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Conferências Setoriais de Cultura.



Fonte:FUNCEB.

Depois de realizadas as etapas municipais, nas cidades baianas, e territoriais, nos 26 Territórios de Identidade do estado, é chegada a hora de debater a Cultura da Bahia sob um olhar setorial. No dia 5 de novembro (sábado), na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (Federação – Salvador), a partir das 8 horas, as Conferências Setoriais de Cultura focam nas linguagens artísticas – Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Literatura, Música e Teatro – e nas áreas de Livro e Leitura, Bibliotecas, Arquivos, Arquitetura e Urbanismo, Patrimônio Cultural, Estudiosos e Pesquisadores da Cultura, Serviços Criativos e Cultura Digital. O evento é aberto ao público e intenciona mobilizar uma expressiva participação da sociedade, representada por seus artistas e profissionais da Cultura, para um diálogo construtivo em parceria com o poder público.








As Conferências Setoriais são etapas que compõem a IV Conferência Estadual de Cultura (cujo encontro final acontece entre 30 de novembro e 3 de dezembro, em Vitória da Conquista) e se justificam pela necessidade da contribuição da sociedade civil na discussão das políticas públicas para os diversos setores da Cultura. Com a qualificação deste debate, busca-se reunir os subsídios para instruir as ações governamentais em consonância com as demandas das classes e, assim, estabelecer propostas efetivas para a construção do Plano Estadual de Cultura.

A Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) cuja missão é criar e implementar políticas e programas para as artes, será responsável pela instrução dos debates a respeito das linguagens artísticas. Para tanto, os coordenadores que respondem pelas áreas de Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Literatura, Música e Teatro, bem como a diretoria geral e assessores técnicos da Fundação, se farão presentes.

Cada coordenador de linguagem integrará os grupos com os representantes de suas áreas para esta importante consulta, que vai resultar no registro de propostas de projetos estaduais para cada setor. Uma das ferramentas a serem utilizadas é a análise das propostas provenientes das Conferências Setoriais de 2009 (disponíveis para consulta em www.fundacaocultural.ba.gov.br/conferenciassetoriais2011). As questões prioritárias que sejam consideradas elementares e estruturantes para o desenvolvimento da Cultura baiana, beneficiando não apenas os profissionais da área, mas também todos os cidadãos do estado, vão ser apresentadas à composição de um Plano Estadual que oriente políticas de longo prazo, dando à gestão cultural da Bahia as consolidações que a sociedade solicita.

Após este encontro, ainda serão realizadas as Conferências Setoriais de Culturas Indígenas (6/11 e 7/11, no Centro de Cultura de Porto Seguro), Culturas Populares (8/11 e 9/11, na Casa do Samba, em Santo Amaro), Cultura Cigana (10/11, na Cidade do Saber, em Camaçari) e Culturas Afrobrasileiras (16/11, na Biblioteca Central, em Salvador). Além disso, a Conferência Setorial de Museus já foi realizada, em 21/9, no Teatro de Ilhéus.

Mobilização prévia – Desde agosto passado, a FUNCEB vem realizando ações que, na prática de diálogo e transparência, objetivaram mobilizar a sociedade civil para as Conferências Setoriais 2011. Com o projeto FUNCEB ITINERANTE, os dirigentes da Fundação visitaram os seis macroterritórios de identidade baianos, representados pelas cidades de Alagoinhas, Senhor do Bonfim, Itaberaba, Barreiras, Vitória da Conquista e Ilhéus, promovendo Encontros Setoriais para discutir as políticas públicas para as artes. Foram 12 dias de viagem, entre 24 de agosto e 4 de setembro, com eventos que atraíram, no total, cerca de 330 pessoas, inclusive cidadãos do entorno das cidades visitadas. Depois disso, foram feitos Encontros Setoriais na capital, conduzidos pela coordenação de cada linguagem artística, para fortalecer a articulação e orientar o posicionamento da Fundação Cultural nas Conferências.

Conferências Setoriais de Cultura – Linguagens Artísticas
Artes Visuais | Audiovisual | Circo | Dança | Literatura | Música | Teatro
Quando: 5 de novembro (sábado), a partir das 8 horas
Onde: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Rua Caetano Moura, 121 – Federação
Aberta à participação pública | Entrada gratuita

Informações:
www.fundacaocultural.ba.gov.br/conferenciassetoriais2011
www.culturabahia.com
www.cultura.ba.gov.br
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Flor de Ébano na Coluna Anadietrich




Agenda lotada, se deixar passo a madrugada aqui na frente do computador tendo o facebook como companhia. Mas, entre uma correria e outra, teve um evento que marcou meu calendário na semana passada, a mesa Redonda Extrema-Direita e suas controvérsias no Tempo Presente, um evento do ABC das diversidades, que aconteceu na UFABC São Bernardo. Discussão profícua, debates muito quentes. Também conheci uma nova amiga, a Alexandra, sentada na primeira fileira. Respondendo a uma pergunta, eu disse que hoje os extremistas não estão no poder como na época de Hilter, ela desferiu um contra-ataque, mas se o poder vem do povo e eles são parte do povo, eles estão no poder sim... Confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha.
Logo mais trocamos contatos e entre um post e outro do facebook, convidei-a para participar da revista e sua primeira contribuição figura abaixo.

Flor do Ébano, Alexandra, bem vinda!


Ana Maria Dietrich é professora adjunta da UFABC e coordenadora da Contemporartes-Revista de Difusão Cultural - junto a Rodrigo Machado.

DA TRISTEZA A RESISTÊNCIA – A HISTÓRIA DE UM POVO



Desde a captura dos negros no Continente Africano, a vida de cada um deles foi pautada em condições sub-humanas. Mesmo tendo um grande valor comercial nada mais eram do que seres sem almas e que não mereciam nenhum tipo de cuidado ou piedade humana.

O transporte era feito da África para o Brasil nos porões dos navios negreiros, amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar. Como vemos no trecho do Poema de Castro Alves:



IV
Era um sonho dantesco... o tombadilho 
Que das luzernas avermelha o brilho. 
Em sangue a se banhar. 
Tinir de ferros... estalar de açoite... 
Legiões de homens negros como a noite, 
Horrendos a dançar... 
Negras mulheres, suspendendo às tetas 
Magras crianças, cujas bocas pretas 
Rega o sangue das mães: 
Outras moças, mas nuas e espantadas, 
No turbilhão de espectros arrastadas, 
Em ânsia e mágoa vãs! 
E ri-se a orquestra irônica, estridente... 
E da ronda fantástica a serpente 
Faz doudas espirais... 
Se o velho arqueja, se no chão resvala, 
Ouvem-se gritos... o chicote estala. 
E voam mais e mais... 
Presa nos elos de uma só cadeia, 
A multidão faminta cambaleia, 
E chora e dança ali! 
Um de raiva delira, outro enlouquece, 
Outro, que martírios embrutece, 
Cantando, geme e ri! 

Os brancos tratavam os negros como seres ignorantes, sem nenhum tipo de habilidade, amaldiçoados por Deus e que necessitavam da misericórdia da Igreja para que fossem resgatados mediante a palavra de um Deus que eles nem sabiam quem era.


Os negros, trazidos para o Brasil como escravos, a partir do século XV, destinados à lavoura canavieira, à lavoura cafeeira, e para mineração, pertenciam a dois grandes grupos: os Sudaneses e os Bantos. 

Por mais de 300 anos os negros sofrem todos os tipos de abusos, atrocidades que um ser humano pode imaginar. As mulheres eram abusadas, violentadas, tiveram seus filhos tirados dos seus braços para que fossem vendidos como escravos, mesmo quando a Lei do Ventre Livre estava em vigor. 

Depois da abolição, os negros foram jogados à margem da sociedade, pisoteados, maltratados e ignorados. 
E infelizmente continuamos a ver essas situações acontecendo diariamente, a maioria sofre por falta de moradias, atendimento precário na saúde, de estudos, emprego não negros. Isso sem falar que a cada 10 mortes no Brasil 7 são de negros.Quando vemos as estatísticas de violência doméstica também temos a triste constatação que as mulheres negras corresponde à maioria.

Em pleno século XXI, um povo que ajudou na formação desse país ainda sofre com o preconceito, a discriminação, a segregação.  O primeiro passo para a mudança é fazer com que a Lei contra o Racismo seja reavaliada e colocada em prática como se deve, e que o mito da Democracia Racial seja tirada de vez das escolas.  Os afrodescendentes não necessitam de cotas para Universidades, para emprego, concursos, precisamos exigir que os Artigos 1º e 5º da Constituição Brasileira sejam cumpridos.


Alexandra Eliziario da Silva, é graduanda no curso de Pedagogia na Uniabc, moradora da cidade de Santo André - São Paulo








Amanhã, 16h, 10o edição do Café com PP na UFABC São Bernardo.
Rua João Pessoa, 59,  (11) 4122-7520.




Inscrições abertas para envio de resumo, ouvintes e Mini-cursos do I Seminário Nacional Laboratório de Estudos da Contemporaneidade - Lepcon, Minorias e suas representações até 30 de outubro. Não perca!




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Entrevista com Vladimir Costa-Coordenador de Políticas Públicas de Juventude do Governo do Estado da Bahia.







Os jovens da Bahia estão mobilizados para a realização das Conferências de Juventude.As conferências ocorrem na seguinte ordem: municipais, territoriais, estadual e nacional. Participaram das etapas municipais 34000 jovens de 234 municípios do estado. A interface entre as políticas culturais e as culturas juvenis é um dos temas que estão sendo priorizados nos grupos de trabalho realizados nas etapas territoriais. Neste sentido, a entrevista realizada pela TV Jovem com Vladimir Costa -Coordenador de Políticas Públicas de Juventude do Governo do Estado da Bahia- é uma fonte importante para compreender este processo de diálogo entre o poder público e a sociedade civil.















Diogo Carvalho é Historiador pela Universidade Federal da Bahia e Mestre em Cultura e Sociedade também pela UFBA.
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Vamos ver a banda passar?


Algumas atitudes da Ministra da Cultura causaram perplexidade nos defensores da livre circulação dos bens culturais. Estas mesmas atitudes gozaram de amplo respaldo de entidades como ECAD e de artistas que estão no TOP 10 de arrecadação. Entre as ações as quais me refiro, estão: a retirada do símbolo da creative commons do site do MINC e a nomeação de Márcia Regina para Diretoria de Direitos Intelectuais. Advogada de formação, Márcia tem posições conservadoras sobre a possibilidade de compartilhamento cultural proporcionada pela WEB. O tema central deste debate, que ainda vai gerar muitos desdobramentos, não foi a retirada da logomarca, mas sim as diversas declarações da Ministra em relação à flexibilização da propriedade intelectual e as normas que regulamentam este direito dos autores.


A ministra também declarou através da mídia, sua posição contrária à regulação pública de entidades como ECAD, mesmo sabendo de processos movidos por artistas contra o escritório, sob acusação de não repassar devidamente o capital arrecadado. Ainda com relação aos direitos autorais, a ministra, oriunda de uma nobre família com grande influência Weberiana, disse em diversas entrevistas, que o Brasil e seus cidadãos devem respeitar os acordos internacionais sobre este tema. Se isso for entendido como verdade absoluta, teremos que acabar com o programa de remédios genéricos ou a adoção em repartições públicas dos softwares livres, pois os mesmos são uma afronta a tratados internacionais, a exemplo do tratado de Berna.


Estas declarações, contrárias à normatização da flexibilização dos direitos autorais, são um retrocesso quando comparadas às posições dos antigos ministros (Gil-Juca) da cultura do governo anterior. Nestes últimos anos, o país se tornou referência mundial nas discussões sobre creative commons e outras iniciativas de licenciamento mais flexíveis.




Diversas instituições de pesquisa no Brasil debruçaram-se sobre esta temática e, atualmente, desenvolvem estudos que se tornaram incontornáveis para os interessados sobre o tema. Dentre estas instituições está o grupo de pesquisa sobre cultura livre, liderado pelo jovem professor Ronaldo Lemos na Fundação Getúlio Vargas. Graças à organização do movimento pela livre informação, algumas medidas contra o conservadorismo expresso no discurso de posse e nas declarações da ministra já estão sendo tomadas, uma delas é a carta aberta a Dilma, que fiz questão de assinar (http://culturadigital.br/cartaaberta%29mrtaaberta).


Outra iniciativa, voltada para a continuidade do processo de flexibilização da propriedade intelectual e democratização da cultura, foi a indicação do sociólogo Sergio Amadeu para o Comitê Gestor da Internet no Brasil http://www.trezentos.blog.br/?p=5438. Para finalizar, acho que os interesses de classe da ministra estão influenciando suas declarações, afinal de contas ela tem muito a ganhar com a permanência da atual estrutura normativa que cerceia o DIREITO de acesso à cultura (as). Espero que ela também critique os lucros da Warner, FOX, GLOBO, Companhia das Letras e outras empresas que monopolizam a distribuição e, na maioria dos casos, a produção de bens culturais.


Vamos ver a banda passar?



Diogo Carvalho é historiador pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente desenvolve mestrado pelo Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (UFBA), onde desenvolve pesquisas sobre o cinema soviético. Membro da Oficina de Cinema História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFBA). Trabalha com os seguintes temas: cinema, culturas, cultura digital, política, humanidades e literatura beatnik. diogocarvalho_71@hotmail.com
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