E no Carnaval de Salvador é assim!!!



Canção: We Are The World Of Carnaval Original 1988
Grande Elenco
Fotos: E no Carnaval de Salvador é assim!!! (março/2011)
Duda Woyda

Ah, que bom você chegou
Bem-vindo a Salvador
Coração do Brasil


Vem, você vai conhecer
A cidade de luz e prazer
Correndo atrás do trio


Vai compreender que o baiano é
Um povo a mais de mil


Ele tem Deus no seu coração
E o Diabo no quadril


We are Carnaval
We are folia
We are the world of Carnaval
We are Bahia






DUDA WOYDA, ator, com experiências no Paraná e Rio de Janeiro, cidade com a qual mantem contatos profissionais. Integra a CIA Ateliê Voador e a CIA Teatro da Queda. Pesquisa questões relacionadas ao teatro físico e a sua relação entre dramaturgia corporal e teatralidade, priorizando a multidisciplinaridade. dudawoyda@yahoo.com.br
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Arte e o desenvolvimento humano


Hoje ao pensar na importância da arte para a sociedade, me veio à cabeça uma canção que faz menção a esse assunto; a composição de João Bosco e Aldir Blanc que ficou famosa na voz de Elis Regina: "a esperança equilibrista, sabe que o show de todo artista, tem que continuar..." A capacidade da arte não só de trazer a tona uma expressão mais pura do indivíduo, mas de transformar a realidade ao redor já foi explorada por diversos estudiosos.





No mundo atual, regido pela sociedade da informação e cultura de massa, a arte traz elementos perdidos nesse processo massificador, ela privilegia o indivíduo, sua sensibilidade e conscientização de sentidos tornando a vida mais gratificante.


Herbert Read (1982) afirmou que há atividades intrínsecas a uma educação estética. Na observação, o indivíduo pode mostrar suas impressões sensíveis, elaborar sua memória e construir objetos que o auxiliem nas atividades práticas. Segue-se a expressão pessoal, pela qual o ser humano comunicaria seus pensamentos, sentimentos e emoções. Por último, estaria a atividade crítica, uma resposta do ser humano aos valores, informações e expressões que o mundo lhes dirige. 

O resultado da união entre educação e arte são indivíduos mais críticos, valorizados do ponto de vista humanístico, intelectual, moral e estético e principalmente, integrados, ao grupo social.
Paulo Freire, nesse mesmo sentido, enfatiza a capacidade transformadora da arte do mundo que a rodeia, dada sua capacidade de não só captar a realidade, mas expressá-la por meio de linguagens criadoras.


Segundo Herbert Read, a arte e a educação são dois conceitos indissociáveis, sendo que a primeira deveria ser a base da segunda como um todo. Na mesma linha, Platão afirma que “uma educação estética é a única educação que dá harmonia ao corpo e enobrece a alma (PLATÃO apud OSINSKI, 2002). Tais autores não vêem distinção entre ciência e arte, sendo a primeira a explicação de uma realidade e a segunda a expressão desta. Unir educando pela arte seria uma estratégia muito bem sucedida uma vez que há a preservação orgânica do homem e de suas faculdades mentais, respeitadas as diversas faces do desenvolvimento humano (READ, 1982). 


A arte integra e seus modos de expressão que passam pela poesia, música, teatro, cinema, artes plásticas, formam uma abordagem global de uma educação estética, baseada na consciência, raciocínio e inteligência dos seres humanos.


E que o show de muitos artistas em suas múltiplas tarefas de observar, expressar e criticar continue encantando a humanidade e a lembrando - a cada momento - mais humana.


Uma reflexão mais aprofundada dessas questões podem ser encontradas na obra abaixo.
OSINSKI, Dulce. Arte, História e ensino - uma trajetória. São Paulo: Cortez, 2002. 

O Bêbado e o equilibrista


Veja uma interessante análise da letra no blog do leandro.


INFORMES


1. X Encontro Regional Sudeste de História Oral - Inscrições prorrogadas


Chamada para trabalhos – Prazo prorrogado até 30 de março de 2011
 As inscrições para apresentação de trabalhos no IX Encontro Regional Sudeste de História Oral foram adiadas até o dia 30 de março de 2011, devido ao período de férias e Carnaval. Professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação e graduação podem enviar sua proposta para o evento seguindo as instruções disponíveis no site do encontro.
O Encontro, que em 2011 tem lugar na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, com promoção da Associação Brasileira de História Oral – Regional Sudeste, tem seu foco central na discussão dos desafios contemporâneos da história oral, em seus aspectos teóricos, metodológicos e temáticos.
Após um importante período de difusão da metodologia da história oral – que incluiu longos debates sobre as vantagens, os problemas e a legitimidade do uso de fontes orais em diferentes disciplinas –, ela parece estar plenamente consagrada como um valioso recurso para variados estudos sobre o presente. Diante disso, o tema Diversidade e Diálogo coloca em pauta as conquistas consolidadas da história oral no Brasil, bem como seus novos desafios na era contemporânea.


Confira os GTs, maiores informações, e envie sua proposta pelo site:








2. Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades recebe artigos até 15 de março

Já está aberta a chamada de artigos para o dossiê Minorias e suas Representações, que receberá textos para avaliação até o dia 15 de março de 2011. Para ler os textos e ficar por dentro das normas editoriais de submissão de artigos, acessem: http://www.revistacontemporaneos.com.br






3. Lançamento de livro






4. Todas as musas lança dossiê Cinema e Literatura
Lançamento da Todas as Musas (ano 02 número 02), com o Dossiê Literatura e Cinema.  A nova edição, assim como as anteriores, está agora disponível também  em formato IMPRESSO e pode ser adquirida por e-mail ou direto no site, na Livraria Virtual da Editora. Também nessa livraria, você vai encontrar primeiro livro publicado pelo selo Calíope (linha editorial ficcional) da Editora Todas as Musas, Experiências com Haicai, de Danielli Rodrigues Violante. 






Ana Maria Dietrich
Editora-chefe da Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades
Coordenadora da Contemporartes - Revista de Difusão Cultural
Laboratório de Estudos e Pesquisas da Contemporaneidade
Núcleo de Ciência, Tecnologia e Sociedade - UFABC
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Des- União Nacional dos Estudantes onde poucos são Unidos






Des- União Nacional dos Estudantes

por: Aline Serzedello Vilaça

Sob o sol escaldante da cidade maravilhosa, de um janeiro absurda e tragicamente chuvoso em toda região serrana, estávamos eu e minha fiel parceira de planos malignos que se atende por Mayara, em uma série de situações que nos posicionava:

um tanto quanto de gaiato numa “festa estranha, com gente esquisita”, parcialmente comprometidas com a chapa “Viração” atual gestora do DCE- Diretório Central dos Estudantes- da Universidade Federal de Viçosa onde carinhosamente estudamos, e plural/ indiretamente na contradição de estar com os dois pés flutuantes na articulação de esquerda da juventude do PT- Partido dos Trabalhadores-

Quando, o mais próximo da verdade ou da não mentira, estávamos apenas querendo saber qual era a organização política artística que encontraríamos na Bienal da UNE que seria na semana seguinte ao CONEB, encontro qual já estávamos como descrevi acima, mas ingenuamente acreditamos que sendo a Bienal da UNE após o CONEB, nos parecia lógico que seria O LOCAL da revolução artística, mesmo por que parecia que estávamos embarcando em um 13º Conselho Nacional de Entidades de Base, proposto pela União Nacional dos Estudantes que em seguida proporcionaria uma Bienal de Artes e Cultura para milhares de pessoas.

Tais palavras em negrito: Conselho, União, Nacional, Estudantes, Arte, Cultura, pareciam por si só representar uma milagre:

- o enfim entendimento que os estudantes em união têm o poder de participar e gerir um conselho que reflete a base e age social e politicamente munido também de arte e cultura.

Doce Ilusão,

Sem tanto drama, não foi tanta ilusão assim...

Bom, o caso é que no verão apetitoso do Rio de Janeiro,

Chegamos ao 13º CONEB da UNE, um dos principais fóruns de discussão do Movimento Estudantil brasileiro, reunindo milhares de CAs e Das de todo o país. Acreditamos que este CONEB possui um papel estratégico: articular o Movimento Estudantil para incidir de forma unitária e com muita força sobre as reitorias e o governo Dilma, defendendo um projeto de Educação Democrática e Popular, voltado para a Transformação Social. (Manifesto ao 13º CONEB – Vamos Reconquistar a UNE – Para a LUTA e para os/as ESTUDANTES pág 1.)

Estas palavras da tese da Reconquistar, uma das chapas (como Barricadas, Coletivo Construção, Quizumba, Rebele-se entre outras) que apresentam teses em oposição a atual, como já disse na coluna passada, curiosa gestão atual da UNE.

A não ilusão provém do fato de termos visto muitos estudantes apaixonados pelas diversas causas estudantis e com a sociedade brasileira. Muitos dispostos de fato a refletir a cerca da possibilidade de uma Universidade democrática e popular, de um PNE- Plano Nacional de Educação que realmente contemple as reais necessidades da população, lutando pela formação integral do estudante universitário que esteja permeada pelo ensino de qualidade, pesquisa e extensão preocupado com as possibilidades de transformação social. Vimos estudantes engajados em combater as opressões a frente do movimento Negro, Indígena, LGBTT, Mulheres etc. Observamos fanáticos e outros mais realistas dispostos a mudar a UNE.

Outros ainda dispostos a lutar pela reforma agrária, reforma urbana, pelos 10% do PIB para educação. E claro, para nos entristecer e confirmar a parte da ilusão, vimos uma maioria não politizada, despreocupada, des unida, alienada e sem o mínimo de vontade de conhecer ou tentar entender a dimensão do evento que participavam.

E obviamente, para completar a triste ilusão, vimos aqueles, amigos partidaristas, e mais aqueles que mais uma vez vou caracterizar como figuras interessantes, que no mínimo agem de maneira curiosa fazendo da UNE trampolim ruma à Brasília.

Por fim,

Permanece a pergunta, quando os atores que se entendem como OS POLÍTICOS, do movimento no Brasil, vão entender que Arte é Política e parar de pensar que política é apenas economia,

Ou melhor,

Quando que a Arte vai parar de ser silenciada colocada apenas como entretenimento,

Ou melhor ainda,

Quando os Artistas vão tomar o poder da UNE?

Bom, na próxima coluna prometo fechar este assunto CONEB, vou comentar o que mais me inflamou e já cito claro que foi a ocupação dos morros, os meninos do Rio, e meu encontro com Abdias...

Até mais,

SerzeVilaça





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A GRANDE POETISA QUE VIROU NOME DE GRUPO LITERÁRIO





Nascida em Araras, interior de São Paulo, Nelly Rocha Galassi viveu infância na capital, onde aos dez anos, estimulada peo seu pai – o jornalista e poeta Joaquim Rocha Júnior – passou a conviver com o encanto das palavras transformadas em poesias e também se fez poeta.





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Viçosa de perfil - venha conhecer!!!

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Quem nunca teve uma boa história para contar? O livro Viçosa de Perfil nasceu dessa forma, através de boas histórias vividas por grandes personagens viçosenses e contadas por alunos da Comunicação Social da Universidade Federal de Viçosa.A produção do livro foi feita durante a disciplina “Jornalismo Biográfico” onde nós, então estudantes do curso, deveríamos elaborar como atividade conclusiva um perfil sobre algum morador da cidade. A escolha ficaria a critério dos autores, através de afinidade ou mesmo admiração.

E foi com o sentimento de admiração que eu bati na porta de Francisca Alves da Silva, conhecida em Viçosa como Dona Chiquinha, a contadora de histórias que emociona crianças e adultos durante suas oficinas e apresentações. A admiração surgiu durante uma apresentação feita em uma praça onde eu estava presente. A história e a maneira como ela a contou me emocionaram. Depois disso, não poderia escrever sobre nenhuma outra pessoa.

O perfil “A menina mais elegante da rua” ganhou vida depois de algumas horas de gravação e duas tardes agradáveis na casa da Dona Chiquinha, que como uma boa mineira não me deixou sem café ou mesmo algum quitute entre uma conversa e outra.
O perfil da cidade: vista do campus da UFV.
 
“Depois de sair do colégio interno, a garotinha de cachinhos dourados já estava crescida, e zomo toda adolescente, tinha os seus caprichos. Roupas, só as copiadas de revistas com modelos iguais às de artistas. Ela foi uma das primeiras a sair com os famosos vestidos tubinhos, no começo apenas usados por celebridades. E por causa dessa vaidade toda, passou a ser chamada de ‘a menina mais elegante da rua’.” [Trecho retirado do perfil A menina mais elegante da rua]


Além da história de Dona Chiquinha, o livro traz o perfil de mais 12 personagens viçosenses, entre eles, o ex-prefeito Raimundo Nonato e um dos mais conhecidos donos de bar, o Capelão. O livro tem uma tiragem de 1000 exemplares e está a venda no Departamento de Comunicação Social pelo valor de R$ 10 reais que será revertido para o próprio departamento.

Mais informações:
Livro “Viçosa de Perfil”
Telefone: (31) 3899-4502 _ falar com Helen Freitas

Ana Paula Nunes é jornalista e  pós-graduanda em Mídia, Informação e Cultura pela Universidade de São Paulo. Coordenadora de Comunicação da Contemporâneos  - Revista de Artes e Humaidades e escreve aos domingos na ContemporARTES.
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Cavalos ao mar





Quem já leu alguma obra da poeta Sophia de Mello Breyner Andresen deve ter percebido o destaque que ela dá ao mar. A sensação que temos, enquanto leitores, é de que o mar foi muito importante não só quanto inspiração, mas que se fez presente durante toda a vida da artista. Há um poema que para mim é muito simbólico e faz com que eu sinta o mar de Sophia. O poema chama-se ondas:

Ondas

Onde - ondas – mais belos cavalos
Do que estes ondas que vós sois
Onde mais bela curva do pescoço
Onde mais longas crinas sacudidas
Ou impetuoso arfar no mar imenso
Onde tão ébrio amor em vasta praia.






Não é difícil perceber a relação estreita que a poeta faz entre as ondas e um cavalo. Ambos em movimento constante, com suas crinas que se sacodem, com seus pescoços imponentes e curvos e com o quebrar que é diretamente relacionado ao sacudir destas crinas. Os cavalos são animais fortes, vigorosos, que com sua força fizeram parte não só da vida de Sophia, mas ficaram marcados na história, lembremos do famoso cavalo de Napoleão Bonaparte, o cavalo de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal importante na independência brasileira, além de muitos outros fatos históricos nos quais eles estiveram presentes.

Por outro lado, as ondas, ou melhor, o mar também ficou marcado na história, já que através dele desbravaram e descobriram novos mundos e novas terras. Ele foi muito importante para a expansão marítima e imperial dos ex Impérios europeus, além de obviamente, figurar com extrema importância para o desenvolvimento econômico de tais países.


Em meio a esse mar tão imponente, que gera medos, amores, que hoje serve tanto para transações comerciais quanto para deslumbramento de suas belezas, há as ondas que são descritas de maneira brilhante como “Ou impetuoso arfar no mar imenso”. Ou seja, as ondas funcionam como a respiração ofegante do mar imenso, maravilhoso. Elas têm o papel de estabelecer um contato maior com a terra, mostrando aos habitantes desta o quanto o mar é vivo e sábio.

Ao fim deste texto, transcrevo outro poema de Sophia no qual o mar e as ondas possuem uma grande importância.

Beira-Mar

Mitológica luz da beira mar
A maré alta sete vezes cresce
Sete vezes decresce seu inchar
E a métrica de um verso a determina
Crianças brincam nas ondas pequeninas
E com elas em brandíssimo espraiar
Em volutas e crinas brinca o mar



Para os leitores que queiram conhecer mais os poemas de Sophia e desejam saber as referências dos poemas acima: o poema Ondas foi retirado da obra Musa e o poema Beira-Mar está presente em O Búzio de Cós e outros poemas.





Rodrigo C. M. Machado é Mestrando em Letras pela Universidade Federal de Viçosa.

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