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A função terapêutica da Mandala




A palavra Mandala significa círculo em sânscrito. Para aprofundar a leitura, sugiro ler Mandalas I em http://www.revistacontemporartes.com.br/2016/11/mandalas-i.html



A mandala, embora tenha grande potencial artístico,  pode ser usada para diversas funções, entre elas a de meditação, relaxamento e também como terapia.


Há no mercado, inúmeras opções de livros de colorir com mandalas, mas é possível fazer a mandala com qualquer material, por exemplo, grãos, pedras, fios, etc.


Durante o processo de feitura da Mandala podem ser desenvolvidas várias características como perseverança, persistência e força de vontade.



A mandala pode ser feita durante um período pré-determinado, como por exemplo, uma semana, um mês e com algum propósito, por exemplo, a cura de uma doença.


Durante a feitura da mandala é possível recitar frases ou mantras. No caso de mandala para ajudar a recuperação da saúde, pode-se afirmar: “Estou totalmente curado(a)”.



Não se trata de misticismo ou superstição e sim de meditação com palavras afirmativas, o que melhora vários aspectos da psique humana e desperta sensações agradáveis. 


*Imagens retiradas da Internet, sem fins comerciais.




Vanisse Simone é Doutora em Educação pela UFPR, 
professora adjunta da UNESPAR e estudante de Artes Visuais. 


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DENISE ROMAN E RONES DUMKE NO SOLAR DO ROSÁRIO


A arte paranaense ganhou dupla celebração no último dia 27/11, com a abertura de exposições simultâneas de Denise Roman e Rones Dumke, na Galeria do Solar do Rosário. As mostras trazem trabalhos recentes dos dois artistas, em pintura, gravura e colagem. Rones Dumke apresenta colagens, feitas a partir de intervenções manuais e também digitais, estas últimas, notadamente na fase mais recente de seu trabalho. 


Um universo permeado pelo surrealismo e figuras do classicismo fazem parte de sua obra, criando um clima fantástico que está entre suas principais características.  Curitibano, ele foi iniciado na arte aos sete anos, pelo avô e pelo pai, Lourival Dumke, que por sua vez foi aluno de Guido Viaro. 


Aos 19 anos, Dumke se transferiu para Cabo Frio (Rio de Janeiro), onde teve aulas com Carlos Scliar. Logo despontou como um dos grandes artistas de sua geração, tendo destaque em salões no Paraná. A partir daí, ganhou o mundo. Suas obras se encontram em coleções particulares no Brasil, França, Estados Unidos, Grã-Bretanha e em acervos de museus.


Também natural de Curitiba, Denise Roman formou-se pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 1984 e realiza cursos de especialização em técnicas de gravuras com vários artistas desde 1979. Atualmente é orientadora de Litografia e Gravura em Metal no Museu da Gravura Cidade de Curitiba. 

As obras de Denise se caracterizam pela delicadeza de seus traços e pelo requinte de detalhes. Seus trabalhos foram vistos em exposições nacionais e internacionais, coletivas, mostras oficiais e individuais no Brasil e em países como Suíça, Japão, Estados Unidos, Espanha e França.



Serviço:
Exposições de Denise Roman e Rones Dumke
Abertura: 27 de novembro de 2016, às 11h
Permanecem em cartaz até 28 de fevereiro de 2017
Galeria Solar do Rosário (R. Duque de Caxias, 4 - São Francisco)



Vanisse Simone e Izabel Liviski são colunistas da Revista ContemporArtes e grandes admiradoras do trabalho dos artistas paranaenses.
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MANDALAS I




A tradução mais fiel para a palavra mandala é círculo. O círculo está presente em todos os lugares. Não tem começo nem fim, por isso é considerado uma forma sagrada, que remete à harmonia e ao equilíbrio.







“A mandala é uma espécie de yantra(instrumento, meio, emblema) que em diversas línguas da península indostânica significa círculo. Em rigor, mandalas são diagramas geométricos rituais: alguns deles correspondem concretamente a determinado atributo divino e outros são a manifestação de certa forma de encantamento (mantra)” (https://www.significados.com.br/mandala/).





As mandalas podem ser usadas com muitas finalidades, entre elas para meditação e contemplação. As formas da mandala, equilibradas e em perfeita simetria podem levar a um estado de relaxamento profundo. As mandalas são elementos artísticos importantes, de rara beleza.


“Durante muito tempo, a mandala foi usada como expressão artística e religiosa, através de pinturas rupestres, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas thangkas tibetanas, nos rituais de cura e arte indígenas e na arte sacra de vários séculos.


No budismo, a mandala é um tipo de diagrama que simboliza uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade. Geralmente, as mandalas são pintadas como thangkas e representadas em madeira ou metal ou construídas com areia colorida sobre uma plataforma. Quando a mandala é feita com areia, logo após algumas cerimônias, a areia é jogada em um rio, para que as bênçãos se espalhem “(https://www.significados.com.br/mandala/).


·        Imagens retiradas da Internet sem fins comerciais.








Vanisse Simone é Doutora em Educação pela UFPR, professora da UNESPAR e co-editora da Revista Contemporartes.




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DESFILE DE KIMONOS – IMIN MATSURI 2016





O Consulado Geral do Japão em Curitiba  promoverá dentro do Imin Matsuri 2016, um Desfile de Kimonos.

Além de apresentar a evolução da vestimenta típica do Japão, o público poderá entender a relação atual dos japoneses com este vestuário.




·        Data: 18 de Junho (sáb.) - 16h00 – Desfile de Kimonos – Evolução da vestimenta típica do Japão e a relação atual dos japoneses com o Kimono.

·        Local: Palco do Imin Matsuri 2016 - Expo Renault Barigui
 (Pavilhão de eventos no Parque Barigui)
 Rodovia do Café – km zero – BR 277 - Santo Inácio
 Curitiba – Paraná

·        Realização: Consulado Geral do Japão em Curitiba

·        Maiores informações:
Setor Cultural
Tel.: (41) 3322-4919


 De acordo com o site Cultura Japonesa.com.br, “Kimono em japonês significa literalmente “coisa de vestir”. Fora do Japão essa expressão designa genericamente uma variada gama de peças e que no conjunto formam um visual considerado típico ou tradicional japonês, mas também é sinônimo da peça principal. No Japão, a peça principal que nós chamamos de kimono é chamada de kosode”.



*Imagens retiradas da Internet sem fins comerciais.
Site consultado: Cultura Japonesa.com.br
Órgão responsável pelo evento: Consulado Geral do Japão em Curitiba





Vanisse Simone Alves Corrêa é doutora
em Educação pela UFPR, professora adjunta
da UNESPAR – Campus Paranaguá
e co-editora da Revista Contemporartes.

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PRESENÇA


Ela apertou os dedos, nervosa. A boca seca. Olhou-se no espelho. Os cabelos escorridos, os olhos enorme, fundos. Onde estava a bela moça que tinha sido? A menina inteligente, sempre rodeada de amigos, a alegria da festa?
Pela milésima vez, olhou pela janela. Dali podia ver a torre da Catedral, a Universidade Federal do Paraná, o Teatro Guaíra. 12 andares… e um único vôo, fatal.


Sempre fora medrosa... alguém um dia lhe convidara a saltar de paraquedas e ela na hora disse não. Tinha verdadeiro pavor de altura, mas agora não sentia medo. Seria apenas mais um passo e depois, nada mais.
O que era a morte, senão uma solução? Se isso era a vida, então ela dispensava, obrigada. Quantos dos que ela amava já se tinham ido? Talvez fosse encontrá-los agora...



Da vida o que levaria? Sonhos, só sonhos mal realizados ou nem sequer realizados. Quisera um dia ser atriz e mais do que isso, tinha talento, sabia que tinha. Por toda a sua vida, como uma vingança, representara. Ninguém, com exceção de sua mãe,  tinha  conhecido a sua verdadeira personalidade.  De sua mãe nada poderia esconder. Da mulher de quem herdara os olhos grandes, profundos, olhos verdadeiros. 

A mulher que sem ter estudado, que mal sabia assinar o nome, era sábia como poucos. A mulher, que tendo nascido humilde, era altiva como uma nobre, esbanjava elegância, mesmo vestida em trapos. Lágrimas pesadas vieram-lhe aos olhos ao lembrar-se da mãe.. a mãe que há poucos meses se fora, deixando-a sozinha. Pôr que, mãe, por que me deixou?


Há alguns anos perdera o pai, num acidente de ônibus, o pai, que viajava a semana toda para o interior, vendendo vassouras e nos finais de semana ficava com ela, sentado na cozinha, um copinho de pinga do lado e a voz mansa, tranqüila, a contar coisas da juventude. Como ela amara aquele pai. Como fora feliz com os dois.

A avó também vivia com eles, forte e alegre, sempre cantando, sempre vaidosa. Com quase oitenta anos, ainda pintava o cabelo de negro azulado e usava sempre um perfuminho. A avó se fora  primeiro, num dia qualquer. Sem avisar, sem sequer um aviso.  No dia anterior ainda estiveram juntas, ela sentada na beirada da cama, a avó deitada, sorrindo tranquila, a dizer-lhe (o que sempre dizia) “filha, você precisa arrumar um namorado”. Ela fora dormir tarde, pensando no conselho da avó. A verdade é que não tinha sorte para namorados. Os que se aproximavam, ou eram muito imaturos, ou eram muito espertos, só queriam um casinho.


Fora trabalhar mais cedo naquele dia, tinha muito serviço acumulado no banco. Às cinco horas, o telefonema, dizendo que a avó havia falecido. O choque. Brutal. Saíra rápido do banco, após explicar ao chefe. Não chorou naquele dia. Nem nos seguintes. Mas, dois anos depois, ao lembrar-se da avó, chorava. Quase todos os dias, na cama. Soluçava de madrugada, sentindo a saudade doída, saudade vital, saudade que lhe corroía a alma. Amava a avó. E ela se fora. Todos se foram, com o tempo. Só ela restara.


Todos os dias, ao voltar para casa, encontrava um silêncio perturbador. Não mais o canto suave da avó: "Eu vou embora para onde a lua vai, a lua vai e volta, eu vou não volto mais..." Nem o barulho da mãe na cozinha, fazendo os quitutes que ela apreciava. Era um silêncio traiçoeiro, só  o ruído da própria respiração. Num arroubo de desespero, ligava tudo, a TV, o rádio, o chuveiro. E acendia todas as luzes. Não de medo, mas para iludir-se que havia mais alguém. Há quase dois anos vivia assim. Agora era hora de acabar com isso. A vida nada lhe dera. E o que lhe dera, o pai, a mãe, a avó, lhe tirara cedo demais. Ainda não estava preparada para  ficar só. Odiava a solidão.




Um colega disse que ela devia arrumar um bichinho de estimação. Ela seguira o conselho e um dia, saindo mais cedo do trabalho, entrou num aviário e comprou um gato. O gato era lindo, com a beleza humilde dos que desconhecem a palavra beleza e o seu significado... Era de uma beleza etérea e  de uma altiva alegria, companheiro amoroso, silencioso e presente.

Quando o comprou já tinha ele dez meses, e o dono do aviário  comentara que com essa idade já era difícil para vender, as pessoas preferiam animais mais jovens. Mas ela gostara do bicho e o levara imediatamente para casa. Providenciara uma caixa com areia, um pote de ração e água fresca. Por último, escolhera o nome. 

Amigo. Ele a olhara profundamente, os grandes olhos azuis... Sim, havia gostado do nome. Durante alguns dias, tudo correra bem. Ela saía apressada do banco, o ônibus lotado, sempre com os espertinhos querendo se encostar. Suportava tudo com humilde alegria, pois sabia que alguém, em sua casa, a esperava. Chegava já chamando o gato, que respondia com um miado sonoro e forte. Miado alegre de saudade. E ficava o tempo todo a seu lado, contente da sua presença.


Aos poucos, fora recuperando a alegria de viver com a ajuda de Amigo. Vivera com ele e para ele. Mas  ninguém lhe avisou  que gatos gostam da perigosa liberdade da rua. Principalmente gatos machos, que movidos pelo instinto milenar da caça, gostam de sair a se aventurar.  Pois um belo dia seu Amigo escapara pela janela, que ela esquecera entreaberta e ao tentar atravessar a  rua fora atropelado, a cabeça marrom despedaçada, os belos olhos parados para sempre. Antes que entrasse em casa  sua vizinha lhe dera a notícia e num arroubo de bondade recolhera o pobre animal, deixando-o  numa caixa. 

Ela pegara a caixa, o coração arrebentando de dor, a sensação de ter sido traída novamente, de que algo que amava lhe fora arrancado para sempre. A revolta.  A dor. Somente quem já teve algum animal de estimação e o perdeu tragicamente conhece esse terrível sentimento de perda. Porque animal ama incondicionalmente. Sem fazer distinção. 
Então, cumprindo um doloroso ritual,  enterrou o  animal sob o limoeiro. Lembraria sempre dele, mas não o substituiria nunca. Só sabia que perdera de novo. Mais uma vez. E estava de novo sozinha no mundo...


Mas isso era passado.  Agora, nada mais interessava. Queria ela a liberdade. E a teria. Se fosse preciso se matar para obtê-la, assim seria. Olhou novamente a paisagem. Era uma bela cidade. Ali nascera e se criara. Fora tão feliz...


Já passava das dezoito e trinta, mas o sol ainda brilhava. Olhou de novo pela janela. Ficara de propósito após o expediente e subira até o 12.º andar para dali saltar. Saltar e esquecer. Tudo pensado, repensado e decidido.  Entrou novamente no banheiro, para se olhar  no espelho. Um trapo humano. Era o que restara dela. Não mais uma pessoa, mas uma sombra. Em breve o corpo não existiria, a vida não existiria, ela seria apenas uma lembrança. 

Para o dia de sua morte escolhera uma roupa sóbria. Um conjunto cinza-claro, elegante e discreto. Colocara no dedo o anel que havia ganho no aniversário de quinze anos e no pescoço a correntinha de ouro, com uma medalhinha de Nossa Senhora  que sua avó usara até o fim. Para morrer, não é preciso estar muito alinhada, pensou. Porém, num gesto inútil de vaidade, abriu a bolsa e tirou um batom marrom, discreto como tudo o que usava e pintou os lábios.




Olhou novamente o relógio. Quase sete horas. Voltou para a janela. Pensou em pular imediatamente, mas o computador em que estivera trabalhando ainda estava ligado. Então, cuidadosamente, o desligou. Guardou os relatórios na pasta, pois provavelmente necessitariam desse material no dia seguinte e ela não estaria mais ali. 

Não, não queria dar problema. Sempre fora uma funcionária eficiente e não era porque iria se jogar pela janela que iria deixar tudo desorganizado. Fechou as gavetas da mesa e respirou fundo. Lá embaixo, na portaria, o Seu Valdemar já havia entrado. Era o vigia da noite. Quase todos os dias saía depois das seis e se despedia do homem. Era um senhor simpático e educado. Mas, nesta noite não haveria despedidas...


Levantou-se e foi até a janela. Olhou para baixo e teve uma vertigem. Por um minuto, acovardou-se, sentiu vontade de pegar a bolsa e sair correndo, descer pelo elevador e fugir para casa. Então respirou fundo novamente e rezou pela última vez: "Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou..." Fechou os olhos e não era mais uma moça. Viu a mãe sorrindo para ela e  rezando junto. Agora era uma garotinha, que antes de dormir rezava para o Anjo Guardião.  Sentiu um beijo suave no rosto, o beijo que  a mãe lhe dava todas as noites, antes de dormir. Lágrimas grossas e quentes rolaram pelo seu rosto, mas ela não abriu os olhos. 

A mãe estava ali, com seu amor enorme, com sua presença forte e vigorosa. Tinha agarrado com força o parapeito da janela, as mãos doíam e sentiu sobre elas outras mãos; delicadas, macias e pequeninas, mãos da avó, que ela tanto amava. Sim, a avó também viera estar com ela. Quase sem se surpreender, ouviu seu nome ser sussurrado pela voz rouca do pai. Também ele viera. Todos estavam ali. E ela sentiu o amor envolvê-la como um manto. 


Não abriu os olhos, com medo de perder a maravilhosa sensação de aconchego. Não estava mais só. Eles vieram. Para aconselhá-la, orientá-la e ajudá-la. Como sempre faziam. Vieram para lhe mostrar que ela não estava só. Que de um jeito ou de outro, eles sempre estariam com ela. Entrou num choro convulsivo e ficou muito tempo ali. Os olhos fechados, sentindo a presença espiritual amorosa dos pais e da avó. Então, lentamente, foi se acalmando, até que abriu os olhos. Estava parada em frente à janela aberta, já era noite e algumas estrelas brilhavam no céu, junto com as luzes artificiais da cidade.


Entrou no banheiro novamente e lavou o rosto. De súbito compreendera que ainda tinha muita vida pela frente. As três pessoas que mais amara no mundo tinham voltado  para dizer isso a ela. Para evitar que se suicidasse. Ajeitou as roupas, pegou a bolsa, desligou as luzes da sala, fechou a porta e chamou o elevador. Sentiu uma pontada no estômago e deu-se conta de que não havia se alimentado ainda.


Lembrou-se que no caminho havia uma pastelaria e decidiu: seu jantar seria pastel de queijo  e café: doce e quente, como  a vida que ainda estava por vir...  




*Imagens retiradas da Internet sem fins comerciais.






Vanisse Simone é doutoranda em Educação pela UFPR, professora pela UNESPAR, co-editora da Contemporartes e colunista da Planetário. 
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PARANAGUÁ É LINDA!


Por motivos profissionais tenho ido muito a Paranaguá, cidade do litoral do Paraná. Praticamente estou morando em Paranaguá. Por isso comecei a conhecer, amar e respeitar esta cidade. No começo me senti um pouco forasteira, tudo era estranho e impessoal. Aos poucos, porém, fui me familiarizando com as pessoas e os lugares.

Centro Histórico

É discurso recorrente (inclusive de alguns moradores) que Paranaguá é uma cidade feia. Discordo completamente. Paranaguá é linda! É a cidade mais antiga do Paraná. Sua fundação data de 29 de julho de 1648. Andar por Paranaguá é como andar pela história. A cada esquina é possível encontrar elementos importantes que ajudam a contar a história brasileira e paranaense.

 
Centro Histórico

A coisa mais bonita de Paranaguá, porém, é o povo. Uma mistura rica de índios, negros e europeus. Desse caldeirão de cultura e tradição surgiu o caiçara. Outras raças foram chegando, ficando e hoje convivem em Paranaguá harmoniosamente.


Há muitos descendentes de arábes, fortemente presentes no comércio em geral e no ramo da hotelaria. Sorridentes, trabalhadores e dedicados, não medem esforços para ver o cliente satisfeito. Seu trabalho foi e é fundamental para o desenvolvimento econômico e cultural da cidade.

Centro Histórico

Também tem os descendentes japoneses. Discretos por natureza, sua força está na sutileza e na organização. Povo valoroso, que ajudou e ajuda a construir a história de Paranaguá.

Praça dos Leões

E há ainda outras tantas raças que compõem o mosaico cultural da cidade. Essa rica mistura faz da gente de Paranaguá um povo hospitaleiro, conversador, atencioso e gentil. Em Paranaguá, os carros param pra você atravessar a rua. E se você pedir uma informação, prepare-se para ser bem informado. Não raro, a pessoa que está lhe dando informação vai parar o que estiver fazendo, mudar de rota e leva-lo até o local, só para garantir que você não se perca.
Ponte para a Ilha de Valadares

Ah, e come-se bem em Paranaguá. A comida típica é o barreado, mas tudo é gostoso. Os frutos do mar, o pastel, a comida árabe, o espetinho que é servido na feirinha de 3.ª feira na Praça dos Leões.

 
Barreado

Umas das coisas mais curiosas que observei refere-se à percepção do tempo. Em Paranaguá parece que o tempo corre mais devagar. Você faz um monte de coisas, corre pra lá, corre pra cá e aí palpita que já deve ser umas cinco da tarde. Olha o relógio e surpresa: Ainda são duas e pouco.

Porto de Paranaguá

Por tudo isso Paranaguá é linda e merece sim uma (várias) visita(s). Há alguns problemas estruturais, claro, como em qualquer cidade. Mas nada que impeça uma visita agradável e enriquecedora. Há muitos pontos turísticos importantes e instigantes na cidade, mas isso é conversa pra outro dia.


Imagens retiradas da Internet sem fins comerciais.




Vanisse Simone é doutoranda em Educação pela UFPR, professora pela UNESPAR, co-editora da Revista Contemporartes e colunista da Planetário. 
É curitibana de nascimento e parnanguara de coração.
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