quarta-feira, 19 de agosto de 2015

De ruinas modernas também vive o turismo





      Como já comentei, Berlim parece que inaugurou a estética do destruído, do feio, do abandonado. Hoje na cidade se pode visitar restaurantes chiques dentro de velhas fábricas com paredes em tijolo cru, o chão de cimento grosseiro e criativas soluções arquitetônicas para garantir o conforto num prédio que, aos olhos de um público não tão aberto a novidades, precisaria urgente de uma reforma. Também comentei sobre o gosto da gente jovem e "antenada" em passar a noite bebendo cerveja com amigos num porão úmido cheirando de mofo.

      Bom, para defender a cidade,  Berlim não é "só isso", existem lugares para todos os gostos, mas a apropriação do underground e deste gosto, em especial, parece ter se desenvolvido bastante por aqui. Além de bares e restaurantes existem outros lugares para visitar que preenchem este requisito estético, por exemplo, um parque de diversão abandonado há mais de uma década, o antigo Spreepark Berlin.

Spreepark, foto Günter Steffen
     O único parque de diversões dada RDA (República Democrática Alemã), foi inaugurado em 1969  e chegou a ser visitado anualmente por cerca de 1,7 milhões de pessoas. Depois da queda do muro o parque foi modernizado nos moldes capitalista, mas não manteve seu público. Em 2002, envolto em um escândalo financeiro, o parque foi fechado e a área esteve até bem pouco tempo abandonada.


Spreepark, foto Chris Grabert.
   
      Em 2014 a cidade de Berlim comprou a área e está investindo para transformar o local e explorar seu potencial turístico. Este ano ele foi aberto para visitas e são oferecidas visitas guiadas.  Um bom e curioso passeio em dias quentes e, com certeza, também no inverno, com muita neve.

     Abaixo fotos do parque tiradas por Tim Trzoska, além e fotos do parque muitas outras de Berlim. http://responsive-image.de/berliner-fotoapparat-plaenterwald/




Ana Valéria é historiadora e mora em Berlim. Terminou dois “estudos de História” uma vez no Brasil outra na Alemanha. Hoje trabalha como tradutora.



2 comentários:

Erika Carneiro disse...

Adorei, não conhecia! Quero ir, na proxima vez aí.

20 de agosto de 2015 07:20
Ana Valéria disse...

abriu faz pouco tempo e talvez só o verão.

16 de setembro de 2015 15:38

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