Vôo de Liberdade
Caros Leitores,
Apresento-lhes nesta sexta o poema "Vôo de liberdade". Esta produção, reflexo de eventos humanos constantes, trata da intensidade da libertação, revelando o tempo em que somos capazes de vencer as fragilidades e quebrar o peso das correntes. É um convite à uma nova experiência, à possibilidade de escrever outra página na história. Sobretudo, o texto realça a importância da superação.
Adriano Almeida
Vôo de Liberdade
É preciso ver os ventos...
É preciso ouvir os sorrisos,
estampados nos rostos densos.
Quero sentir o sal das lágrimas
e o suor das corridas intensas...
Quero viver a vitória apertada
e o sabor das alegrias difíceis...
Tenho pensado nos abraços,
observado os apertos de mãos...
A graça dos encontros.
Tenho me deixado sorrir,
ainda que por dentro...
Quisesse chorar...
Tenho, também, chorado
quando tudo me faz rir.
Vou entregar as felicidades contidas
para a liberdade dos gritos...
Vou jogar o corpo ao alto
para sentir a força dos movimentos.
Vou deixar no tempo
a inércia dos lamentos...
Que venha a graciosidade dos afetos,
encontrar seu espaço guardado...
Reabrir os guarda-roupas fechados...
Permitir que se solte a potência da vida
Vitalizando o mofo das gavetas pálidas...
Deixe a criança correr pelas calçadas,
subir as escadas...
Pular os muros,
escalar as árvores frondosas...
Alcançar os topos...
E do alto das copas largas,
vislumbrando o horizonte...
Fitar o sol imenso
e recriar o mundo inteiro.
Adriano Almeida é pesquisador na área de cultura, imaginário e simbologia do espaço. Mineiro, tem se dedicado a escrever poemas, crônicas e contos. Seus escritos, de caráter introspectivo, retratam as incertezas, os conflitos, a melancolia e os encantos da existencialidade humana.





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