quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Estréia da coluna “Comunidade Sonora”


Alô, Comunidade!!!

“Comunidade Sonora” era o nome das coletâneas em fita K-7 que costumava gravar quando adolescente para amigos e amigas. Como gravava direto das estações de rádio FM (pois no final da década de 1980 não existia esse negócio de baixar da internet e também não tinha dinheiro para comprar discos), essas fitas não tinham uma unidade propriamente pensada previamente, mas entre uma gravação e outra procurava manter uma coerência. E se esse também não fosse o caso, de tanto tocar a fita o sujeito acabava se acostumando com a ordem disposta nela.

Sou músico e professor de História. Toco contrabaixo acústico no Extra Stout, uma banda de ska, e também trabalho na rede estadual de ensino do Estado de São Paulo na zona sul da capital paulistana. Iniciei meu mestrado sobre o crítico e pesquisador musical José Ramos Tinhorão na PUC/SP além de fazer Letras na USP. Agora entre um respiro e outro escreverei quinzenalmente por aqui.

Escrever sobre música, cinema, teatro e demais manifestações artísticas é um desafio e tanto. Mas é muito prazeroso. Ainda mais quando batidos num liquidificador. O meu com bastante espuma, obrigado! Por isso o convite para escrever na ContemporARTES foi tão tentador e irrecusável. Lendo as colunas dos colegas, só me fez ter mais certeza de que estaria muito bem acompanhado, tornando o sim a única palavra disponível no catálogo.

Minha proposta com a coluna é listar/indicar filmes, peças e músicas que não estão aparentemente visíveis. Portanto, criar um fio condutor entre eles. Quando assisti ao filme Alta Fidelidade (High Fidelity, 2000), me identifiquei imediatamente com o personagem que a todo o momento e de acordo com a ocasião fazia uma lista de músicas. Era um pouco de mim ali representado.

O que pretendo fazer é um pouco mais do que listar as músicas, mas também fazer um gancho com a cena artística/cotidiano urbano. Sendo o produto dela, uma série de indicações culturais e o leitor ainda ganha de quebra uma coletânea de músicas relacionadas ao tema do dia. Igualzinho costumava fazer no final da década de 1980 para os meus amigos e amigas.





Cícero F. Barbosa Jr., mestrando em História pela PUC/SP, bacharelando em Letras pela USP, músico e artista, escreve às quartas-feiras quinzenalmente no ContemporARTES.

6 comentários:

alinehis disse...

Cícero, amei a sua apresentação! Lendo o que você escreveu me senti como se já te conhecesse há anos! Eu fazia a mesma coisa com as fitas K-7! Seja bem-vindo e saiba que já ganhou uma leitora, ok? beijos!

21 de outubro de 2009 10:34
Cícero Barbosa disse...

é mesmo Aline? que barato... gravar fitas era comigo mesmo. Ficava grudado nas rádios FMs da época até tocarem a música que queria. As melhores dessa época, que eu me lembre, era a 89FM que só tocava rock e a Transamérica, que tocava uma programação mais pop voltada para o que era mais moderno no final da década de 80 e começo de 90.

22 de outubro de 2009 14:41
Camila disse...

pagay um pau.....vai tirando meu prof..morri totaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal...

Beijos mila

22 de outubro de 2009 18:04
Giliane disse...

Parabéns pela coluna! Me vi na adolescência, ficava horas grudada no rádio esperando tocar aquela música pra gravar no k7 e depois de toda a espera bem no meio da música lá vinha uma propaganda...rsrsrsrsrsrsrsrs...era terrível...

Seja muito bem vindo!

25 de outubro de 2009 13:14
Cícero Barbosa disse...

bem lembrado! era péssimo quando vinha um locutor e entrava falando no meio da música.

4 de novembro de 2009 13:27
Cícero Barbosa disse...

Camila, você está me perseguindo?!


uhauhauhauhauha

3 de dezembro de 2009 13:17

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