prêmio Poesia no Trem e no Ônibus – Poá - RS/2010
• Psiu Poético – Montes Claros – MG/2010

O vento tem uma hora certa
De fuga
Para cada janela aberta

50 ANOS, SEGUNDA IDADE
Rosana Banharoli (Santo André - SP)
•Prêmio UFF de Literatura - Eduff / Imprensa Oficial – RJ/2010

Minha terra está sempre
no mesmo lugar
enquanto meu rosto
se afasta de mim

SIAMESES
Simone Pedersen (Vinhedo - SP)
• Menção Honrosa no 13º Concurso Literário "DAR VOZ A POESIA"

As flores secas e sem vida
No vaso de cristal sobre a mesa
Mostram um tempo que já se foi
E o que fomos eu e você
O perfume que não mais embriaga
A beleza que não mais encanta
No gesto o amor contido
Despetalado e exaurido
Houve um tempo de sementes
Fecundas no ventre da paixão
Antes de florescer nosso amor
Siameses, desenvolvemos laços infinitos
Sem espaço para ser um mais um
Sufocados, ressentidos
Somos, hoje, nenhum.

Abraços literários e até +.

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Dicas Drops



Hoje, na Coluna Drops Cultural, você confere dicas de eventos e lançamentos culturais em várias cidades do Brasil.

Exposição “Asfalto - Evento foto-poético-performático”
 Acontece até o dia 25 de junho, em São Paulo (SP), a exposição “Asfalto: Evento foto-poético-performático”. A mostra é resultado de um projeto coletivo de fotografia e poesia que reúne imagens artísticas que sugerem perceber, sentir e ver a cidade de uma maneira mais poética.
A mostra tem curadoria de Publicações Iara e pode ser vista até o dia 25 de junho na Biblioteca Alceu Amoroso Lima. A entrada é gratuita.
Endereço: Rua Henrique Schaumann, 777, Pinheiros - São Paulo (SP)
Mais informações no site www.publicacoesiara.com.br
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Exposição: “Objetos”
De 10 de junho a 31 de julho, quem estiver em Barra Mansa (RJ) pode visitar a exposição “Objetos”. A mostra reúne obras das artistas Daniela Seixas e Mariana Katona Leal.
A abertura acontece na próxima sexta-feira, dia 10, às 20h, no Centro Cultural Fazenda da Posse, em Barra Mansa (RJ).
Endereço: Rua Dário Aragão, 2, Centro – Barra Mansa (RJ)
As visitas à exposição “Objetos” poderão ser feitas, até o dia 31 de julho, de 4ª a domingo, no horário de 11h às 17h.
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Lançamento de livros e Concurso Literário
 Aconteceu ontem (4), em São Paulo, o lançamento de quatro livros do selo Edith. As obras são “André Sala Vai para Casa do Chapéu”, de André Sala; “Hotel Trombose”, de Felipe Valério; “A Mulher Que Queria Ser Micheliny Verunschk”, de Wilson Freire; e “Esses Dias Pedem Silêncio”, de Jorge Antônio Ribeiro.
No site  www.visiteedith.com você encontra mais informações sobre os livros e também sobre o Concurso Literário “Só Escritoras”. O concurso vai premiar com a publicação os melhores originais escritos por autorAs, enviados até o dia 17 de junho. O edital está disponível no site.
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Festival Varilux de Cinema Francês
Os fãs do cinema francês podem começar a se programar para o Festival Varilux de Cinema. 22 cidades, em 17 estados, vão receber exibições filmes franceses contemporâneos, de diferentes gêneros, inéditos no país.
O festival acontece entre os dias 8 de 16 de junho nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Brasília, Campos, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Juiz de Fora, Macaé, Maceió, Natal, Porto Alegre, São Luís, Santos, Salvador, Recife e Vitória. Em Fortaleza, os filmes serão exibidos de 16 a 23 de junho, e em Belo Horizonte, entre 24 e 30 de junho.
A programação completa e como adquirir os ingressos você descobre no site http://www.festivalcinefrances.com



Mônica Bento é jornalista, formada pela Universidade Federal de Viçosa (MG). Em seu trabalho de conclusão de curso estudou a função social das salas de cinema e desenvolveu a reportagem multimídia CineMemóriaÉ editora-assistente da Contemporâneos - Revista de Artes e  Humanidades.

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Planeta Humano.



Esta semana resolvi escrever sobre uma série de documentários produzidos pela BBC cujo titulo é: Planeta Humano.






De caráter antropológico estes vídeos exploram a relação do homem com a natureza em oito episódios divididos por regiões que o homem se relacionou ao longo da sua história: oceanos, florestas, pradarias, ártico, desertos, rios, montanhas e cidades.

Assim, os mais variados costumes humanos foram abordados a partir da relação que os habitantes destes locais desenvolveram com estes habitats. A ênfase que a BBC deu a esta abordagem está na capacidade humana em se adaptar a estes ecossistemas e tirar deles o necessário para a sobrevivência, bem como a determinação humana em modificar o espaço para torná-lo mais “humano”.

Determinadas histórias narradas por esta série são impressionantes, tendo em voga o parâmetro de conforto estabelecido nos grandes centros das sociedades capitalistas ocidentais, aonde a interação com a natureza possui, na maioria das vezes, um caráter predatório e ao mesmo tempo acomodado no que se refere a possibilidade de utilização do meio para sanar algumas necessidades básicas do homem, a exemplo da fome. Neste sentido é chocante, para quem faz compras em supermercados lotados das mais variadas opções de consumo de alimentos, a forma como os habitantes de um atol no Pacífico conseguem a maior parte do seu alimento. Nestas ilhas, cujo continente mais próximo está a 5000 km de distância, a caça as baleias é uma atividade inexorável para garantir uma alimentação rica em proteínas. É tão importante, que os habitantes do sexo masculino precisam enfrentar um rito de passagem para a idade adulta, que consiste em caçar cachalotes de 18 metros utilizando apenas lanças de bambus. A coragem e disposição destes garotos-homens são idílicas. Este e outros casos envolvendo a disposição humana em superar os limites que o oceanos nos impõe foram mostrados no primeiro episodio intitulado: Planeta Humano Oceanos.











Seria impossível no espaço desta coluna, apresentar todos os esforços de adaptação humana às diferentes paisagens geográficas abordados pelos episódios deste documentário. Apesar de ter sido filmado sob um prisma inglês, o caráter de apreensão da multiculturalidade humana conseguiu ser atingido. Neste sentido estes vídeos podem ser utilizados em sala de aula para demonstrar a diversidade cultural em tempos contemporâneos, diversidade que na maioria das vezes é sombreada pela hegemonização de um comportamento consumista irradiado pela expansão do capitalismo no mundo. A grande mensagem destes vídeos é: sim, é possível viver de outras formas.








Diogo Carvalho é Historiador pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente desenvolve mestrado pelo Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (UFBA), onde realiza pesquisas sobre o cinema soviético. Membro da Oficina de Cinema-História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFBA). Trabalha com os seguintes temas: cinema, culturas, História, cultura digital, política, humanidades e literatura beatnik. diogocarvalho_71@hotmail.com
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