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Fundação Pró-Memória altera funcionamento do projeto Sextas com Arte.





A partir deste mês, todo dia é dia de botar a mão na massa. A Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul alterou o funcionamento do projeto Sextas com Arte para que mais pessoas possam desfrutar desse momento. Até então, a população e os interessados em geral eram convidados a participar às sextas-feiras, das 9h às 11h e das 13h às 16h. Agora, de segunda a sexta-feira, nos mesmos horários, as portas estarão abertas.

Durante o encontro, são ensinadas diferentes técnicas, como desenho de observação (objetos existentes no Ateliê e jardim), textura (tema livre com tinta guache, giz de cera, giz pastel seco e carvão), xilogravura (tema livre – gravação de matriz e impressão) e colagem (tema livre – recorte e cola). O coordenador do projeto, João Alberto Tessarini, acompanha o passo-a-passo e dá dicas para melhorar o rendimento.

Todo o material é disponibilizado pela Pró-Memória. Não há idade mínima nem máxima para participar, todos são bem-vindos. Apenas lembrando que crianças até 10 anos deverão estar acompanhadas por responsáveis. Não há necessidade de inscrição antecipada. O principal objetivo é proporcionar aos visitantes um contato mais estreito e lúdico com os primeiros passos do processo de criação e técnicas disponíveis na confecção de desenhos, desmistificando o fazer da arte. Mais informações pelo telefone 4223-4780 ou pelo email acaoeducativa@fpm.org.br.

Foto_1 – Projeto tem novo funcionamento para que mais pessoas possam participar (Antonio Reginaldo Canhoni/FPMSCS)
Foto_2 – Sextas com Arte também serve para congregar pessoas de diversas idades e vivências (Antonio Reginaldo Canhoni/FPMSCS)

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Exposição sobre centros esportivos


O crescimento da cidade de São Caetano do Sul foi acompanhado de demandas e desafios para seguidos governos nos mais variados setores. A necessidade de espaços para práticas esportivas, entretenimento e bem-estar da população acabou por mudar o cotidiano da cidade. Vieram os clubes sociais e esportivos, a população se integrou ainda mais e a prática de esportes se intensificou. Para retratar o cenário esportivo local, a Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul abre a exposição São Caetano: uma cidade com vocação para o esporte, na próxima terça-feira (5/7), às 10h, no Salão Expositivo do Espaço Verde Chico Mendes (Av. Fernando Simonsen, n° 566 – Bairro São José).



Festival de Atletismo promovido no Centro Esportivo e Recreativo (CER) Vila São José, atual sede do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA. Foto de 1999 (Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul)

 Além de apresentar a estrutura esportiva municipal, a mostra também tem o objetivo de deixar a população no clima das Olimpíadas Rio-2016. A proposta é registrar a história dos centros esportivos e poliesportivos locais e mostrar ao público a importância e o crescimento dessa estrutura no município. A exposição promove uma campanha de apoio e incentivo aos atletas e ginastas que encontraram no município o suporte necessário para treinar e representar a cidade.

Além de belas imagens dos centros e dos atletas, a mostra retrata como as iniciativas abordadas provocaram mudanças comportamentais na cultura de esportes de São Caetano e, mais uma vez, provaram o quanto a população é voltada para o esporte. Assim, de acordo com a Secretaria Municipal de Esporte e Turismo, mais de 11 mil pessoas desenvolvem atividades variadas, como vôlei, futebol, basquete, ginástica, pilates e entre outras.  Um pódio, nos mesmos moldes dos utilizados nas competições esportivas, será instalado no local para que o público possa tirar fotos e publicar nas redes sociais com a hashtag #SaoCaetanonasOlimpiadas.




O campo da Associação Beneficente, Recreativa e Esportiva de Vila Barcelona (ABREVB) foi palco de treinamento para futuros campeões do futebol, a exemplo de Juninho Paulista e Lucas Rodrigues Moura da Silva. Foto da década de 1970 (Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul) 


A exposição São Caetano: uma cidade com vocação para o esporte ficará em cartaz até 25 de setembro, de terça-feira a sábado, das 8h às 17h, e aos domingos, das 9h às 16h. 


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Dia da Imigração Japonesa no Brasil - Mostra Virtual Irashaimase



No final da década de 1920, já com razoável número de indústrias, que precisavam de mão de obra, São Caetano tornava-se bastante atrativa aos imigrantes, neste caso, os japoneses. No ano de 1926, há registros da chegada da família Toyoda às terras que hoje compõem o município. Para o Dia da Imigração Japonesa no Brasil, celebrado em 18 de junho, a Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul promove a mostra virtual Irashaimase – Imigração japonesa em São Caetano do Sul, que pode ser acessada no site da instituição (www.fpm.org.br).



Família Toyoda, a pioneira de origem nipônica estabelecida em São Caetano. Senjiro e Shizue Toyoda com os filhos, Keigo e Sumie, a primeira nissei nascida na cidade. Foto de 15 de agosto de 1927 (Acervo/Família Toyoda).


Atualmente, na cidade, a comunidade japonesa organiza-se em algumas associações como a Associação Nipo Brasileira São Caetano do Sul (Bunka SCS), que tem sede no Centro Recreativo Esportivo Santa Paula (antigo Clube Recreativo Esportivo Gonzaga Nipo-Brasileiro), a Associação Okinawa de São Caetano do Sul, sediada na Alameda Conde de Porto Alegre, no Bairro Santa Maria, e a Associação Karaokê São Caetano do Sul, também localizada na Alameda Conde de Porto Alegre.



Família Nakano. O casal Toshiko Nakano e Gilberto Nakano aparece com os filhos Afonso Yoshinobu Nakano e Elza Kazue Nakano Ohira. Foto tirada na residência da Rua Santa Catarina, n° 226, em dezembro de 1961 (Acervo/Gilberto Nakano).

Além de imagens históricas do acervo do Centro de Documentação Histórica, a exposição também apresenta flagrantes de atividades e eventos da Associação Nipo Brasileira de São Caetano do Sul, fundada há mais de 60 anos.




Uma das edições do Undokai, gincana poliesportiva que tem o objetivo de integrar gerações e incentivar as crianças a brincarem ao ar livre. Ao final de cada atividade da gincana, são distribuídos brindes. A Associação Nipo Brasileira de São Caetano do Sul retomou esse evento após o centenário de imigração japonesa, celebrado em 2008. A edição deste ano (que será a nona) foi realizada no Centro Esportivo Recreativo - Tamoyo (até então, o evento ocorria na ABREVB - Associação Beneficente Recreativa Esportiva Vila Barcelona), em 29 de maio (Acervo/Flávio Nakaoka). 


A mostra ficará em destaque no site até o dia 30/06. Depois desse prazo, poderá ser acessada no mesmo link, mas clicando-se em Exposições Virtuais. 


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Exposição online de mães com suas numerosas famílias - Fundação Pró-Memória


Para celebrar o Dia das Mães (8 de maio), a Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul promove a exposição virtual Grandes mães, grandes famílias, que apresenta, por meio de fotos do acervo do Centro de Documentação Histórica, mulheres que, além de desempenharem a função de esposas e donas de casa, desdobraram-se no cuidado de sua numerosa prole. Foi em São Caetano que elas cresceram e viram seus filhos se desenvolverem.

No decorrer da história, por vários anos e em muitas e diversas culturas, a maternidade foi considerada o principal papel feminino. Ser esposa, mãe e dona de casa fazia parte da natureza da mulher, que precisava gerar filhos. E não eram poucos. As crianças representavam importante componente econômico para o futuro e eram, também, garantia existencial, de continuidade e manutenção da família. Uma imagem de 1916 mostra, por exemplo, sete dos oito filhos de Santa Leoni Lorenzini. A família Buso, em outro retrato, aparece com sua prole de seis filhos.

Família de Santa Leoni Lorenzini e José Pedro Lorenzini e. Na foto, de 1916, estão sete de seus oito filhos, a partir da esquerda: Zulmira (Argemira), Henrique Mário, Jacob Elyseu, André Arthemio, Palmira, Ida e Eduardo (Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul)

Outra família numerosa de São Caetano era a Buso. Da década de 1920, a imagem mostra o casal Helena e Silvio Caneca Buso, com os filhos: Elvira, João, Olívia, Antonio, Virgínia e Luiz (Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul)
Para conferir a exposição completa, acesse: http://www.fpm.org.br/

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Exposição Elas por Elas em São Caetano - SP






Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado dia 8 de março, e mostrar seu apoio ao empoderamento feminino e à luta pela igualdade de gêneros, a Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul está promovendo uma ação que uniu somente representantes do sexo feminino, a exposição Elas por Elas. 

A abertura ocorreu nessa terça-feira (8/3), no Espaço Cultural – Casa de Vidro (Praça do Professor, s/n° - altura do n° 1.111 da Avenida Goiás),  a exposição  reúne os olhares sensíveis de 13 fotógrafas profissionais. 

As imagens expostas nos levam ao universo do trabalho de 52 mulheres que residem ou trabalham em São Caetano. Cada fotógrafa foi convidada a colaborar com fotos de quatro mulheres, em profissões diferentes.

Adriana de Morais Zuppo, 31 anos, comandante dos postos de bombeiro de São Caetano do Sul (Foto/Adriana Arakake)

O resultado é uma grande variedade de profissionais em flagrantes que exalam a força, a beleza e a versatilidade das mulheres. Há, por exemplo, segurança de carro forte, médica, bombeira, costureira, musicista, professora, entre outras.

Vitória Lima, 19 anos, musicista (Foto/Ana Paula Lazari)

Larissa Iamnhuk, 30 anos, pediatra (Foto/Ligia Bazotti)

Com entrada livre e gratuita, a exposição poderá ser visitada até o dia 31 de maio, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. 

Para mais informações, ligue:  4223-4780.








Daniele da Silva Benício é bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, atualmente cursa Engenharia de Gestão na mesma instituição. É estagiária do laboratório multidisciplinar Memorial Plínio Zornoff também sediado na UFABC.
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Eu vi uma história - Arte e Narrativa Popular no Acervo do Sesc SCS


No dia 8/10 a Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul e o Sesc São Caetano promoveram a abertura da exposição Eu vi uma história – Arte e Narrativa Popular no Acervo do Sesc de Arte Brasileira, na Pinacoteca Municipal (Av. Dr. Augusto de Toledo, 255 – Bairro Santa Paula).

A mostra, idealizada pela unidade do Sesc Santos em 2013, é composta por 43 obras pertencentes ao Acervo Sesc de Arte Brasileira, que se dividem entre pinturas, gravuras, esculturas e geringonças de importantes artistas populares brasileiros, como Mestre Molina, J.Borges, entre outros.

Mais de 40 obras farão parte da mostra Eu vi uma história – Arte e Narrativa Popular no Acervo do Sesc de Arte Brasileira. (Divulgação/Sesc)

Com o objetivo de ampliar a experiência estética e favorecer a formação do público para as artes visuais, o projeto curatorial de Valquíria Prates e Marcela Tiboni incorpora elementos de mediação, como jogos, contações de histórias e oficinas, tanto no próprio espaço expositivo como em ações paralelas. Inspirada em formas e estruturas de organização de narrativas, a mostra pretende estimular leituras, práticas e poéticas de construção de imagens, por meio de conversas e exercícios de escrita criativa.

A intenção é levar o público a explorar algumas das manifestações da arte popular presentes nas narrativas das obras, de forma espontânea ou com a orientação de mediadores, artistas e outros convidados na exposição e nas oficinas que fazem parte dela.

A visitação, livre e gratuita, vai até o dia 30 de janeiro de 2016, e pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h. Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo e-mail agendamentoeuviumahistoria@gmail.com ou pelos telefones 4223-4780 (Pró-Memória) e 4223-8813 (Sesc).

O projeto também conta com uma ambientação com quatro obras do Acervo Sesc de Arte Brasileira, no Sesc São Caetano, além de uma programação paralela com shows de música às sextas-feiras, contação de histórias e oficinas aos sábados para as crianças com a Cia. Sá Totonha. 

Confira a programação completa no site:


Assessoria de Imprensa - Sesc São Caetano
Fabíola Larissa Tavares e Rodolfo Gaioto
(11) 4228-8836 / 8845

Assessoria de Imprensa - Fundação Pró-Memória
Paula Fiorotti e Marília Tiveron

(11) 4223-4780

Daniele Benicio é estagiária no Laboratório Memória dos Paladares e estudante de graduação do Bacharelado de Ciência e Tecnologia/ UFABC. 
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Obras italianas são expostas na Pinacoteca de São Caetano



Desde o início do século 13, a comuna de Fabriano, na Itália, produz artesanalmente os melhores papéis artísticos do mundo. Obras de arte que têm esses papéis como suporte poderão ser visitadas pelo público brasileiro na exposição Io Itália, self-portrait, promovida pela Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul, com o apoio da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e da ABA (Associação Brasileira de Aquarela e da Arte sobre Papel). A abertura ocorrerá no dia 8 de outubro, às 19h, na Pinacoteca Municipal (Av. Dr. Augusto de Toledo, n° 255, Bairro Santa Paula).

Ao todo, serão apresentadas aquarelas produzidas por 48 artistas que utilizaram como suporte os papéis fabricados na cidade de Fabriano, especialmente para climas tropicais. Há artistas não só da Itália, como também do Brasil, Grécia, Espanha, Reino Unido, entre outros países.

         Carolina Campanozzi (Reprodução)


 Fotini Hamidieli (Reprodução)


Bruno Cristallini (Reprodução)


Caterina Prato (Reprodução)


Paralelamente a esta mostra, a Fundação Pró-Memória e o Sesc São Caetano promoverão a abertura da exposição Eu vi uma história – Arte e Narrativa no Acervo do Sesc de Arte Brasileira, também com abertura no dia 8/10, às 19h.

A terceira edição da mostra chega à cidade cm obras de Mestre Molina, J. Borges e outros importantes artistas populares brasileiros. A curadoria de Marcela Tiboni e Valquíria Prates propõe ações de mediação em estações de criação nos espaços que integram a exposição.

Os agendamentos de grupos escolares poderão ser feitos pelos telefones 4223-4780 ou 4223-8800, ou ainda pelo email agendamentoeiviumahistoria@gmail.com.

Ambas as mostras ficarão em cartaz até 30 de janeiro de 2016. A visitação é livre e gratuita, e pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h. Mais informações pelo telefone 4223-4780.







Daniele Benicio é estagiária no Laboratório Memória dos Paladares e estudante de graduação do Bacharelado de Ciência e Tecnologia/ UFABC. 

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Fundação Pró-Memória recebe artigos e fotos para Raízes



Fundação Pró-Memória recebe artigos e fotos para Raízes

A Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul abriu na quarta-feira (5/8) a submissão de artigos para publicação na próxima edição da revista Raízes. O manual com as normas está disponível no site da Pró-Memória (www.fpm.org.br), na página de Download. O prazo final de entrega será no dia 16 de outubro.
Com 51 edições publicadas, a revista celebra o legado do passado e visa manter viva a história e a memória de São Caetano do Sul e do Grande ABC, sempre fazendo elo com o presente e com as novas gerações. A normatização para os artigos foi criada com o objetivo de melhorar a qualidade da revista e aprimorar seu conteúdo. Os textos da Raízes abrangem temáticas da história e da memória da cidade de São Caetano do Sul ou da região (Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), assim como patrimônio histórico e cultural, arquivologia, museologia e artes visuais.
Artigos, resenhas, crônicas e entrevistas, de pesquisadores autônomos ou vinculados a instituições públicas ou privadas, ou mesmo escritores independentes, integram as edições semestrais, publicadas sempre nos meses de julho e dezembro.
Raízes e Retratos – A Fundação Pró-Memória também iniciou as inscrições para o projeto Raízes e Retratos. Até o dia 16 de outubro, poderão ser inscritas fotos com qualquer tema, como registros familiares, eventos políticos/sociais, arquitetônicos, religiosos, étnicos, de hábitos, costumes, aspectos culturais e turísticos, que poderão ser publicadas na revista Raízes. Após passarem por avaliação, as fotos são devolvidas àqueles que contribuíram. As imagens podem ser trazidas na sede da Pró-Memória (Av. Dr. Augusto de Toledo, n° 255, Bairro Santa Paula) de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, ou enviadas para o email raizes@fpm.org.br.
Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone 4223-4780 ou pelo site da instituição,www.fpm.org.br.




Veja também nossa dica cultural.


Museu Afro Brasil traz exposição inédita do Smithsonian a São Paulo

Mostra exibe vida e pesquisa de Lorenzo Dow Turner, primeiro linguista afro-americano, que descobriu o dialeto “Gullah” nos EUA, com ramificações no Brasil.
O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil convidam para a exposição "Gullah, Bahia, África", estreada no dia 18 de agosto.

A mostra apresenta ao público a vida e a pesquisa pioneira desenvolvida pelo primeiro linguista afro-americano, Lorenzo Dow Turner. Expoente acadêmico da comunidade negra americana nos anos 1930, Turner identificou a fala da comunidade Gullah, do sul dos EUA, e rastreou seus registros na África e no Brasil, ligando, dessa forma, comunidades da diáspora africana através da linguagem. Originalmente criada e exibida em 2010 pelo Anacostia Community Museum, integrante da Smithsonian Institution, de Washington DC (EUA), a exposição tem curadoria da brasileira Alcione Meira Amos.

Fazem parte da mostra fotografias que registram o trabalho de campo do professor Turner; um painel comparando palavras usadas no Gullah, Inglês e Português do Candomblé, com as suas origens nas línguas da África; um raro registro da fala Gullah e cinco vídeos, incluindo Raízes da África: ligações entre as palavras, mostrando falantes de línguas africanas, um americano, um Gullah e um brasileiro, que repetem as mesmas palavras em cada uma das línguas, demonstrando suas raízes africanas.


Sobre a exposição

Gullah, Bahia, África conta três histórias em uma: a trajetória acadêmica de Lorenzo Dow Turner; sua jornada para desvendar um código linguístico e suas descobertas, que atravessaram continentes. Já nos anos 1930, a pesquisa pioneira de Turner demonstrou que, apesar da escravidão, os africanos trazidos aos EUA transmitiam sua identidade cultural a seus descendentes por meio de palavras, músicas e histórias.  Estudioso de várias línguas africanas, como twi, ewe, iorubá, bambara e wolof, além do árabe, Turner utilizou seu conhecimento para se dedicar à pesquisa da fala da comunidade gullah/geechee, da Carolina do Sul e da Geórgia, no sul dos EUA, até então desprezada como um “inglês mal falado”.  Os estudos de Turner confirmaram que, pelo contrário, o povo Gullah falava uma língua crioula, com elementos linguísticos próprios e da cultura de seus ancestrais africanos.


As explorações linguísticas pela diáspora africana levaram Turner até a Bahia, onde ele novamente validou sua descoberta a respeito das continuidades africanas.  Uma das seções da exposição é dedicada à pesquisa do Professor Turner sobre cultura afro-brasileira na Bahia, juntamente com algumas das mesmas línguas que influenciaram o gullah. Na Bahia, a sobrevivência da cultura africana pode ser percebida por Lorenzo Dow Turner particularmente no candomblé, quando integrantes dos terreiros reconheciam palavras em gravações que ele havia feito em outras partes do mundo.  Os muitos escritos de Turner incluem o livro Africanismos do Dialeto Gullah (Africanisms in theGullahDialect), publicado em 1949, que permanece como uma das principais referências para a pesquisa das línguas crioulas.

Sobre o AnacostiaCommunityMuseum:Museu integrante da SmithsonianInstitution, o Anacostia está localizado em Washington DC (EUA) e abriu suas portas em 1967, como o primeiro museu comunitário do país financiado com recursos federais.  O nome atual foi adotado em 2006, quando o museu ampliou seu foco, originalmente com uma ênfase afro-americana, para examinar o impacto de questões sociais contemporâneas em comunidades urbanas. Saiba mais em www.anacostia.si.edu.

Sobre o museu Afro Brasil:


O Museu Afro Brasil é uma instituição pública, subordinada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e administrado pela Associação Museu Afro Brasil - Organização Social de Cultura.
Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso Parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu conserva, em 11 mil m2 um acervo com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje. O acervo abarca diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiros, abordando temas como a religião, o trabalho, a arte, a escravidão, entre outros temas ao registrar a trajetória histórica e as influências africanas na construção da sociedade brasileira.

O Museu exibe parte do seu Acervo na Exposição de Longa Duração, realiza Exposições Temporárias e dispõe de um Auditório e de uma Biblioteca especializada que complementam sua Programação Cultural ao longo do ano.


Mais informações sobre a exposição:

“Gullah, Bahia, África”
Local: Museu Afro Brasil (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Parque Ibirapuera, Portão 10, São Paulo, tel.: 11 3320-8900).
Abertura: 18/08 - Até 18/10.




Ana Clara Carneiro é estudante de pesquisa do Memorial Plínio Zornoff/ Laboratório Memória dos Paladares e estudante de graduação do Bacharelado de Ciência e Humanidades/ UFABC. Tem interesse na área das Ciências Sociais e Estudos Étnicos.
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Lançamento Interestadual Revista Contemporâneos e Revista Contemporartes


No XXVIII Simpósio Nacional de História, Lugares dos Historiadores: velhos e novos desafios, evento, que ocorre a cada dois anos, o qual constitui-se na principal reunião da área e sua diversificada programação atrai professores de todos os níveis de ensino, pesquisadores em diferentes estágios da carreira, profissionais e estudantes dos cursos de graduação e de pós-graduação, que ocorreu de 27 a 31 de Julho na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promovido pela Associação Nacional de História - ANPUH-Brasil, aconteceu o lançamento interestadual das revistas ContemporARTES e Contemporâneos com a participação da editora chefe Ana Maria Dietrich.


Também aconteceu o lançamento do livro Batuclagem e a Magia das Histórias, resultado do projeto Batuclagem: Teatro, Percussão e Contação de Histórias que tem como principal objetivo a realização de oficinas ambientais para o público infantil (crianças de 6 a 13 anos) por meio da metodologia da Arte-Educação. O livro é uma coletânea com seis histórias elaboradas pelos arte-educadores, contando com a organização de Simone Pedersen e Ana Maria Dietrich.

O projeto, ainda em vigor, pretende, por meio da contação de histórias, elaboração de instrumentos recicláveis, jogos didáticos e brincadeiras, promover uma sensibilização das futuras gerações sobre os problemas ambientais de nosso planeta, estimulando, de forma lúdica, que tal público desenvolva reflexões e mudanças de postura sobre suas práticas cotidianas como separação do lixo, uso racional da água e energia e diminuição do consumo, ajudando assim a formar cidadãos conscientes desde a tenra idade.

Para mais informações, acesse: http://projetobatuclagem.blogspot.com.br/



Você pode conferir mais detalhes do que aconteceu no Simpósio no site:
http://snh2015.anpuh.org/site/capa 


Veja também nossa dica cultural.

Fundação Pró-Memória celebra aniversário de São Caetano e 60 anos do hino do município com mostra virtual

Para celebrar os 138 anos de São Caetano do Sul e os 60 anos da instituição do Hino Oficial de São Caetano do Sul (dia 23 de agosto), a Fundação Pró-Memória promove a exposição virtual Símbolos e monumentos: representações emblemáticas de São Caetano, a partir de hoje (3/8) no site da instituição (www.fpm.org.br).


O objetivo é apresentar símbolos da cidade, muitas vezes desconhecidos pela própria população, como brasão, bandeira e hino. São signos que personalizam o município, idealizados para cultivar tradições e costumes e valorizar o sentimento cívico. A exposição também traz monumentos relacionados à história de São Caetano, que se encontram espalhados pelos bairros. Neles estão registrados datas e acontecimentos marcantes, que resgatam aspectos importantes de nosso passado.

Com esta mostra, a Pró-Memória também pretende difundir os símbolos de São Caetano para o maior número de pessoas e incentivar a preservação e valorização dos monumentos municipais, essenciais para que se conte a história do município, suas conquistas e personagens. A mostra ficará em destaque no site até o próximo dia 31. Mais informações pelo telefone 4223-4780.



Ana Clara Carneiro é estudante de pesquisa do Memorial Plínio Zornoff/ Laboratório Memória dos Paladares e estudante de graduação do Bacharelado de Ciência e Humanidades/ UFABC. Tem interesse na área das Ciências Sociais e Estudos Étnicos.



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Homenagens de um poeta de São Bernardo - SP


Em homenagem à poesia, escolhi dois poemas de escritores consagrados e um de minha autoria:




AQUI EU TE AMO - PABLO NERUDA
Aqui eu te amo.
Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento.
Fosforece a lua sobre as águas errantes.
Andam dias iguais a perseguir-se.

Descinge-se a névoa em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.
As vezes uma vela. Altas, altas, estrelas.
Ou a cruz negra de um barco.
Só.
As vezes amanheço, e minha alma está úmida.
Soa, ressoa o mar distante.
Isto é um porto.
Aqui eu te amo.

Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo a onde não chegam.

Já me creio esquecido como estas velhas âncoras.
São mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Cansa-se minha vida inutilmente faminta..
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante.
Meu tédio mede forças com os lentos crepúsculos.
Mas a noite enche e começa a cantar-me.
A lua faz girar sua arruela de sonho.
Olham-me com teus olhos as estrelas maiores.
E como eu te amo, os pinheiros no vento,
querem cantar o teu nome, com suas folhas de cobre.
__________________________________
CONFISSÃO - CHARLES BUKOWSKI
esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama
sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco
vai sacudi-lo talvez
sacudi-lo de novo:
hank!
e hank não vai responder
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.
no entanto
eu quero que ela
saiba
que dormir todas as noites
a seu lado
e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas
e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora ser ditas:
eu te
amo.
__________________________________
NADA MAIS RESTARÁ - C.H. MAGOGA
Solitário, perdido,
Desesperado em um mundo cão
Medroso, acuado.
Animal enjaulado e torturado
As correntes se soltarão
Liberando toda a violência
Incendiar, deixar queimar
Romper o ciclo, irromper
A farda não lhe veste mais
As regras, finalmente, terão fim
Do que há, nada restará
Nem mesmo o retrato na parede
Muros ao chão, balões ao ar
Por trás do olhar,
Nova luz que se acende
Outra mente, outra visão
Os escravos não mais servirão
Antes de se deitar
Um beijo de boa noite
Para selar a transição


Carlos Henrique Magoga é poeta e escritor, morador de São Bernardo do Campo.



Fica uma dica de uma palestra para amanhã 19 de maio:

Curadoria é tema de palestra da Fundação Pró-Memória

A Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul promoverá na próxima segunda-feira (19/5), das 19h às 22h, a palestra As possibilidades de se pensar curadoria hoje, como parte das atividades paralelas desenvolvidas na exposição 4ª Vitrine de Arte – Mostra Coletiva de Artistas de São Caetano do Sul, que entrará em cartaz na Pinacoteca Municipal nesta quinta-feira (15/5) e seguirá no local até o dia 12 de julho. Com participação gratuita, o encontro ocorrerá no prédio da instituição (Av. Dr. Augusto de Toledo, 255, Bairro Santa Paula) e é voltado para o público em geral, interessados em arte e curadoria de arte.

A palestrante Elly Rozo Ferrari, mestre em artes e doutora em cultura, organização e educação, fará um bate-papo tratando das temáticas contemporâneas em torno da arte e sobre as possibilidades curatoriais na atualidade. São oferecidas 70 vagas. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo email mariana.zenaro@fpm.org.br ou pelo telefone 4223-4780.

Vitrine - A 4ª Vitrine de Arte – Mostra Coletiva de Artistas de São Caetano do Sul, que reúne 91 obras de 58 artistas de São Caetano do Sul, tem o objetivo o conhecimento e a divulgação da produção artística local, além de revelar novos talentos e provocar discussões em torno desta produção. Entre pinturas, fotografias, esculturas e instalações de artistas que nasceram, residem, estudam ou trabalham no município, será possível encontrar obras com temas e materiais tradicionais ou mesmo deparar-se com inusitados fazeres contemporâneos.

Marília Tiveron
Fundação Pró-Memória

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