Apesar do tempo corrido para trabalhar o conteúdo previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de forma que gere uma grande assimilação do mesmo, um dos recursos que mais gosto de trabalhar na escola é o audiovisual.
Este bimestre trabalhei com algumas séries e salas o documentário de curta-metragem, intitulado Ilha das Flores, de Jorge Furtado:
O
encerramento do vídeo para a turma do 3º termo da EJA foi acompanhada
de aplausos. Depois da exibição, fizemos uma roda de conversa e, em maioria, puderam observar a existência de diferentes classes sociais. Pedi para eles fazerem uma reflexão sobre filme+debate e
escreverem suas observações.
Essa charge é resultado da Oficina EDUHQ e trata da desigualdade social.
Fonte: http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/6/lixo.jpg
Giovanna Gama (3º C, Ensino Médio) percebeu que de um lado a situação era estável: do agricultor e da dona de casa que vai as compras, depois faz a seu próprio molho a partir dos tomates que veio do campo; do outro o filme mostra as pessoas que vivem precariamente, em situação desumana sobrevivem consumindo restos de comidas encontrados no lixão localizado em Porto Alegre.
O aluno Fábio (3º Termo) relatou que primeiro sentiu uma vontade de rir, depois ele pensou melhor e percebeu que o vídeo passava uma mensagem muito importante. Comenta sobre como o diretor conseguiu mostrar o funcionamento da sociedade através do percurso do tomate (plantio-mercado-consumo-lixo-consumo). Dá maior enfâse ao falar da Ilha das Flores e concluí que aquilo que as vezes não tem valor para uns, para outras pessoas tem muito.
Érica Alves (2º C) comentou que na Ilha das Flores há poucas flores e muito lixo. Diz ter aprendido uma lição com o documentário, pois reclamamos e disperdiçamos muitas coisas que ainda são úteis para muita gente, assim trata a respeito das pessoas pobres, que para sobreviver consomem o resto de tudo e de todos.
Thamires Elias da Silva (3º C) em sua redação aprofunda mais a reflexão ao explicar que todo o lixo da cidade é jogado na Ilha das Flores e que lá residem famílias muito pobres. Quando o criador de porcos compra as verduras do lixo que foi jogado pelas pessoas da cidade, ele e seus ajudantes seraparam o que o porco podem consumir, ou seja, o que está em melhor estado. Depois disso, com o que sobra do lixo as famílias podem pegar para se alimentar, sendo que cada pessoa tem alguns minutos para pegar e assim pega o que consegue. Conclui que é uma realidade triste e que as autoridades fingem não enxergar, as pessoas ricas ignoram esta situação e a mídia cruza os braços.
No geral, todas as atividades tiveram um tom voltado a reflexão a respeito da desigualdade social existente mesmo com a capacidade do ser humano de pensar. Por outro lado, tiveram aqueles sujeitos que não tem o costume de pensar e escrever, que copiaram da internet seus trabalhos, porém vou trabalhar para tentar melhorar isso (se eles quiserem)...
E quem ainda não assistiu, aproveite para ver, refletir e, sobretudo, lutar para transformar esta situação onde o rico cada vez fica mais rico, e o pobre...come lixo.
Soraia Oliveira Costa,
mestra em História da Ciência pela UFABC e graduada em Ciênciais
Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA).
Professora de Sociologia e Filosofia na Educação Básica e na Educação de
Jovens e Adultos no Estado de São Paulo. Tutora em Educação de
Direitos Humanos, UFABC/UAB. Trabalha também com audiovisual desde
meados de 2007. Produtora do documentário "Transformação sensível, neblina sobre trilhos",
que trata da história vila de Paranapiacaba, feito com incentivo do
MEC/SESu, UFABC e FSA. Nas horas vagas estuda música, toca acordeon e
joga futebol.
Hoje, mais um post publicado originalmente no blog A Pauta no Ponto.
*A Pauta*
Passaram por mim, descendo do ônibus, uma garota, de uns 7 anos, e sua avó. As roupas da menina, porém, não tinham nada de infantil, e antes de descerem do ônibus ouvi ela perguntar: “Vó, minha maquiagem já saiu? Ainda tô com a sombra?”.
*O Ponto*
Eu já fui uma menina de 7 anos. E como a maioria delas, eu ficava extremamente agitada quando ganhava uma “pintura” (como eu chamava na época). Era tão adulto! Usar maquiagem aos 7 anos era emocionante, era “adulto” e não era sério. Fazia parte da brincadeira, como era brincar de casinha ou de qualquer outra coisa.
Não sei se era esse o caso da garotinha no ônibus, mas o que me espanta hoje é ver que meninas de 7, 8 anos já não gostam de ser chamadas de crianças, frequentam salão e gastam tempo e dinheiro preocupadas com a própria imagem.
Fiquei pensando sobre isso, essa onda de “vaidade infantil”, e como ela também pegou os meninos. Claro que na minha infância já havia um ou outro garoto mais preocupado com o visual, mas no geral os meninos eram conhecidos por não se preocuparem com nada. Hoje, é normal encontrar meninos de 9 anos usando brinco, cortes de cabelo da moda e extremamente preocupados com o visual.
As crianças parecem viver cada vez menos a infância. Toda essa vaidade, preocupação com o visual e a imagem que os outros têm de nós, costumava ser algo que só começava na adolescência. Refletindo sobre isso, lembrei de um documentário que assisti faz um tempo aqui mesmo na internet. O filme chama “Criança, a alma do negócio” e fala sobre como a “redução” da infância cria mais consumidores, não só consumidores de artigos de primeira necessidade – comida, material escolar, lazer -, mas consumidores cheios de vontades e opiniões. (Abaixo você pode assistir a primeira parte do documentário. Ele está divido em seis partes, todas disponíveis no youtube).
Faz bastante sentido, não é? Adolescentes são influenciáveis, parecem ter cada vez mais poder aquisitivo e costumam ter muito tempo livre (a maioria ainda não precisa se preocupar com trabalho e contas a pagar). Isso faz deles os consumidores dos sonhos do nosso sistema capitalista.
Isso tudo não é novidade. Quero dizer, há 15 anos uma lancheira já era mais do que uma simples bolsa para levar lanche para a escola, era também uma competição de quem tinha a mais recente, “da moda”, do melhor personagem. Arrisco a dizer que já bem antes dos anos 90 produtos temáticos vendiam mais e as crianças eram alvo fácil da publicidade. Mas não dá para negar que as coisas têm piorado, ou, tentando não julgar, têm ficado mais “intensas”. A TV ainda tem uma grande influência, mas ela ganhou uma poderosa companheira no computador. A internet serve muito bem para potencializar o consumista que existe em todos nós. Veja o filme! Navegue no site! E, claro, compre o produto!
Sinceramente, para que ficar falando das crianças quando eu posso perguntar: será que eu preciso mesmo daquele novo modelo de celular que só falta lavar a louça, de tão completo, e que eu fiquei morrendo de vontade de ter depois de ver tantas propagandas? No final, parece, somos todos “crianças”.
Mônica Bento é jornalista, formada pela Universidade Federal de Viçosa (MG). Em seu trabalho de conclusão de curso estudou a função social das salas de cinema e desenvolveu a reportagem multimídia CineMemória. Pertence a equipe de Comunicação da Contemporartes-Revista de Difusão Cultural.
Chega o último mês do ano de 2013, vejo alguns frutos gerados, estes que vieram em forma de multiplicação do conhecimento, de parcerias estabelecidas, vivenciadas, aprofundadas... Houve encontros, despedidas... Continuo a contribuir com Revista Contemporartes, definimos o nome da coluna mensal Ecos da Urbanidade, no lugar da coluna do projeto Neblina Sobre Trilhos, deixando-a mais flexível e abrangente.
Em fevereiro ingressei no mestrado, com o projeto denominado Ciência, trabalho e técnica, investigação sobre o Patrimônio Cultural da Vila de Paranapiacaba, com dedicação exclusiva, me concentro na produção de suas demandas. Dando continuidade a análise do material do projeto Neblina Sobre Trilhos, com participação em exibições, congressos, palestras e a organização do livro com a Profa. Ana Maria Dietrich e apoio da estudante Ana Lee (UFABC).
Aula aberta de Identidade e Cultura na Vila de Paranapiacaba.
Ana Maria, Ana Lee e Soraia.
Hoje, em processo de digestão de muita coisa que marcou... lembro de algo que escrevi em fins de 2012, aproveito para compartilhar aqui:
"Somos determinados a ter a sensação de euforia festiva misturada com o desacelero na entrada do verão tropical.
Reflexões... fazemos um balanço das conquistas, dos aprendizados, dos obstáculos, dos fracassos...
Delineamos os próximos passos e aos poucos desapegamos de costumes que se tornaram defasados.
Admito que a rotina me entedia.
Mas, continuo enraizada em alguns princípios que só se fortalecem e luto para manter o equilíbrio entre a teoria e a prática.
Me motivei à mudar o eixo de outros enfoques e prioridades que no próximo ano não terão mais sentido efetivo;
Gosto de comemorações e o fim do ano é um ótimo ensejo para festejar.
Ao mesmo tempo, me pergunto:
-O que comemoramos?
Será que neste mundo tão desigual existe um real motivo de comemorações?
Quem afirma que sim não tem um pingo de noção e é muito desumano. Milhões de pessoas sobrevivem neste mundo, muitas outras morrem de subnutrição, hipotermia, enquanto poucos tem muitos zeros nas suas contas bancárias e passam o tempo pensando no que investir e/ou gastar.
Ora, não deixo de questionar as mazelas do sistema vigente, mas temos que lutar para não nos deprimirmos ou deixar de querer entender as relações sociais - a história.
Neste ano (2012) constatei que na educação o papel transformador se enfraquece na prática, pois culturalmente nossos alunos/estudantes estão acostumado com a educação verticalizada. Os laços hierárquicos/autárquicos continuam a ser pregados e são muito bem recebido pelos nossos jovens doutrinados nesta relação de submissos... E pasmem, caso façamos o contrário, a grande maioria parece mais selvagens do que estudantes!
A grande massa de alunos não aprendem, apenas decoram os textos e não trocam ideias com o professor que está (ou deveria estar) preparado para transmitir o conhecimento.
Resíduos culturais do longo período ditatorial ainda permanentes na sociedade brasileira."
(em 2012, atuei como professora no Ensino Fundamental II e Ensino Médio, em escola particular e pública)
É... este ano (2013) voltei a ser estudante, ainda em reflexão produzindo sem 13º salário, sem férias, sob pressão interna e externa. Adelante até no máximo fevereiro de 2015.
Fico contente em poder contribuir com alguns pares e tiveram lançamentos em dezembro de 2013, vamos lá ! Compartilho com vocês aqui parte do resultado de dois camaradas.
Flyer Exposição
Arte: Daniel Camatta e Digo
Primeiramente, o Digo - Rodrigo Silva - me convidou para dialogar a respeito do projeto Residência Artística. Conversamos também sobre o meu projeto de pesquisa no mestrado, ele me pediu textos e imagens, apresentei algumas pessoas, mostrei o material do Neblina... contribuindo para o embasamento de suas inspirações para pintar.
Sem maiores delongas, compartilho aqui para quem não viu, o texto elaborado, após conversa entre nós (Rodrigo, Soraia e Bob):
A exposição “Hoje Há Ensaio” é resultado da residência artística de Rodrigo Silva realizada na Vila de Paranapiacaba (SP) entre junho e dezembro de 2013, a convite de Regina Silva e Sérgio Chistou (Atelier Cia. da Terra). O título remete à mensagem transmitida pelo telégrafo da Companhia Paulista de Estradas de Ferro como código para o início de uma das primeiras greves operárias paulistas. A paralização, ocorrida entre os dias 15 e 30 de maio de 1906 na cidade de Jundiaí, reuniu mais de três mil ferroviários que, apoiados por suas famílias, tornaram evidente o drama comum vivido pelo proletariado que nascia com o desenvolvimento da malha férrea.
Quadros expostos no Ateliê Cia da Terra.
Vila de Paranapiacaba, 2013
Foto: Soraia OC
A tentativa do artista é desviar o olhar para a construção pintada de um operariado que não quer frequentar a varanda do patrão, registrando na memória coletiva uma coreografia que referencia batalhas de hoje e de amanhã. Sua série busca reparar uma lacuna, repondo a classe operária na disputa pelo sentido de nossa modernidade: uma criação que vem para redimir uma verdade histórica, refazendo o gesto de um passado apagado que manda notícia pela arte em uma utopia estética.
Rodrigo no Atelie Cia da Terra
Fonte: http://atelierciadaterra.blogspot.com.br/
Por isso a Paranapiacaba de Rodrigo não é a vila ferroviária do engenheiro empreendedor, dos ingleses sabidos, do capataz pelego ou da oportunidade de ascensão social, mas a da vanguarda operária anarquista, das mulheres lutadoras em sua dupla jornada e dos negros escravos de aluguel. Representa a totalidade de um processo ao qual a Vila se integra, mas que a transcende. É o sonho entre uma jornada e outra, o esforço para mostrar que aquela revolta dos irmãos e irmãs de 1906 não era empolgação, não era brasa em palha seca, mas participação em algo que é maior e lhes atravessa: a luta de classes durante a modernização das relações de produção. Assim, seus tipos comungam sensações que encontramos no próprio artista: o ensaio de algo que não se sabe bem onde vai dar, mas que está solidamente fundamentado no trabalho persistente.
Exposição "Hoje há ensaio" no Lyra Serrano
Foto: Soraia OC
Entre seus homens estão os antepassados remotos de nossas contradições, a vanguarda operária e seu duplo maldito, o proletariado racista, homofóbico e machista (privilegiado desde aquela época) e que plantava suas sementes debaixo da sombra dos chefetas. Por isso também comparecem a angústia e a revolta de uma classe que é profeta de suas próprias contradições: a tarefa adamítica de ser progenitora de Caim e de Abel. A racionalização do processo produtivo e o aperfeiçoamento da dominação de classes ocasionaram a disciplina, o controle e a distinção social, que se comprovam na arquitetura repressora e na própria divisão topográfica do vilarejo em patamares hierarquizados. O ensaio parte e é consequência disso.
Fora do contexto coletivo em que começou, o artista faz suas telas assumirem uma autonomia relativa e momentânea que suporta dois níveis de expressão: seus tipos em cena e o uso das tintas sem abuso das cores; luta, autonomia e liberdade. Por fim, os dez óleos sobre tela expressam uma unidade técnica que vincula aspectos de tempos, espaços e grupos sociais distintos que são homens e mulheres abrindo, com seu suor e sangue, as veredas de um Brasil moderno, no qual o índio já não tem mais espaço senão na melancolia subjacente de sua ausência."
Fiz uns singelos vídeos das obras na exposição e do relato do artista Digo:
Agradeço o Ribeiro, por ter cedido o espaço Restaurante Tradição dos Pampas para fazermos o evento de confraternização lá. Foi bonito de ver, vários companheiros que direta ou indiretamente somaram com a materialização do trabalho do Digo, gente da gente.
Confraternização a céu aberto.
Outro lançamento, foi o curta Sabor Andino. Minha amiga, Danila Begio, me contou do seu interesse em aprender audiovisual e que ela havia se inscrito no curso América Latina em Foco: iniciação à criação de documentários (curta metragem), no Memorial. Compartilhou comigo as ideias da equipe de trabalho formada no curso. Quando pude, acompanhei uma das captações, ajudei no registro e orientei o processo de decupagem do material bruto. Por problemas técnicos, a Danila me pediu ajuda para finalização do material, acabamos re-editando todo material, em uma noite fechamos o curta.
Feira da Kantuta-SP
Foto: Soraia OC
Crianças bolivianas na Feira da Kantuta-SP, alegaram que da Bolívia só sente falta do avó.
Foto: Soraia OC
Sabores Andino, Feira da Kantuta-SP
Foto: Soraia OC
Artesanato, Feira da Kantuta-SP
Foto: Soraia OC
Cartão telefônico internacional, Feira da Kantuta-SP
Foto: Soraia OC
Hola Andina, Feira da Kantuta-SP
Foto: Soraia OC
Crianças pintam, Feira da Kantuta-SP
Foto: Soraia OC
Do individual ao coletivo, Feira da Kantuta-SP
Foto: Soraia OC
Crianças brincam, Feira da Kantuta-SP
Foto: Soraia OC
O curta está disponível no youtube, para assistir clique em:
Bom... é isso, preciso voltar aos estudos.
Valeu pelos acessos e por fortalecerem os nós!!
Boa lida para vocês! Até ano que vem,
Soraia Oliveira Costa, bolsista Capes, mestranda em História da Ciência (UFABC), bacharel e licenciada em Ciências Sociais (CUFSA/2009). Utiliza de recursos audiovisuais, fotografia e oralidades desde meados de 2007, quando começou a analisar o cenário urbano, a natureza, o trabalho, as transformações sensíveis, os transportes, o comportamento, a cultura, a arte... Produziu o documentário "Transformação sensível, neblina sobre trilhos" (2012), sobre a vila de Paranapiacaba, feito com incentivo do MEC/SESu, UFABC e apoio do Centro Universitário Santo André.
Nesta edição do festival de Inverno na vila de Paranapiacaba, estamos realizando a divulgação do projeto Neblina Sobre Trilhos no Antigo Mercado e na Casa 28, que fica bem ao lado.
Abaixo um flyer/cartaz com as informações de horarios:
Foi criado um evento para convidar os contatos e colaboradores do projeto na nossa página do facebook/neblinasobretrilhos: https://www.facebook.com/events/360821673989763/
Intervenção do Neblina na Casa 28.
Fotografia de Soraia O. Costa.
Exposição no Antigo Mercado.
Fotografia de Melina Resende
Agradecemos a prefeitura pelo espaço concedido e aos colaboradores que também projetarão o documentário na Vila, o ex-ferroviario Aldo do Som, o morador Gercino e o historiador Eduardo Pim, responsável pela Associação de Monitores Ambientais de Paranapiacaba (AMA).
Exibição do documentário na R. Varanda Velha, Vila de Paranapiacaba.
Fotografia de Melina Resende
Exibição do documentário na Casa 28.
Fotografia de Melina Resende
Pôsteres sobre a história da regional e do trabalho audiovisual que mostra a Vila de Paranapiacaba, construída pela empresa São Paulo Railway Company Ltd. (SPR) para abrigar os trabalhadores do sistema funicular, a partir de entrevistas dos ferroviários, seus parentes e moradores da vila, além de pessoas ligadas ao turismo, estudiosos e turistas.Com enfoque na ferrovia que ligava Santos a Jundiaí e seus trabalhadores na Vila de Paranapiacaba. Nossa equipe de pesquisadores busca fazer o levantamento das motivações e dos movimentos históricos que levaram ao descontentamento, desemprego e desencanto dos antigos e atuais moradores da Vila de Paranapiacaba, pois mesmo pelo fato de ser considerada um patrimônio Histórico pelo Governo Federal, Estadual e Municipal, pouco se é difundido os ensinamentos sobre a história da Vila, já que o baixo e mal direcionado incentivo ao turismo não se manifesta como suficiente aos atuais moradores, muito menos pedagógico à história da Vila, que um dia foi um marco da pujança e da tecnologia em solo do Estado de São Paulo e do Brasil, por meio da sua repercussão no mundo foi amplamente reconhecida.
E sobre o festival, ainda terão dois finais de semana para quem ainda não foi pode tentar aproveitar o evento, abaixo outras informações de shows:
21/07/2012 - SÁBADO
14 hs no Mercado - Pedro Luis e Banda 15 hrs Sesc - Grupo Moinho do Tempo 15:30 Sesc - 2por4 - Brit Project 17 hs Mercado- Ná Ozetti 18 hs Sesc - Grupo Moinho do Tempo 18:30 Sesc - João Donato 20 hs Campo - FAFA DE BELEM
22/07/2012 - DOMINGO
14 hs no Mercado - sapopemba 15 hrs Sesc - Banda Sax4Sax 15:30 Sesc - Banda Publica com Jhonny Monster 17 hs Mercado - Eliana Pittmann 18 hs Sesc - banda Sax4ax 18:30 Sesc - Banda Mantiqueira e Fabiana Cozza 20 hs Campo - JOÃO BOSCO
28/07/2012 - SÁBADO
14 hs no Mercado - Rose Calixto 15 hrs Sesc - Banda saxofonica 15:30 Sesc - Gross 17 hs Mercado- Banda Black Rio 18 hs Sesc - Grupo sarau Tropical 18:30 Sesc - Maogani e Renato Braz 20 hs Campo - CLAUDIO ZOLI
29/07/2012 - DOMINGO "ULTIMO DIA"
14 hs no Mercado - Chico teixeira e Tuia 15 hrs Sesc -Grupo ìkaro 15:30 Sesc - Daniel Belleza 17 hs Mercado- 14 Bis 18 hs Sesc - Banda Saxofonica 18:30 Sesc - Nhocuné Soul 20 hs Campo - FLAVIO VENTURINI
Soraia Oliveira Costa, graduada em Ciênciais Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Professora de sociologia na Secretária de Educação Estadual, trabalha também com fotografia, audiovisual e oralidades desde meados de 2007, quando começou a analisar o cenário urbano, a natureza, o trabalho, os transportes, o comportamento, a cultura, a arte...
Ainda em fase incipiente, iniciamos o processo de
elaboração do livro. Alguns alunos da UFABC (Heitor Glauber, Fernanda Furtado e
Felipe Senna) estão realizando a transcrição, textualização e transcriação dos
depoimentos cedidos pelos colaboradores do projeto.
O maior enfoque para do livro são os trabalhadores
ferroviários, entretanto, assim como no documentário, também iremos abordar
alguns aspectos relacionados a cultura e o presente na vila. Me recordo que numa
das apresentações do documentário um espectador comentou sobre a questão da
“nova identidade” presente na Vila de Paranapiacaba... pois, é uma questão que
também tratamos no audiovisual. Escolhemos enquadrar também esta mudança na
função da vila por se tratar de um documento dos dias de hoje, retratamos a situação
da vila. Ontem na Vila Velha e na Vila Martim Smith - a parte baixa - moravam
operadores da ferrovia e, agora, este patrimônio da humanidade abriga, em
maioria, moradores empreendedores (artesões, cozinheiros, contadores de
estórias, monitores ambientais, turísticos, vendedores, garis...) com enfoque
na ascensão do turismo.
Em conversa o aluno bolsista da UFABC, integrante
do projeto, Heitor Glauber fala um pouco sobre suas impressões deste ano no
projeto Neblina Sobre Trilhos:
“Bom, como eu entrei agora,
no momento de divulgação do projeto, vejo que ele está caminhando como foi
planejado, as exibições, transcrições, os relatos, todos estão caminhando como
o que havia sido me passado anteriormente.”
Sobre o documentário diz,
“É sempre bom ouvir um pouco
mais sobre um lugar que você tanto gosta (Paranapiacaba) e sobre os primórdios
da categoria que seus pais, padrinhos e avôs pertencem ou pertenceram. Tanto eu
quanto meu irmão não pretendemos seguir a profissão de ferroviário por “n”
fatores, porém sabemos da importância que essa categoria teve para São Paulo e
para o Brasil. O documentário nos mostra um pouco disso. Paranapiacaba antes de
ser a vila dos ingleses é a vila dos ferroviários e o documentário mostra isso.
/ Para efeito de história o documentário poderia ser utilizado além das escolas
no eixo Santos-Jundiaí. Acho que em outros lugares poderia também ser utilizado,
pois, ele consegue mostrar como foi
estruturada a vila de Paranapiacaba, desse modo, em escala microespacial é
possível demonstrar como se é iniciada uma sociedade.”
Sobre o livro comenta,
“O
livro é um método de completar o documentário. Infelizmente não há como colocar
toda a informação que se quer num documentário e o livro seria uma alternativa
para que se possa passar o que não foi adicionado ao documentário. O livro
trará informações que não foram abordadas no documentário, porém são assuntos
relevantes, de importância para o contexto histórico do assunto relacionado ao
documentário.”
Agradeço a todos que ajudam (ou ajudaram) de alguma forma na construção e continuação deste projeto!
Soraia Oliveira Costa, graduada em Ciênciais Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Trabalha com fotografia, audiovisual e oralidades desde meados de 2007, quando começou a analisar o cenário urbano, a natureza, o trabalho, as transformações sensíveis, os transportes, o comportamento, a cultura, a arte...Diretora do documentário "Transformação sensível, neblina sobre trilhos", sobre a vila de Paranapiacaba, feito com incentivo do MEC/SESu pela UFABC e pelo Centro Universitário Santo André.
Várias exibições foram realizadas nestes últimos dias, Espaço
Gambalaia, Instituto Sagrada Família, USCS, Colégio Galeão, Escola Esperança...
e outras estão agendadas. Pela visto atingiremos a meta de levar para 50
instituições até junho/2012.
Espaço Gambalaia, Quarta em Movie. Fotos Heitor Glauber
Nesta exibição, o público presente prestigiou a exibição e um dos participantes conhece a Vila de Paranapiacaba a mais de 50 anos e comentou um pouco sobre seus conhecimentos. Após sua fala iniciou um debate acerca do sucateamento do sistema ferroviário e os interesses econômicos, alguns dos participantes são de um núcleo de pesquisa sobre o trabalho ferroviário e trouxeram algumas questões ao debate referentes ao tema.
Escola Esperança, Mauá. Fotos Heitor Glauber
Cerca de 50 alunos, +/- 10 anos de idade, assistiram ao documentário. Foi interessante provocar um dialógo com esta turma que num primeiro momento estava inibida e após conversar sobre História regional, estação ferroviária, Barão de Mauá etc. Dialogaram com base nos seus conhecimentos e anseios.
Aguardamos e estamos motivados a difundir cada vez mais nosso compromisso com a difusão de nossa produção, que apesar dos causos e dificuldades ocorridas, conseguimos finalizar o documentário e fazer jus ao comprometimento do projeto de pesquisa e extensão.
Agradeço a Ana Maria, o Cláudio Penteado, o Sá, a Fernanda, o Felipe, o Heitor e o Paulo Akio, por ajudar na continuidade deste projeto em 2012.
E aos interessados em nos receber com a exibição e dialogo, favos nos contatar: soraia.o.costa@gmail.com ou facebook/neblinasobretrilhos.
Atenciosamente,
Soraia Oliveira Costa, graduada em Ciênciais Sociais pelo Centro
Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Professora de Geografia, Filosofia
e Ética na Escola Paineira, trabalha também com fotografia, audiovisual e
oralidades desde meados de 2007, quando começou a analisar o cenário urbano, a
natureza, o trabalho, os transportes, o comportamento, a cultura, a
arte...