GENEVIEVE NAYLOR, UMA FOTÓGRAFA AMERICANA NO BRASIL




Genevieve Naylor, esse era seu nome. Nasceu em Massachusetts, EUA em 1915, e morreu em 1989.
Ela foi uma das primeiras fotógrafas da Agência Associated Press e trabalhou nas revistas Life, Time e Fortune. Veio para o Brasil com o marido integrando o corpo artístico da divisão brasileira do Office of Inter-American Affairs (OIAA). Esteve por aqui entre 1940 e 1943, e sua estadia foi patrocinada por esse escritório do Departamento de Estado, uma das primeiras agências de intercâmbio cultural dos Estados Unidos. Esse órgão tinha como função implementar a Política da Boa Vizinhança norte-americana na América Latina.

Naylor e seu marido Micha Reznikoff residiram no Rio de Janeiro, ficaram amigos de brasileiros ilustres, muitos dos quais foram ainda fotografados por Naylor, como Manuel Bandeira, Vinícius, Niemeyer, Aníbal Machado, Di Cavalcanti, Villa Lobos, Murilo Mendes entre outros.
Ela viajou extensivamente pelo Brasil, vivendo com muito sentimento o cotidiano das grandes cidades e do interior do país. Em sua galeria, se encontram fotos de intelectuais e artistas, a elite consumista das metrópoles brasileiras, o sindicalismo, a propaganda integralista e a sátira ao nazismo, favelados, e trabalhadores das grandes cidades e do campo.

Vinícius de Morais publicou esse comentário sobre o casal:
"Life é a única revista que eu conheço que distrai pela falta de assunto. A gente passa aquilo como criança passa livro de figuras, constatando rapidamente a aparição de uma curiosidade ou outra: ‘totó’, ‘neném’, ‘fon-fon’, e assim por diante. Mas é impossível resistir-lhe à fotografia. Quem por acaso, já teve ocasião de conhecer algum fotógrafo de Life, sabe perfeitamente disso. São criaturas de conto de fadas, capazes de lambuzar de caramelo toda uma ‘panzerdivisionem’, verdadeiros gênios do instantâneo, sabedores de todas as infantilidades da alma grande. Eu já conheci dois, sendo que em ambos senti esse mesmo adejamento endiabrado, uma mesma alegria de vaga-lume que vai queimando as suas lâmpadas sobre as coisas surpreendidas. Um deles é uma americanazinha adorável que se acha aqui no Rio. Genevieve se chama, mulher desse grande Micha que conquistou a nossa pequena cidade artística com a sua simpatia e sua sensibilidade plástica. Genevieve parece ter saído de uma história de Robin-Hood, com seu arzinho de jovem pajem, sua elegância bem colorida, uma pena sempre atrevidamente espetada no chapéu. Nada escapa, no entanto, à maquinazinha dessa enfeitiçada. Perto dela não há momento fotográfico que passe sem cair naquela arapuca bem armada. Genevieve dá um pulinho — e a vida ali ficou batendo asa na sua chapa impressionada."  (Jornal A manhã, Rio de Janeiro,1941)


                                                Mary Jane Russel, fotografada por Naylor em 1950

Naylor chega ao Brasil em outubro de 1940, e, para realizar seu trabalho como fotógrafa, precisou de um salvo-conduto assinado pelo diretor geral do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, órgão censor e repressor das atividades culturais no Brasil nessa época. A morosidade da burocracia fez que o passe necessário só tenha sido emitido em 1942, como se registra no documento acompanhado de sua foto: “A senhora Genevieve Naylor, de nacionalidade norte-americana, trabalhando para o Coordinator of Inter-American Affairs, está autorizada por este departamento a tirar fotografias de aspectos turísticos de nosso país. Rio de Janeiro, 7 de junho de 1942”.

Naylor não tinha muitos recursos técnicos à sua disposição: uma câmera Rolleiflex e uma Speed Graphic, utilizando-se sempre de luz natural, sem filmes muito rápidos. Para compensar, ela contava com algo que destacou como uma característica especial: a boa vontade dos brasileiros. Numa de suas cartas ela diz: “O que ajuda é a absoluta cooperação dos brasileiros. Eles são tão naturais, tão espontâneos e afetivos, que a câmera simplesmente os adora”.


O Funileiro

A fotografia era para Naylor uma forma de expressar seu encantamento pelo mundo que a rodeava. A beleza de suas fotografias provinha do fato de que ela estava vendo tudo pela primeira vez. Ao contrário das fotografias teatralizadas do DIP, tipicamente de propaganda política, suas fotos registraram como o cotidiano poderia ser extraordinário. Ela achava os brasileiros simples e comunicativos. Imagine-se à época, uma estrangeira carregando uma grande câmera,vestindo roupas estranhas e sem muita habilidade para falar a língua nativa com pessoas que também não tinham muito contato com o exterior. Mesmo nessas circunstâncias, o resultado foi surpreendente. As pessoas fotografadas por Naylor aceitavam a sua presença, sem que esta atrapalhasse o que estavam fazendo, ou assumiam uma cumplicidade com a sua câmera.


Carnaval, 1941.


Sua estratégia era a de capturar a espontaneidade nas pessoas contribuindo para que as fotografias de Naylor tivessem uma singularidade, sem cair no estereótipo de apresentar seus personagens como exóticos.
Em suas fotos pode-se perceber um olhar apaixonado pelo Brasil, sentimento que não se perdeu ao longo dos quase três anos que permaneceu aqui. Suas viagens para o interior com Misha, realimentaram essa impressão inicial, a cada novidade que o Brasil lhe apresentava.

Genevieve Naylor retornou aos Estados Unidos em agosto de 1942. No início do ano seguinte, 50 de suas fotografias sobre o Brasil foram exibidas na exposição chamada “Faces and Places in Brazil”. A imprensa norte-americana a anunciou como complemento à exposição “Brazil Builds”, organizada com as fotografias de Kidder Smith, e ambas viajaram pelos Estados Unidos, marcando a aproximação entre os dois países.



Copacabana por Naylor

 
 
Fonte:
Ana Maria Mauad- Revista Brasileira de História



 
 
Izabel Liviski, e professora e fotógrafa, doutora em Sociologia pela UFPR, escreve a Coluna INcontros desde 2009 na Revista ContemporArtes.
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E apresentando: Extra Stout




Em primeiro lugar gostaria de dar meus parabéns a Ana Maria Dietrich, que faz aniversário hoje!!!
Tudo de bom pra ti, minha querida amiga!!!


Então... vocês sabem que sou músico, né? Não?!?! Pois então, toco numa banda de ska chamada Extra Stout.

O ska é um estilo de música que surgiu na Jamaica no final da década de 1950 e se fortalece com o processo de independência (1962), se tornando o primeiro ritmo nacional desse país.

Agregando elementos caribenhos - como o mento e o calipso - misturado com elementos da música yankee, como o jazz e o rhythm and blues. Seria momentaneamente jogado para segundo plano com a chegada do Reggae. E justo por ele, Bob Marley que com o The Wailers começaram tocando justamente o ska.

Na final da década de 1970 temos o resurgimento do ska, a chamada "segunda onda". Onde temos na Inglaterra a criação do selo Two Tone, combinando ao ritmo jamaicano (e aos próprios jamaicanos, visto que há um fluxo de imigração considerável), com o punk e a nem wave. The Beat, The Specials, The Selecter e Madness são os nomes que vem mais facilmente a cabeça para ilustrar o momento.

Um novo hiato nos leva para a década de 1990, onde temos a "terceira onda". Que tem como principal marca a fusão de bandas punks com o ska (leio isso como pegar a fórmula ao contrário da onda anterior). Ou então de bandas de jazz mesclando o ska ao seu som.

O Extra Stout faz um ska simples. Bebendo na(s) fonte(s) do ska jamaicano, mas mergulhando fundo no caldeirão de ritmos que o estilo fornece, principalmente o Two Tone com o soul e o funk.

A idéia da banda surgiu quando Caio Fortão, Axl Rude (os dois ex Skamoondongos) e o Rafael (Flicts), assistindo um show de uma banda de ska na noite paulistana percebem que falta algo mais: diversão. E é essa a proposta principal do Extra Stout (tipo de cerveja mais encorpada que tomavam enquanto confabulavam a idéia).

Em nosso sítio na internet temos mais informações:

Cantando a amizade, a atmosfera dos bares, as alegrias e as frustrações cotidianas de quem ama, trabalha e faz suas correrias, o EXTRA STOUT sustenta uma maneira libertária e libertina de encarar a vida, onde o racismo, a homofobia, a xenofobia, o sexismo e o separatismo não têm vez.


Os ingredientes dessa fina mistura são o Caio “Fortão” (ex-Skamoondongos), Cição no baixo, os guitarristas Giovano (ex-Grevisionários) e Marcos “Cabeça” (Agrotóxico), Raphael “Doddy” no saxofone, o baterista Rafael “Professor” (ex-Flicts) o trompetista Samir “Bravo”e a trombonista Vitória “Binx”.


Para ver nossa banda em ação anote aí:

Ska Stomper Fest II

21 / 08 / 2010 - 19h00
Local:
Hangar 110
Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110 - (11) 3229-7442 - Bom Retiro
Cidade: São Paulo/SP

Bandas
Pinguins Tropicais
Baboom
Extra Stout
Brasilites

DJs
Kaskata
Skataplá



mais
EXTRA STOUT:

Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=37834559

WordPress:
extrastout.wordpress.com

MySpace:
www.myspace.com/extrastoutska

Fotolog:
www.fotolog.com/extrastout

Aqui você ouve uma entrevista nossa na rádio Brasil 2000:

http://www.4shared.com/get/322133613/22049053/Programa_Skatapla_03.html;jsessionid=6A066A6AFD47791C17B46BE88AA78A6A.dc278




Discoteca básica:


Comunidade Sonora - Ska

Toots & The Maytals - 54-46 (was my number)
Alton Ellis - dance crasher
Skatalites - fidel castro
Bob Marley & The Wailers – hooligans
Derrick Morgan - the conqueror
Max Romeo & The Hippy Boys - clap clap
The Specials - monkey man
Madness - one step beyond
Toasters - a don't let the bastards grind you
Operation Ivy - sound system
Sublime - wrong way
Slackers - sarah
The Aggrolites - hot spot
Hepcat - i can't wait
Los Fabulosos Cadillacs - Cadillacs
Desorden Publico - esto es ska II
Satalite Kingston - pensándolo bien
Ska Cubano - cumbia en do menor
King Chango - venezuelan in new york
The Specials - do the dog
The Aggrolites - black lung
Slackers - have the time
The Reggae Boys - ba ba
Skatalites - ska ra van (caravan)
The Bunny Lee All Stars - annie pama
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Colunista da Contemporartes na Bienal


   
A colunista da Contemporartes e escritora Simone Pedersen lançará seu livro Vila Felina e outros voltados para o público infantil na 21a. Bienal de São Paulo que acontece a partir de 5a. feira (12) até dia 22 no Anhembi (São Paulo). Além de conhecer os sete lançamentos da autora, os participantes poderão fazer caricaturas ao vivo.  Veja as atividades e local no convite abaixo:


Confira as fotos do lançamento de Vila Felina na Livraria Cultura de Campinas.





Fotos lançamento por Geraldo Trombin
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Maioridade da Bienal do Livro de São Paulo.


O Evento Literário da Semana.
por Altair de Oliveira

Nesta quinta-feira (12/08/210) inicia a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a mais famosa feira de livros do país, que neste ano presta homenagem aos escritores Monteiro Lobato e Clarice Lispector, promete reunir mais de 700 mil visitantes.

A bienal do livro de São Paulo, que acontece no parque Anhembi em São Paulo de 12 a 21/08/2010, tem seus ingressos ao preço de 10 reais (a inteira) e 5 reais (meia), funcionará das 10:00 às 22:00 hs, porém no dia da abertura (12/08), o evento será aberto somente para os profissionais da àrea (livreiros).

Assim como a maioria das bienais do livro que acontecem no Brasil, a feira de São Paulo é um evento com fins lucrativos e é bancada por livreiros (editoras, livrarias e distribuidoras de livros). Portanto, ela é primeiramente um palco de negócios dos livros que estão disponíveis no mercado, antes de ser um palco da palavra ou um espaço para que escritores e poetas possam mostrar seus trabalhos. Como também no mercado editorial, a menos que pague por ele, a poesia e os autores independentes têm muito pouco espaço na bienal, que é hoje uma espécie de vitrine da literatura brasileira. Mesmo assim, ela é o maior acontecimento literário brasileiro e grandes livros e autores podem ser encontrados lá!



Da Programação da Bienal:

Para ver a programação completa da feira, por favor, visite o seguinte link, no site oficial da bienal: http://www.bienaldolivrosp.com.br/Programacao-Cultural/

Desta progração, destacamos 2 eventos, relacionados à poesia, os quais acreditamos que não devíamos perder:

1- dia 17/08, a partir das 17:00 hs, no espaço "Território Livre", o debate " Letra, música e poesia: o trabalho de escrever e compor." Com a participação de Toninho Horta, Fabrício Corsaletti, Wilson Sideral, Lobão, André Midani. Os participantes prometem desvendar as relações entre palavras e música e o universo de quem escolhe se dedicar a elas. Temos que conferir!

Nota: sobre este tema "música poética / poesia musicada" sugiro que prestem atenção também nas letras de músicas de artistas como Luís Tatit, Itamar Assumpção, Zeca Balero, Adriana Calcanhoto, Chico Buarque, Chico Cézar, Lenine e outros, E ainda nos poemas de Alice Ruiz e Paulo Leminski, etre tantos outros bardos musicais. Ou assistam ainda ao documentário "Palavra (En)Cantada", de Helena Solberg, com depoimentos que tratam o tema.


2- Sessão de autógrafos da poeta Flora Figueiredo:

Grande poeta da atualidade, Flora Figueiredo estará autografando seus livros "Florescência", "Calçada de Verão", "Amor a Céu Aberto", "Estações, Limão Rosa" no 14 de agosto, das 14 às 16 horas, no espaço da Editora Novo Século, entre as ruas M16/N17. Imperdível!





Alguns Poemas


FLUTUAÇÕES


O sonho aprendeu a pairar bem alto,

lá onde o sobressalto nem sequer nasceu.

Namorou a trôpega ilusão,

até que trêfego e desajeitado,

desprendeu-se de seu reino idealizado,

veio pousar tamborilante em minha mão.

Assim, aquecido e aconchegado,

parece que se esqueceu de ir embora.

Na hora em que ressona distraído,

eu lhe pingo malemolências ao ouvido,

à sua inquietação eu me sujeito.

Eis que o sonho dorme agora aqui comigo,

seu corpo repousa no meu peito.



Poema de Flora Fiqueiredo, In: "Amor a Céu Aberto".


***


MILÁGRIMAS


Em caso de dor ponha gelo

Mude o corte de cabelo

Mude como modelo

Vá ao cinema dê um sorriso

Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo

Se amargo foi já ter sido

Troque já esse vestido

Troque o padrão do tecido

Saia do sério deixe os critérios

Siga todos os sentidos

Faça fazer sentido

A cada mil lágrimas sai um milagre


Caso de tristeza vire a mesa

Coma só a sobremesa coma somente a cereja

Jogue para cima faça cena

Cante as rimas de um poema

Sofra penas viva apenas

Sendo só fissura ou loucura

Quem sabe casando cura

Ninguém sabe o que procura

Faça uma novena reze um terço

Caia fora do contexto invente seu endereço

A cada mil lágrimas sai um milagre


Mas se apesar de banal

Chorar for inevitável

Sinta o gosto do sal do sal do sal

Sinta o gosto do sal

Gota a gota, uma a uma

Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre

A cada mil lágrimas sai um milagre



Poema de Alice Ruiz, musicado por Itamar Assumpção.


***


DODÓI


Eu ando tão dodói

Mas tão dodói

Que quando ando dói

Quando não ando dói

Meu corpo todo dói

Tendão dói

Dedão dói

Pomo-de-adão dói

Ouvido dói

Libido dói

Fígado dói

Até meu dom dói

Pois quando canto

Não importa o tom dói


Composição de Luiz Tatit e Itamar Assumpção.


***


DESANDANÇAS

Sou desde cedo incompleto
perto de estar descontente
busco no todo e no sempre
tomar um tento do incerto.


Esgrimo por entre as gentes

conserto meus desconcertos
e eu tento, de todo jeito,
manter um sonho por perto…


Disfarço meus embaraços,

enfrento mil contratempos
Num tempo de pouco tempo
Contemplo o pouco que faço.


Mas inda trago esperanças

que a sorte um dia me alcance
onde, apesar de impedâncias,
eu possa dançar…e não dance!



Poema de Altair de Oliveira, musicado por Iso Fischer.




Ilustrações: 1- foto da fachada da bienal do livro de SP; 2- foto da poeta Flora Figueiredo; 3- capa do livro Chão de Vento, de Flora Figueiredo; 4- foto do compositor e cantor Itamar Assumpção (1949-2003).


Altair de Oliveira (poesia.comentada@gmail.com), poeta, escreve às segundas-feiras no ContemporARTES. Contará com a colaboração de Marilda Confortin (Sul), Rodolpho Saraiva (RJ / Leste) e Patrícia Amaral (SP/Centro Sul).
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Lançamento da ContemporARTES e Contemporâneos – Revista de Artes e Humanidades



A coluna Drops Cultural sempre traz lançamentos e eventos culturais interessantes, hoje, não seria diferente. Para aqueles que não puderam viajar para a Bahia no último final de semana e acompanhar de perto o V Encontro Estadual de História - ANPUH, a Drops conta como foi.

O encontro, que aconteceu no campus da Universidade Católica do Salvador entre os dias 27 e 30 de julho, tinha como tema: “História e Memórias: lugares, fronteiras, fazeres e políticas”. A ideia era que essa diversidade de temas proporcionasse um diálogo ampliado entre os pesquisadores de história.

Fazia parte da programação do evento, mesas-redondas, mini-cursos e lançamentos de livros. Bom, não só de livros, a ContemporARTES lançou sua edição nr. 15 e a Contemporâneos – Revista de Artes e Humanidades, que faz parte do mesmo grupo da ContemporARTES, também lançou sua edição número 6.

O lançamento da ContemporARTES e Contemporâneos ocorreu no dia 27 de julho e foi realizado pela Editora-chefe da revista, Drª Ana Maria Dietrich, mas também estavam presentes os colunistas da ContemporARTES, Cícero Barbosa e Duda Woyda.  A temática da edição número 6 era “Diálogos entre História e Literatura”. Além do lançamento das revistas, também estava sendo promovido o livro Caça às Suásticas - o partido nazista em São Paulo e a peça O melhor do Homem, com direção do colunista da ContemporARTES Djalma Thürer e atuação de Duda Woyda.

Veja mais fotos:

Chamada de artigos para o número 7:

A Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades (ISSN 1982-3231), qualificada pela CAPES e indexada pela Sumarios.org, comunica que está aberta a chamada de artigos para a sétima edição cujo dossiê tem como tema DILEMAS DA CONTEMPORANEIDADE - RISCOS E PERIGOS DA VIDA CONTEMPORÂNEA. Estaremos recebendo artigos, ensaios, entrevistas e resenhas até o dia 15.8.2010 pelo email revistacontemporaneos@gmail.com. Vejam abaixo as normas editoriais.


Normas Editoriais

A Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades é uma publicação eletrônica com ISSN 1983-3231, que tem como objetivo discutir a contemporaneidade, priorizando a interdisciplinaridade entre diversas áreas do conhecimento ligadas às artes e humanidades.


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Ex.: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sanzio_01.jpg.


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5. Também são publicadas resenhas em português e espanhol. Poderão ser resenhados livros ou obras cinematográficas lançados no Brasil nos dois anos anteriores (contados a partir da apresentação da resenha), e no exterior nos quatro anos anteriores (contados da mesma forma). As resenhas terão a extensão entre 5 e 7 páginas. Para resenhas não são necessários resumo, palavras-chave nem bibliografia. O título deve ser apresentado em inglês e em português.

6. As entrevistas deverão ter extensão entre 5 e 10 páginas e vir acompanhadas da autorização do entrevistado(a). Devem começar com uma introdução (de no máximo 1 página) que contenha: uma pequena biografia do entrevistado(a) e descrição das circunstâncias (como se deu o contato, local e data) da entrevista. O título deve ser o nome do entrevistado (a). O subtítulo deve ser uma frase de efeito (entre aspas) encontrada na entrevista. Pode-se usar tanto a forma chamada “ping-pong”, com as tradicionais perguntas e respostas, como a forma de texto corrido, na qual as perguntas são retiradas e o texto segue uma lógica própria. Devem ser ilustradas por no mínimo 4 imagens, sendo que uma delas é a foto do entrevistado. (Com relação à inserção de imagens veja o item 3).

7. As opiniões publicadas na Seção Opinião devem ser textos de no máximo 1 página e no mínimo 1 parágrafo que respondam as perguntas elaboradas por essa revista seguidas pelo nome do autor da contribuição, pequeno resumo do currículo e de uma foto do mesmo.

8. O nome do autor da contribuição, com exceção das entrevistas e opinião, deverá estar em itálico, alinhado à direita, abaixo do título. Deve vir ligado a uma nota de rodapé com um pequeno resumo do currículo do autor (titulação, nome da instituição a qual se vincula e, caso tenha, nome da instituição que deu apoio financeiro para a elaboração da pesquisa) e email para contato. No caso de múltiplos autores, todos deverão apresentar tais informações.

9. Fora o caso anterior, as notas de rodapé deverão se restringir a observações sobre o texto, comentários críticos ou a tradução de textos citados em língua estrangeira. Deverão vir em espaçamento simples, numeradas progressivamente em arábico, na ordem que aparecerem, colocando-se os números em forma de expoente, com corpo menor.

10. As citações pouco extensas, de até três linhas, deverão ser transcritas entre aspas, intercaladas no texto. As de mais de três linhas deverão vir em parágrafo distinto, em fonte Times New Roman 10, espaçamento simples e recuo quatro, não devem estar em itálico nem entre aspas. Em ambos os casos, na indicação das citações deve constar o último sobrenome do autor (em caixa alta), a data de publicação e a página de onde foi transcrita, separados por vírgula e entre parêntesis. Ex.: “A cultura de massas produz certamente símbolos” (SANTOS, 2000, p.145).

11. É recomendável o uso de intertítulos e divisão entre introdução, desenvolvimento e apontamentos conclusivos.

12. ATENÇÃO: Somente os artigos apresentados dentro destas Normas serão analisados pelo Conselho Editorial. Este se limitará apenas a revisão ortográfica e gramatical nos textos a serem publicados. Caberá ao Conselho Editorial a decisão referente à oportunidade da publicação das contribuições aceitas.

13. As referências deverão ser listadas ao final do artigo, com o título Referências Bibliográficas, em ordem alfabética, espaçamento simples e seguindo a seguinte normatização (cf. ABNT-NBR 6023)



Ana Paula Nunes é jornalista, Pós-graduanda em Mídia, Informação e Cultura pela Universidade de São Paulo/USP. Coordenadora de Comunicação da Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades. Escreve aos domingos na ContemporARTES.
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As maçãs entre as Brumas



Já faz um bom tempo que eu li As Brumas de Avalon. Creio que já é hora de pegar novamente os livros da estante e tirar cuidadosamente a poeira acumulada. Ler sem pressa, saboreando cada virada de página. Mas de modo intenso, como um bom sexo antes de dormir e sonhar.

Recordo que para mim, esta história tem gosto de maçã. Obra agridoce, polifônica, que traz a ótica feminina da lendas do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. Guinevere, Morgana e outras personagens, que em romances anteriores sobre essas mesmas lendas eram apenas coadjuvantes, passam a ser as principais nessa narrativa envolvente. A obra causou muita polêmica ao ser lançada, na década de 80, por tratar de ocultismo e abordar a bruxaria. Além de falar abertamente a respeito liberdade sexual da mulher, que infelizmente ainda é considerada um tabu, mesmo entre os mais esclarecidos.

Marion Zimmer Bradley
O romance explora fatos históricos preenchendo as lacunas ignoradas sobre a influência do paganismo e das mulheres na formação da Bretanha (atual Inglaterra). Mas a autora norte-americana, Marion Zimmer Bradley, não se detém meramente em narrar os fatos políticos e religiosos que se confrontam neste lugar. Mais do que isso, a autora mostra como as mulheres (ignoradas na História das Civilizações) foram tão importantes quanto, se não mais importantes que os homens.

Poster do Filme
A adaptação para o cinema, dirigido por Uli Edel e filmada em Praga em 2001, foi muito bem recebida pela crítica, principalmente em relação a trilha sonora. Mas para os amantes da obra literária, este filme deixou muito a desejar. Afinal, além mostrar quase que outra versão da história, seria impossível abarcar toda a sua profundidade e  detalhes em apenas 183 minutos.

Por fim, pode-se dizer que esta obra é uma torta de maçã muito bem preparada em quatro volumes apimentados. Quem concorda ou discorda, por favor manifeste-se através dos comentários. Suas opiniões são importantes!


Até a próxima refeição, digo, leitura. ^^



Vinícius "Elfo" Rennó é graduando em Letras pela UFV. Gosta de cozer bem o que escreve. Basicamente, trata-se de um leitor glutão, amante de cinema e viciado em música. Atualmente é membro do corpo editorial da Contemporâneos – Revista de Artes e Humanidades e, juntamente com a Prof. Dr. Ana Maria Dietrich, coordena a ContemporARTES – Revista de difusão cultural.
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