sábado, 2 de abril de 2011

M.A.O.U - movimento de ocupação artística, últimas notícias



Hoje, excepcionalmente, publicamos algumas notícias relacionadas ao universo do M.A.O.U, movimento de ocupação artística. Nossa colunista, a socióloga Soraia O. Costa, é uma das líderes. Veja abaixo: 



Amanhã, 03 de abril, a partir das 9h haverá um grande ato artístico na Fábrica de Cimento Perus, um dos pontos históricos do bairro, que há anos está esquecido na memória dos moradores. O ato consiste em produção de grafite, fotografia e instalações relizadas por artistas de São Paulo, integrantes do Movimento Artístico de Ocupação Urbana ( M.A.O.U) . 

Esta iniciativa coletiva promove exploração urbana, encontros de artistas e população em locais abandonados como: fábricas, prédios, túneis, catacumbas, linhas de trem e metrô, teatros, cinemas ou cidades. 

A Comunidade Cultural Quilombaque participa e apoia essa iniciativa e convida a todos para a mais uma intervenção no bairro de Perus.


Notícia retirada do blog Comunidade Cultural Quilombaque.


O que é o M.A.O.U



O Coletivo Artístico Dialéticas Sensoriais - CADS é uma iniciativa sem fins lucrativos que propõe e executa estudos, pesquisas e ações nas áreas da arte contemporânea , estabelecendo parcerias e prestando serviços junto a órgãos governamentais, instituições culturais, organizações não governamentais e comunidades . Nasceu em 2006, numa época em que a comunidade da Vila Califórnia (divisa com São Caetano) exibia um quadro de fracasso e impotência para fazer frente às demandas culturais da população do bairro.
O CADS tem como missão intervir na realidade artística da região, visando à melhoria da vivência estética, assumindo a educação artística como condição necessária ao avanço da democracia cultural e do exercício da cidadania no País. Para cumprir sua missão social o CADS conta com uma equipe multiprofissional com uma larga experiência no campo das artes visuais contemporânea, arte educação, realização de pesquisas e na produção e sistematização de conteúdos. Além disso, desenvolve parcerias e participa de redes e articulações que potencializam metas públicas e ampliam os horizontes estratégicos da ação.
O coletivo CADS surge em momento político propício à participação. Neste processo de democratização cultural do País, foi travado um intenso embate para recuperar a cultura da arte visual como direito de cidadania. Ampliou-se o consenso de que só teremos eventos culturais de qualidade para todos se todos estiverem envolvidos em sua construção. O desafio de desenvolver uma proposta artística contemporânea de qualidade para todos ganhou a consigna de tarefa urgente e coletiva.
A trajetória do CADS apresenta três fases de sua atuação que se somaram e se incorporaram organicamente ao seu fazer, constituindo-se em grandes vertentes da sua ação. Na primeira, centrou sua ação nos pontos de cultura da zona leste, grande ABCD, centro comunitários do bairro e escola propriamente. Pensou currículos; produziu rico material voltado às expressões periféricas das diferentes linguagens artísticas para enfrentar a distorção arte contemporânea /arte educação /bairro.
Outra fase de fundamental importância: a da gestão cultural comunitária qualificando agentes sociais para agir em contextos de extrema pobreza. Essa vertente também ganhou peso e densidade na ação que hoje continua a priorizar. Uma terceira vertente caminha decisivamente para o alargamento de visão da arte contemporânea pública e meio de comunicação.





Saiba mais sobre esse trabalho no blog do grupo M.A.O.U.


Veja fotos do trabalho do grupo:






Ana Maria Dietrich
Editora-chefe da Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades
Coordenadora da Contemporartes - Revista de Difusão Cultural
Laboratório de Estudos e Pesquisas da Contemporaneidade
Núcleo de Ciência, Tecnologia e Sociedade - UFABC

1 comentários:

urbanhearts disse...

bem interessante !
a primeira foto eé uma obra originais de YZ Open Your Eyes, uma artista franceis. Este obra de 3 metros x 3 metros fue colada em Fevereiro, parte de Street Art Sem Fronteiras (Street Art Without Borders) que eu inicio em 2008 para promover arte de rua com intercambio de obras que colo em tudo o mundo.

11 de abril de 2011 13:14

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