segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Poetas premiados



Começamos a semana em ritmo de comemoração. Dois escritores, colaboradores deste blog, Simone Alves Pedersen e Geraldo Trombin foram premiados em dois concursos, cada um. Nós da equipe ContemporArtes-Contemporâneos só podemos celebrar e que venham mais. Tim, ,tim!






Risque & rabisque


Rabisque seu projeto de vida no papel,

Risque de ponta a ponta o amargo fel.

Rabisque também seu mais apurado texto,

Risque o sofrimento de todo o seu contexto.

Rabisque, arrisque com mais fenacidade,

Risque da pauta do seu dia a infelicidade.

Assim,

Entre rabiscos e riscos,

A vida se faz, se refaz,

Se alinha, se desenha,

E sonho, qualquer que seja,

Não desdenha.


Geraldo Trombin, 4° lugar

Varal de Poesias da Unifamma(PR)





Á– bê – cê do por que escrevo!



Escrever é...

Antidepressivo, aperitivo;

Badalativo, bissociativo;

Construtivo, contemplativo, curativ

o;

Depurativo, digestivo, distraido;

Ebulitivo, excitativo, expulsivo;

Fecundativo, festivo

, fruitivo;

Genitivo e gustativo.


Escrever é...

Hiperativo, hortativo;

Instintivo, introspectivo, intuitivo;

Judicativo, justificativo;

Laxativo, lenitivo, locomotivo;

Maturativo, medicativo, meliorativo;

Narrativo, nativo e nutritivo.

Escrever é...


Opinativo, ortivo;

Preventivo, pulsativo, purificativo;

Recitativo, recordativo, recreativo;

Sanativo, sensitivo, significativo, sugestivo;

Taxativo, tempestivo, transformativo;

Umectativo, unitivo;

Volitivo.

Enfim, não estou aqui para ensinar o á – bê – ce,

Estou aqui apenas para esclarecer a você:

Escrevo porque revivo, escrevo porque estou vivo!



Geraldo Trombin

Prêmio Univap





Abandono (pseudônimo: Sarah Cohen)

Você partiu sem despedidas nem explicações

Eu busquei respostas no passado

Que preenchessem o vazio

Eu recuperei

O porta-retrato no lixo

Um pijama

Que não será lavado

Mosaico da tua presença

Lembranças de frases jogadas:

“Controladora...”

"Vai: destranca a gaiola...”

Era um ninho aberto

Você não sabia?

Enruguei minhas asas porque quis

Subi grades imaginárias

Em minha volta

Agora

Não beijarei flores vermelhas voejando

Caminharei por becos imundos,

Sozinha.

Sem você, não sou borboleta

Sou lagarta, agarrada, desconfiada

Do que tenho medo?

Não é medo de cair.

É medo de te ver

Voejar em outro jardim.

Simone Alves Pedersen (VINHEDO - SP)

7º. Lugar


1 comentários:

Cris Dakinis disse...

Tim-tim! Parabéns Tilge (Geraldo Trombim) e Simone Pedersen. Dois amigos e talentosos escritores. Sucesso!
Cris Dakinis :)

14 de setembro de 2009 15:47

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